showed you all of my hiding spots {imogelic, 1969}
Imogen nĂŁo costumava beber muito, afinal, sempre fora deveras suscetĂvel Ă s energias do ambiente que a cercava, e tal caracterĂstica se agravava ao estar entorpecida. Nunca fora muito fĂŁ do efeito que o ĂĄlcool tinha sobre si tambĂ©m, afinal, nĂŁo gostava de perder o controle sobre suas açÔes, mesmo que minimamente. No entanto, lĂĄ estava a Cooper mais velha naquela noite de sĂĄbado, bĂȘbada e sozinha. Havia tomado alguns drinques com sua irmĂŁ caçula em um bar qualquer, porĂ©m ela deixara sua companhia para ir para a casa de um homem charmoso para provavelmente ter uma Ăłtima noitada. A morena começou a ver casais em todos os cantos daquele estabelecimento, e sua mente logo foi parar em Angelic, a mulher que amava com todas as dramaticidades de seu acolhedor coração canceriano. Elas estavam juntas hĂĄ cerca de um ano, e sempre que estavam distantes, Imogen sentia seu coração fisicamente doer. Sentia saudades do cheiro de sua namorada, de seu toque gentil, de sua risada sonora, e de seu gosto doce.
Ao dar o Ășltimo gole de sua quinta taça de vinho, a astrĂłloga lançou-se em um misto de coragem e carĂȘncia atĂ© o lado de fora do bar, de onde desajeitadamente aparatou atĂ© perto do prĂ©dio de Eve. Chegando lĂĄ, abriu a porta com um simples feitiço, e apĂłs passar algum tempo tocando a campainha do apartamento, percebeu que a mulher nĂŁo estava em casa. Desorientada, sacou a varinha e murmurou novamente o feitiço para destrancar a fechadura. Fechou a porta atrĂĄs de si e, cambaleando, tirou os sapatos, deixando-nos atrĂĄs de um vaso de plantas, um tanto escondidos, de forma que nĂŁo atrapalhassem a passagem. Encontrou seu caminho atĂ© o quarto da namorada e olhou ao redor, observando a personalidade da mulher nos detalhes do quarto. God, she loved her so much it hurt. Pensando em como queria estar perto dela, foi atĂ© seu armĂĄrio e pegou uma camiseta. Afundou o rosto na peça de roupa, a fim de sentir seu cheiro. LĂĄgrimas de saudade começaram a brotar em seus olhos. Imogen imediatamente encolheu-se dentro do guarda-roupas e fechou a porta. Ficou assim por algum tempo atĂ© ouvir alguĂ©m entrar no quarto. â Eve? â Disse, baixinho, em meio a um choro fraco. â EveâŠÂ â Repetiu, sentindo-se invisĂvel.Â
Entre a vida ainda atrapalhada pela abertura do estĂșdio de dança e treinar para competição do Blackpool, Eve tentava ao mĂĄximo manejar da melhor maneira o tempo. E por mais que equilĂbrio fosse um ponto chave em parte da sua vida, nem sempre estava completamente dentro do compasso da prĂłpria vida. Naquele dia em particular, tinha passado mais tempo do que o necessĂĄrio dentro do estĂșdio, atĂ© mesmo teve uma breve visita da irmĂŁ mais velha por lĂĄ. AliĂĄs, Angelic nem sequer tinha visto muito como tudo passou muito rĂĄpido, envolta aos passos e a coreografia que estava trabalhando. O cansaço no momento nĂŁo batia, mas parecia ser irĂŽnico ao fechar o estĂșdio e pisar no lado de fora para sentir a descarga do corpo a avisando que tinha feito um pouco alĂ©m do que deveria. Â
Ao aparatar jĂĄ na rua prĂłxima ao prĂ©dio que ela morava, sentiu os primeiros pingos de chuva recaĂrem sobre o corpo, tratando logo se entrar no edifĂcio. Em passos cadenciados, chegou atĂ© a porta de onde morava, tirou os sapatos antes de entrar e logo sentiu a pequena liberdade dos pĂ©s estarem livres, assim como uma ligeira dor nos mesmos. Foi logo indo em direção ao banheiro, abrir a ĂĄgua para encher a banheira. No entanto, depois de encher um pouco, algo dentro de si fez com que ela fosse para o prĂłprio quarto. Estranhava, pois, nada parecia fora do lugar, quando acendeu a luz viu que tinha um pedaço de roupa preso pela porta do guarda-roupa. Franziu o cenho, antes de abrir a porta e se deparar com algo que nĂŁo esperava. â Imogen? What...? â A preocupação aumentou ao ver o caminho de algumas lĂĄgrimas no rosto da morena. â What happened? Are you okay? I mean, of course youâre not. Come here. â Disse, oferecendo a mĂŁo para que ela se levantasse do local. Â