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Eu sei! Não sabe como me sinto ridiculamente patética. Eu não sou uma mulher de gostar mesmo de alguém, isso é algo que eu não faço. Não sei o que está acontecendo, mas espero que tenha um fim assim que eu colocar os pés em NY outra vez.
Ah, a história de ir atrás do seu cara e pensar que tudo está maravilhoso, para depois ser chifrada? Também já testemunhei. Isso sempre vai acontecer, mas não comigo. Não tenho paciência para ir atrás dele porque não estou buscando por um relacionamento ou qualquer coisa do gênero, apesar dessa… coisa que eu sinto. Continuar com o sexo seria ótimo; sexo e nada mais.
Aposto que NY vai curar tudinho, Ross... Eu deveria passar uns dias lá com você, by the way. Ver se me curo dessas frescuras também.
É... Você colocando assim, nessas palavras... Me parece mesmo uma ideia meio tola. Ir atrás para quê? É melhor deixar nas mãos do acaso e neste meio tempo você se diverte com outros caras... Ou comigo, vendo filme e bebendo muito.
Você é uma pessoa de gatos? Ou odeia qualquer tipo de animal?
Ele me seguiu, então é problema meu. E vai que… um psicopata leva o coitado pra casa, ele não vai saber se defender.
Não, não. Eu tive um lance com um cachorro quando morava na Grécia... Ele me mordeu na perna, tenho a marca até hoje... Desde então fiquei assim, com pavor de cães.
Ele é mesmo um pouco bonitinho... Seria uma pena se um psicopata levasse embora... Ahn, você tem espaço na sua casa? Leva ele para lá e publica alguma coisa para tentar encontrar o dono. No Facebook, sei lá. Acho que as pessoas fazem isso.
Ok. Primeiramente você deve entender que isso é difícil, porque eu sou melhor com pênis do que com sentimentos, after all. Mas talvez seja isso mesmo. Talvez eu goste mesmo dele. Mas não pense que estou apaixonada vendo corações em todos lugares, não. Por favor.
Oh, Deus, estou soando como uma adolescente. Que ridículo. Não reconheço a mim mesma falando esse monte de merda. Quer dizer que agora eu não posso mais dar para alguém sem criar laços e… sentimentos? Entediante.
Oh God. O que colocam na água dessa cidade para as duas mulheres mais duronas e fodas do mundo ficarem falando de sentimentos assim? Entediante, realmente...
Mas, sei lá... Já tive amigas que tiveram essa necessidade. Elas foram atrás dos caras e viveram ótimos momentos com eles e com as borboletas no estômago. As borboletas acabaram morrendo eventualmente e a maioria das meninas se separou depois, mas mesmo assim... que seja eterno enquanto dure. Por que você não vai atrás do cara?
Mulheres são sim autossuficientes, mas não negue que um pênis é um fator importante. E, bem, se você diz que ele é apenas um passatempo, quem sou eu para negar?
Eu não sei, Elektra. Não sei se gosto, nem se é sério. Você acertou quando disse que eu raramente fico assim… Ahn, o que exatamente você quer dizer com gosta mesmo? Preciso que seja específica para responder corretamente.
Exatamente...
Sentimentos, Ross. Estou falando de sentimentos de verdade. E não só sentir falta do pênis dele por que é um fator importante.
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Aquele sorriso torto, como o irritava. Se a mais nova tomasse conhecimento de tal fato, com certeza o usaria mais vezes. Desde que Elektra chegara, Jack havia se esforçado bastante para não perder a compostura, algo que já havia acontecido duas vezes. Não tem dúvidas de que o Sir Petrakis ficaria desgostoso com o comportamento do primogênito. Mas a questão é que Jack sempre fora temperamental e, agora, chegou à um ponto da vida em que tudo à sua volta é motivo para se estressar. Desta forma, cada respiração de Elektra o irritava, sua mera presença fazia com que ele quisesse voar no pescoço dela. E é nessas horas que ele respira fundo e pensa que deve ser menos Jack e mais Harvey.
Ele abriu a boca para responder, a princípio por não acreditar que Elektra estava realmente perguntando se ele, por um acaso, sabia manusear uma arma de fogo. No entanto não disse nada. Levantou-se em silêncio e caminhou até a janela mais próxima que dava para os jardins da mansão. Os olhos estavam semicerrados para evitar os raios do sol que se infiltravam pela janela naquela manhã. “E por que eu teria uma arma se eu não soubesse manuseá-la, Elle?” Revirou os olhos, mesmo que ela não pudesse ver seu rosto naquele momento. Com as mãos nos bolsos da calça ele se voltou para a morena novamente e caminhou em sua direção, parando a poucos centímetros dela.
