Não conseguiu deixar de sorrir com a colocação do homem, de fato fora um belo descarrego o tapa dado em sua face, porém, por outro lado a ação foi muito antiética, além de grosseira, mas não pediria desculpas já que se sentia muito mais leve. “ — Muito obrigada, Doutor Smith, vejo que seus bons modos ainda não morreram. —” Um falso sorriso surgiu em seus lábios enquanto adentrava a saleta do vestiário. Não havia ninguém ali, o que era sinal de hospital cheio. O sorriso presunçoso sumiu de sua face e a culpa tomou conta da mesma. Suspirou baixo enquanto tirava o jaleco branco manchado de sangue, a peça de roupa parou no chão perto aos seus pés, então Megan fora tirando os tênis e a camiseta ao caminhar em direção ao banheiro tirando por fim a calça, até que de subto olhou para trás e deu de cara com James ainda presente. “ —Por acaso você ta me assistindo? Realmente é um fetiche? —”
— A educação é uma virtude seletiva. Ela é direcionada a pessoas razoáveis, das quais não usam a violência como escapatória. Portanto, embora a minha educação não esteja morta, dedico a você a minha misericórdia e pena. Afinal, perder o controle não deve ser agradável. É um erro do qual deveria tentar consertar, mas é algo que cabe a você. De qualquer forma, não há de quê. — Pôs o sorriso dissimulado nos lábios, adentrando o vestiário para caminhar em direção a um jaleco reserva que possuía. Este era um jaleco feminino pertencente a noiva que viera a falecer há pouco tempo. James recolheu o tecido entre os dígitos, trazendo-o para perto para poder desfrutar da efêmera memória que possuía desta. — O quê? — Indagou de forma rude, deslizando o olhar até chegar em Megan. De forma inevitável, a íris percorreu a anatomia feminina de modo a examiná-la. Porém, não com um olhar clínico. O teor carnal ousou compor a natureza de seu olhar, contudo, este ergueu o olhar na direção das órbes femininas para respondê-la.— Eu sou o Drácula para pouquíssimas pessoas. — Disse de forma irônica, desfazendo o sorriso dos lábios à medida que retornava a guardar o jaleco. — E você não é uma delas, Walsh.— Cuspiu as palavras de forma ácida, voltando-se a porta para envolver a superfície metálica com os dígitos.— A última vez que sai sem me despedir você libertou a sua fera. Precisa ouvir um 'tchau', senhorita Walsh? — Impulsionou a maçaneta para puxá-la e abrir a porta, contudo, não houve qualquer movimento da porta. De costas a outra, o Smith repetiu o ato três vezes até finalmente dar-se por vencido. — Ótima estratégia, Walsh. Trancou a porta? — Arqueou a sobrancelha após proferir a questão, analisando-a até finalmente terminar a frase. — Se você está com a chave, sugiro que abra esta porta de uma vez. Diferente de você que tem tempo para estourar bolsas de sangue, eu sou um cirurgião de plantão. Isto é, eu tenho coisas para fazer. Então, por favor, seja razoável e me dê a chave.— Estendeu a mão à espera de uma resposta.