festa da firma (parte III: depois)
a intenção original era postar os relatos pós-festança no dia seguinte à realização da festa. PORÉM, motivos maiores me impediram de seguir com meu dever.
por qual outro motivo seria?
enfim: depois de passar altos perrengues no caminho para a confraternização (incluindo uma chuva do cão e ter que se espremer com mais 7 pessoas em um carro minúsculo para chegar até o local nas condições mais respeitáveis possíveis), cheguei! o ambiente era bacana e, como era restrito aos colaboradores, não ficou lotado.
fiquei duas horas no banheiro me arrumando inteira, achando que estava pesando um pouco na maquiagem e na escolha do vestido porque, olha, sou meio dada ao exagero mesmo e talvez o pessoal nem fosse assiiiiiim tãããão chiiiique...
ainda bem que eu me arrumei demais, porque a mulherada caprichou (só elas também, os homens todos no máximo trocaram de camisa e renovaram o desodorante)
chegamos lá, e eu enfiei o pé na jaca e bebi três caipirinhas. com um copo gigante, uma dose mínima de fruta e açúcar e sem absolutamente nada forrando o estômago exceto por uns canapés e salgadinhos meio duvidosos que foram servidos no decorrer da festa,
esse foi o motivo da ressaca (uma das piores da minha vida, diga-se de passagem). eu só fui me tocar no dia seguinte depois de vomitar três vezes (coincidentemente, logo depois de comer alguma coisa).
ok, tinha um sanduíche de metro exposto numa mesa, mas o contato humano estava meio demais naquela região, então achei melhor deixar pra lá.
o resto do tempo em que eu não estava comendo, estava batendo cabelo loucamente na pista de dança, invadindo a barraca de fotos polaroid que tinha no lugar e assistindo as coisas mais loucas acontecerem no palco - incluindo um striptease de um coleguinha (e mulheres enlouquecidas pulando em cima dele depois) e premiações do funcionário mais legal ou algo do gênero.
destaque para o momento em que eu tive que subir e fui ajudada pelo diretor do RH que me empurrou por trás porque a anta aqui resolveu que era uma boa ideia subir pela frente do palco, e não pela parte de trás onde tinha escadinha.
e eu não passei vexame, o que é um bônus, se pensarmos que misturei todas as três bebidas alcoólicas disponíveis no bar. consegui cumprimentar meus chefes com uma certa dignidade, dancei horrores sem escorregar, subi no palquinho da festa mas não sensualizei no holofote,.. só vantagens! acabou valendo a pena.
claro, mandei áudios vergonhosos no Whatsapp (dos quais eu não me toquei até o dia seguinte), acordei com uma dor de estômago da porra e me envolvi em um debate acalorado e tremendamente inútil sobre casamento com o taxista na volta pra casa, mas, ah, nada de mais.
e eu ainda consegui descolar um home office pro dia seguinte - ou seja, pude me recuperar da bebedeira em paz sem ter que fazer cara na frente da chefia.
além de, claro, aprender a valiosa lição de nunca mais sair pra chapar na minha vida sem nada ou quase nada na barriga.
P.S. não peguei nem dei em cima de ninguém!
graças a Deus! não tem ninguém bonito aqui - eu nunca vi, pelo menos.