"No entanto, o inacabado tem um valor dinâmico, na medida em que gera esse processo aproximativo na construção de uma obra específica e gera outras obras em uma cadeia infinita. O artista dedica-se à construção de um objeto que, para ser entregue ao público, precisa ter feições que lhe agradem, mas que se revela sempre incompleto. O objeto “acabado” pertence, portanto, a um processo inacabado." Cecília Salles, O gesto inacabado, p. 78. Uma imagem para tentar capturar o excesso de imagens que estão dentro do meu smartphone, no meu bolso e na núvem. Instigada pelo excesso visual, em 2022 dei início a uma pesquisa de produção fotográfica dentro do fotoclube Bulb F22, que permanece inacabada. Uma série de imagens desta pesquisa, as "Não Paisagens", fez parte do Salão de Artes da Cidade de Indaiatuba em 2025. Quem sabe um dia elevo para a núvem essas (não) paisagens. Hoje, está no caminho apenas o inacabado.
E basta.










