Meu amor Ă© descontrolado. NĂŁo conheço o amor da BĂblia, o amor de Artur da TĂĄvola, esse amor calmo e descontraĂdo, que sabe que Ă© amor e sĂł com isso fica tranquilo. Meu amor nĂŁo Ă© desapegado, meu amor Ă© amor de CamĂ”es, de nĂŁo saber o que se sente, de querer e nĂŁo querer. Meu amor Ă© necessidade, Ă© saudade, Ă© dor e dedicação. Meu amor Ă© amor de Shakespeare, Ă© amor que mata, que morre, que alucina, que me deixa sem entender. Meu amor Ă© amor envenenado, que corre pelo corpo, que sĂł quer saber da felicidade de quem se ama. à esse amor preocupado, amor com toda a certeza do mundo, mas com medo do que vem pela frente.Â
- Juliana Rocha (docedecereja)