Obviamente, havia ignorado a proposta dela. Ela não precisava e não iria saber o porquê de ter uma arma de fogo. Não se dependesse dele. Porque dizer o que fazia um revólver sobre a sua mesa era o mesmo que confessar que havia muito mais dos Petrakis que poderia imaginar, significava entregar os negócios ilícitos da família. Sim, Elektra é família, mas Jack não se importava em deixar ela de fora. Como ela mesmo já havia jogado na cara dele várias vezes, nunca se importou.
“É evidente que eu sei manusear.” Sussurrou ao pé de seu ouvido, tocando o ombro dela com gentileza inesperada, apenas para fazer com que ela se virasse para ecará-lo. “O pai nunca deixou eu te contar, mas frequento campos de tiro desde os nove anos… ele dizia que não devia ser do conhecimento da princesa dele.” Disse em tom que beirava o escárnio. “Cada um com seus hobbies, não é mesmo, irmãzinha?” Em um movimento rápido, ele puxou o zíper do moletom da irmã para baixo, revelando o top que ela vestia. “Tsc, tsc. Você não me disse que tinha voltado a treinar.” Imitou seu sorriso com o canto da boca enquanto recuava com sua mão.
"E por que você teria um capanga se não fosse um criminoso, Jack?" Elektra brincou novamente, desta vez com uma risada, dando alguns passos mais para dentro do escritório; tinha uma das mãos dentro do bolso do moletom enquanto a outra segurava a caixinha de presente. Observou seu irmão sair de perto da janela que ela sabia que dava para os belos jardins da mansão Petrakis e ergueu o queixo quando notou que Jack resolveu se aproximar um pouco mais desta vez. Elektra odiava quando invadiam o espaço dela daquela forma, com tamanha atitude de enfrentamento. Ela se sentia agredida e ameaçada. Pequena. Não se irritar e tentar provar-se grande era algo muito difícil, especialmente quando o provocador em questão era seu irmãozinho querido.
E como Jack era detestável! Como sabia ser inconveniente e inapropriado! Elektra mordeu a parte interna da bochecha quando Jack sussurrou em seu ouvido em uma tentativa de manter a calma e, neste mesmo clima de autocontrole, optou por olhar para o mais velho quando ele tocou seu ombro. O escárnio na voz do Petrakis não passou despercebido, muito pelo contrário, Elektra deu destaque às palavras dele e ao tom usado, talvez até com certo exagero. Poderia ser estranho para muitos um pai mandar uma criança tão nova para praticar tiro, mas a grega se sentiu um pouco tola por não ter pensado nisso antes e por não ter notado quando eram pequenos.
Por ter convivido com Cillian, ela sabia que os Petrakis não eram criados no leite quente e vídeo-game. Imaginava, pelo que o avô dizia na Grécia, que a vida de Jack no Canadá não era nada fácil, que muito era exigido dele para ser um homem forte e imponente; talvez até seja por isso que ela exigiu ainda mais de si mesma quando foi crescendo, se metendo com brigas e coisas do tipo. Portanto, não deveria ser uma grande surpresa que Jack tenha intimidade com armas, carros importados e toda sorte de coisas que reafirmem a masculinidade que a tradição Petrakis diz que os líderes da família devem ter. Elektra não deveria ficar surpresa com o fato de Jack possuir uma arma ou saber manejá-la, mas sim de mantê-la ali, tão perto... sobre a mesa.
Elle não teve tempo de dizer nada até Jack puxar o zíper de seu moletom, deixando-a com o top de treino à mostra. Esforçou-se para permanecer com a mesma postura e expressão facial. "Então é isso, Jack? Nove anos somente, pobrezinho... Você sente ciúmes porque eu visitava parques de diversões enquanto você perdia sua infância em campos de tiro?" Era o máximo que Elle conseguiu produzir em uma tentativa de provocar o irmão e disfarçar os próprios sentimentos. Sua mente estava um tanto quanto ocupada com a confirmação de uma memória de infância que a magoava, isto é, a lembrança de que seu pai sempre mantinha Jack por perto, ensinava a ele todas as coisas que julgava inapropriadas para meninas enquanto ela era mantida afastada, criada como uma garotinha frágil, sem ter nenhum acesso ao que eles faziam. Era Elektra quem tinha ciúmes de Jack. Não o contrário. “Sim, eu voltei." Elektra sorriu mais largo. “E se você tocar nas minhas roupas assim novamente, a princesa vai te mostrar que aproveita esses treinos muito melhor do que você pensa.” Ela estendeu a caixinha de presente. “É para você. χρόνια πολλά.” Feliz aniversário.
