Se existia algo mais clichê que tentar escrever poemas debaixo de uma árvore em companhia de uma boa e velha toalha xadrez -vermelha, é claro-, Ethan desconhecia. Porém, não podia evitar. O clichê estava no seu sangue. Suspirou colocando a velha caneta preta que havia roubado de sua mãe na boca enquanto encarava o papel completamente em branco. Quer dizer, não completamente. Havia rabiscos de um lado quando estava tentando fazer a maldita caneta pegar e desenhos aleatórios do outro graças ao completo fracasso em escrever algo que preste. O menino revirou os olhos azuis. Droga. Jogou a caneta ao seu lado junto com o velho caderno e se virou para a garrafa térmica ao seu lado. Ethan não seria Ethan sem uma boa xícara de chá.













