retaliation on the traitor: Alecto&Emma
(flashback)
ALECTO:
Não tinha como ser mais perfeito, era como se o mundo estivesse conspirando para a satisfação de Alecto. O jogo estava prestes a começar, então as atenções ainda estavam voltadas para os jogadores que se preparavam para entrar em campo. Enquanto caminhava para seu grande plano, pensava em como era desinteressada em quadribol, achava uma coisa fútil, que de nada valia, que não traria nada de bom para si ou para qualquer outro, além de ser um esporte realmente chato onde todos estão atrás de algum tipo de bola, mas naquele dia, Alecto estava interessada em uma bola em especial, o balaço. - Vamos ver se você vai continuar atrevida assim depois desse jogo. - Carrow pensou um pouco em voz alta enquanto um sorriso curto, mas um tanto maligno, surgia na expressão atenta.
Enfim encontrou o baú que guardava as quatro bolas, inclusive o essencial pomo de ouro, mas estava pouco se importando com ele ou com qual casa ganharia aquela partida. Com cuidado - mas sem um pingo de paciência - o baú foi aberto e a bruxa pode avistar os balaços já tão agitados. Tão presos que chega a dar dó. Riu com os pensamentos, mas se atentou ao feitiço que proferia com a varinha de espinheiro-branco em punho. A intenção da quartanista era nada mais, nada menos, do que enfeitiçar o balaço para que esse perseguisse Vanity com toda a sua vontade, atacando-a sem se importar com outros jogadores.
Feitiço posto, Alecto tratou de sair do local o mais rápido possível e ir para a arquibancada junto dos outros alunos, não precisando nem ao menos pedir para que saíssem da frente, o caminho era praticamente livre a sua frente até chegar na frente, onde não teria nada impedindo sua visão. Dali já podia ver os jogadores, tanto da Slytherin quanto da Ravenclaw, entrarem em campo, e jogo começou quando a goles foi lançada ao ar. O sorriso da bruxa aumentou quando avistou seu alvo, dando uma pequena cotvelada em uma aluna que estava ao seu lado para lhe chamar a atenção. - Esse jogo vai dar o que falar. - Falava com animação, mas não pela partida em si, mas sim pela excitação do plano que estava colocando em prática contra alguém que detestava. Não podia deixar de pensar em Amycus naquele momento, iria perder um jogo e tanto, mas com certeza faria uma visita animada em seguida para lhe contar todos os detalhes.
É o primeiro jogo da Ravenclaw contra a Slytherin e as águias parecem perdidas -- o que, indo pelo animal oficial da sua casa, não deixa de passar como uma gigantesca ironia. Cobras se dando melhor no ar do que pássaros é cômico, até, e serve para inflar o ego já facilmente-inflável de qualquer um sob as cores verdes do uniforme. Emma passou a goles para outro artilheiro quando dois corvinos e um balaço vieram na sua direção, e a falta de supervisão em cima dele permitiu os primeiros dez pontos para a sua casa. Steve e Emma deram um high five a distância, rapidamente se adaptando à vista da Ravenclaw em posse da goles.
Eles não são exatamente ruins -- a realidade é que o primeiro-no-comando do time oposto tem pouca moral e é mais monossilábico do que o próprio Steve. Vanity sabe pois tem uma “amizade” com uma das artilheiras da Ravenclaw e, quando falam sobre isso, estas são as maiores reclamações da garota. E todo mundo sabe que um capitão sem controle da moral dos jogadores é um péssimo capitão. Ainda assim, eles conseguiram igualar os pontos. A goles foi passada para Emma, mas caiu das suas mãos quando um balaço veio com tudo no seu ombro. Aquilo ia deixar uma marca e tanto. -- OI! WHAT THE BLOODY HELL WAS THAT? -- Gritou para Steve, que pediu desculpas e apontou com veemência para a estranha bola voltando na mesma direção, o caminho da quartanista.
Emma fez o que qualquer Slytherin -- não, o que qualquer pessoa com metade de um cérebro faria: fugiu do balaço. No entanto, ela logo se deu conta de que seu plano não adiantariam pois o pequeno demônio estava lhe seguindo pelo campo. Marcou sua perna em três lugares diferentes, passou raspando pela sua orelha e acertou seu pulso em cheio. Mesmo com a ajuda do capitão e da outra batedora (os únicos que pareciam ter notado a sede do balaço em ver sangue de uma artilheira em particular), que mantinham-no o mais longe de Vanity o possível, o mesmo sempre encontrava uma brecha e lhe alcançava, até mesmo fazendo um jogador da Ravenclaw cair da vassoura.
Cerca de quarenta minutos de jogo haviam se passado quando o apanhador finalmente visualizou o pomo de ouro e saiu do canto do campo, onde aproveitava a sombra como se nada estivesse acontecendo. Emma, por outro lado, mal conseguia segurar sua vassoura pois seus braços estavam doloridos dos encontros com o maldito balaço. E como se não fosse pouco, ainda tinha levado inúmeras acotoveladas de outros jogadores tentando lhe impedir de marcar mais gols -- uma em particular, no seu estômago, tinha sido a pior. Steve já tinha perguntado cinco vezes se ela queria sair, e ameaçado chamar o juiz, mas Vanity estava com tanta raiva daquela partida que se recusava a sair antes do pomo ser capturado.
Tanta raiva, que ficava pedindo pela goles o tempo inteiro o que, a essa altura, era levemente ignorado pelos artilheiros que tinham notado o quanto ela já tinha apanhado. Foi por comando do capitão, enquanto os dois apanhadores corriam em círculos alguns metros abaixo de onde a ação acontecia, que enfim jogaram a goles na direção de Emma. De olhos atentos para qualquer sinal do balaço enfeitiçado (um chute inteligente, visto que o mesmo só acerta uma jogadora dentre todos ali e não se comporta como o esperado de um balaço normal - exemplo sendo o outro balaço em jogo), os batedores deram o máximo de apoio possível para que a artilheira extravasasse parte daquela ira.
A decisão é insana, para Steve, que deu o comando de passarem a goles depois de Emma sussurrar “FF” enquanto passando por perto dele. Ela não está em forma para fazer algo do tipo, mas ele queria ver se ela aguentava, então, deixou que fizesse o que queria. Nunca antes tentaram isso numa partida, só em treinos, e quando os outros jogadores da Slytherin se deram conta do que a artilheira estava fazendo, eles pararam para olhar.
Emma grunhiu quando agarrou a goles -- seu braço torcido recebeu o impacto rápido com uma reclamação tremenda, e ela não se importaria com a dor agora. Na boca dos aros, ela jogou a goles para cima e saiu da vassoura. A última coisa que viu, de fato, foram os olhos do goleiro da Ravenclaw se arregalarem. Ela segurou a ponta da sua vassoura e acertou a goles que caía com todo o resto de força que lhe sobrara. Ouviu os gritos e ovações vindas das arquibancadas, mas não viu o balaço voltando ao seu encontro, sem ninguém para protegê-la: foi acertada em cheio no rosto. Fora da sua vassoura, começou a cair deixando um rastro de sangue no ar marcando seu trajeto.