Ah, eram só duas mocinhas acho que queriam fazer exame de gravidez, algumas vão até lá só pra perguntar essas coisas que achamos no google sobre primeira vez e até mesmo desabafar, sempre indico psicólogos. Nós somos bonzinhos, mas também temos que ter um pouquinho de vida não acha? SIM! Você tem toda a razão, eu não sei você mas o meu preferido é o Joe Manganiello, acho que eu nasci pra ser mulher daquele homem só que ele ainda não me achou dentre a multidão, quando me achar a vida dele vai ser outra. Eu não gosto daquele filme, acho muito cansativo e acaba de um jeito meio inexo, eu sempre fico perdida dentre a história. Eu gosto de alguns mas esse é realmente horrível! É o Reynolds, marido da Blake Lively que quando estava grávida ficou com o corpo mais bonito do que qualquer outra mocinha por ai.
Ah sim, então você é mesmo do time das moças boazinhas... Sim! Com certeza, vocês mais do que ninguém merecem ter uma vida fora do hospital. Acho que ficar com a cabeça lá dentro pode ser enlouquecedor... Estou errada? Aliás, você é obstetra ou ginecologista? Estou estou super precisando de uma ginecologista aqui na cidade...
Odeio filmes cansativos... esses em que a gente precisa pensar demais. Por isso prefiro os de ação e comédia. Gosto de rir e de ver sangue e explosões. Ponto. O Reynolds, sim! Ele vai estrear outro filme de super-herói agora, se não me engano. Uns caras no pub ontem só falavam disso, foi até cansativo. Mas a Blake, uau! Ela é maravilhosa! Pessoalmente é ainda mais bonita que nas telas.
Eu sei, Elektra… Mas também te conheço e sei que você sabe aproveitar a vida mesmo sem um grande amor. Acho que tudo que você passou deixou você muito mais distante, de alguma forma, desse tipo de relação. E você não faz ideia do quanto me odeio por dizer isso, mas eu já vi em um daqueles filmes de mulherzinha do E! uma mulher dizendo que não há um jeito certo de amar alguém, então, você não chega a estar perdendo.
Eu? Eu não gaguejei, Elle, não mesmo. Não sei de onde tirou isso, inclusive essa coisa de estarmos falando… dele. Hmm. Você está louca, querida.
Claro que eu sei. É por isso que morrerei sem ninguém. Eu lido super bem com essa ideia, não acho que precise amar nenhum cara, de jeito certo ou errado. As mulheres podem ser autossuficientes desde que inventaram o vibrador, então estou no lucro. O Victor... Ele é um passatempo muito agradável, assim como outros passatempos que virão.
Sim. Eu te conheço e raramente você fica assim, agindo como se tivesse esquecido como se pronuncia as palavras. Você gosta mesmo desse cara? Como assim? Não pensei que fosse tão sério...
Reação esperada - e adequada. Eu sei, Elektra, sexo bom não é sinônimo de felizes para sempre. Mas você ressaltou tanto que o sexo foi maravilhoso e depois veio com aquela carinha de desânimo quando disse que não tinham se falado… por uns instantes pensei que você estava um pouco mais interessada nele do que o comum.
Já tive alguém, sim, eu sei como é. Eu acho. É.
Eu nem sei como é estar apaixonada e acho que não sou capaz de me apaixonar, Ross. Se algum dia essa capacidade existiu em mim, o que duvido, ela deixou de existir depois que aquelas merdas aconteceram com meus pais. Não importa quem seja o cara... Eu não conseguiria amá-lo da maneira certa.
Que merda foi essa? Você praticamente gaguejou... Estamos falando do JJ?
Ahn, aquele jeito de não quero que mais ninguém durma com ele, aquele jeito ele ainda não entrou em contato… você sabe, Elektra. Não ma faça usar aquelas palavras!
SEM CHANCE!
Eu falo dele assim porque ele é gostoso e o sexo foi diferente... Muito provavelmente porque ele é cego. Só por isso. Ai, Ross. Aposto que você já teve alguém que deu muito certo na cama e por isso sentiu um carinho maior pela pessoa... Isso não quer dizer estar apaixonada.
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Eu vi os dois e eu me sinto um pouco desonesta com meus pacientes por ter dito que tinha um compromisso importantíssimo mas, na verdade só fugi para o cinema. Claro, acho que ninguém consegue prestar atenção na história de Magic Mike com aqueles caras maravilhosos. Que eu não recomendaria? Hm…eu acho que A Troca com Angelina Jolie e Lanterna Verde.
Jura que se livrou dos seus pacientes para ver filmes? Não que eu não seja capaz de fazer algo semelhante, mas achava que médicos fossem bonzinhos.
