Onde estás tu?
Sim, tu...
Que és o chilrear matinal dos melros e piscos
E brisa de verão ao final do dia.
Gargalhada de criança travessa
E pés descalços na erva fresca.
Onde estás tu?
Sim, tu...
Que encerravas em ti um mundo de possibilidades,
Toda tu sonho.
Onde estás tu?!
Preciso de ti!
Preciso de ouvir novamente a sinfonia da primavera
Sentir a brisa a ondular-me o cabelo.
Preciso de ti.
Preciso de ouvir a tua confiança ao falar de coisas que desconheces.
Preciso que me envolvas novamente nos teus sonhos
Que me faças ver que há, se houver, um mundo de possibilidades
... à espera de ser encontrado
Onde estás tu?
Preciso de ti.
Desculpa se te falhei,
Se te amarrei a imaginação,
Se desprezei tudo aquilo que admiraste.
Desculpa ter-te escondido,
Ter-te empurrado para dentro de um baú tão profundo...
Ter-te, assim, sufocado.
Sei que só eu sou responsável por este desfecho.
Mas preciso de ti,
E se "o que é vivo sempre aparece"
Espero reencontrar-te novamente.
















