Amor verdadeiro
Durante toda a minha vida, eu me questionei se de fato existia o tal do "amor verdadeiro". Desde bem novinha, eu via aqueles filmes onde as princesas e seus príncipes, eram felizes para sempre, independente dos erros, diferenças e dificuldades, no final, eles sempre acabavam juntos e felizes. Será que isso realmente existe, ou talvez seja apenas uma utopia?! Essa dúvida me perseguiu até os dias de hoje. Depois de crescida, comecei a duvidar que pudesse existir algo tão puro e verdadeiro, comecei acreditar, que nós, meros mortais, não pudéssemos conviver com o amor, somos egoístas e mesquinhos demais para que algo tão bom possa realmente existir. Não conseguia acreditar naquilo de "par perfeito", "alma gêmea" e coisas do tipo, para mim, não passavam de ilusões para fazer com que nós nos sentíssemos menos solitários. Depois de muitas decepções e de "eu não vou me apaixonar nunca mais", eu entendi que, o amor é para poucos, para os corajosos, ele até existe, mas é como se tivéssemos que atravessar um vale, no qual várias coisas poderiam acontecer na sua travessia, dentre elas, a morte. No meu caso, eu morri por um tempo, mas alguém, que de certa forma e de algum jeito misterioso, me ressuscitou. Esse alguém sabia o que era empatia e demonstrava o tal amor em tudo que fazia. A princípio, cogitei e desacreditei, estaria eu vivendo uma utopia? A famosa utopia que eu me questionei desde sempre? Ele, por sua vez, era seguro no falar e no ouvir, suas palavras eram sábias, e pareciam ser previamente planejadas antes de serem ditas, demonstrava em tudo que fazia, o amor! Mesmo eu, conseguia reconhecer o que era aquilo. E com gestos simples, com elogios singelos, com "bom dia, meu amor", e também aquele adorável "senti sua falta", começou a me ganhar, não só por serem palavras que, talvez eu havia esperado a vida toda, mas por serem palavras carregadas de sentimentos, palavras de maturidade, de alguém que sabia o que queria e quem queria. Eu me apaixonei, e pela primeira vez, comecei a entender e ver de perto, que o amor que eu tanto duvidei da existência, existia, e estava ali, querendo me ganhar. Comecei a entender que o famoso amor, está nas coisas simples e atitudes sinceras, entendi que não precisamos de um príncipe em um cavalo branco, ou uma princesa para de fato termos o nosso "felizes para sempre". Entendi que o nosso "sempre", é hoje, é o agora, é o que buscamos fazer para que cada segundo valha a pena. Entendi que esse negócio de perfeição não existe, apenas nos encaixamos e nos adaptamos aos nossos defeitos, e o amor é isso, amar até os defeitos. E no dia que eu entendi tudo isso, eu vivi, renasci. Hoje eu sou, existo, não apenas sobrevivo. Hoje eu amo, me entrego por completo, e agradeço a esse alguém, por ter visto o melhor de mim, quando nem eu via mais. (Nath Oliveira)