Magic Mike é filme que faz a gente querer dar instantaneamente para o primeiro cara sem camisa que passar. Adoro a Angelina! Por que você achou o filme ruim? E, ew. Lanterna Verde. Não gosto muito de filmes de super-heróis. É com o Ryan Gosling? Reynolds? Confundo todos eles.
Clássico eu indico E.T e atual talvez Magic Mike. Meu gosto é bem oscilante.
Quer saber? Adorei! É óbvio que eu já assisti Magic Mike, porque tem o Channing quase pelado... Mas eu assistiria de novo tranquilamente. Foi por isso que você indicou, certo? Pelos caras gostosos... E E.T., awn. Fofo! Vou assistir, com certeza! Agora me diga dois filmes que você não recomendaria de jeito nenhum?
Victor não lembrava qual fora a última que havia ficado tanto tempo sem seus óculos perto de alguém. Como exceção dos momentos que estava apenas ele e Adele, até mesmo quando apenas perto da sua família, ele costumava se sentir desconfortável e matinha os óculos no rosto como uma armadura. Em algum momento ele havia se feito convencido que quando não estava com os olhos escondidos atrás das lentes escuras, sua deficiência era gritante e, na maior parte das vezes, apesar de não esconder nem se recusar a falar sobre, tudo o que ele queria era se misturar e não chamar atenção.
Passado o choque inicial de estar se sentindo desnudado quando a jovem puxou os óculos do seu rosto, grande parte do que Victor sentiu foi uma sensação boa de conforto. Elektra havia olhado para os olhos sem vista do professor e, mesmo assim, ainda estava ali. E mesmo assim continuava agindo como se aquilo não a incomodasse e, apesar de meio receoso por causa de experiências passadas, Victor gostava de acreditar que, talvez, não a incomodasse de verdade.
“Hm… realmente tem pouca coisa aí que não está me lembrando você nesse momento.” Sorriu enquanto inclinava um pouquinho a cabeça numa tentativa de sentir mais o carinho que ela estava fazendo na sua bochecha e apreciava a forma como o R soava na sotaque dela, muito agradável e exótico. Apesar não fazer ideia de quem era aquela mulher, gostava bastante da forma como se sentia confortável perto dela. Desde que ficara cego, Victor já havia tido casos rápidos com mulheres, mas havia fugido de todos por medo de não conseguir entender quem elas eram sem poder vê-las e por não conseguir suportar como pisavam em ovos ao reder dele quando descobriam que ele não podia enxergar. Era bom não identificar nenhum tratamento diferente.
“Seria? Eu gosto da ideia também. Muito, inclusive…” Victor, naquele momento, percebeu que não havia sequer perguntado o nome dela. Não sabia bem se aquilo o deixava incomodado ou, na verdade, bastante excitado. Para uma pessoa sem nenhuma visão como ele, nomes sempre foram muito importantes para identificar pessoas. Não saber sequer essa informação fazia a tarefa de decifrar o máximo de quem era aquele mulher em tão pouco tempo muito mais desafiadora. “…Red…” murmurou, o apelido saindo automaticamente como parte da imagem que ele estava animadamente criando dela.
Não ofereceu resistência nenhuma quando ela começou a tirar as peças do terno que estava usando e, em algum momento, depois de desabotoar a camisa branca dele, Red tirou o sutiã das mãos dele e ele mal teve tempo de reclamar porque em pouco tempo suas mãos estavam ao redor dos seios da mulher. Eram parecidos com o que ele havia imaginado quando examinou a taça do sutiã.
Deixou a ponta dos dedos percorrer a pele dela, indo para a parte debaixo e subindo para mapear o formato e, depois, se concentrou na no centro deles quando sentiu a textura macia da pele dela mudar para uma um pouquinho mais àspera da aréola. Com mais admiração e concentração que qualquer outra coisa, deixou a ponta dos seus dedos também absorver o formato e a textura daquela parte especialmente sensível dos seios, aréola e mamilos para que pudesse colocar na sua imagem mental. Era uma coisa engraçada, mas para ele enxergar com o teto realmente funcionava como… enxergar. Formar imagens era cada vez mais fácil, apesar de não funcionar exatamente da mesma forma. “Você tem belos seios.” Comentou, assim que acabou sua inspeção e passou a tocá-los da forma que uma pessoa que enxerga faria de cara, apertando eles com um sorriso descontraído de felicidade no rosto.
Elektra não tinha muitos apelidos. Geralmente não gostava de nenhum dos que eram dados pelos amigos, então ela simplesmente os ignorava para que não se concretizassem. Dava certo, ainda bem. Era muito melhor ser chamada de Elektra. O nome forte e imponente escolhido por seu pai era um orgulho para a grega e a única exceção que ela abria neste quesito era para Elle. Apesar de ter sido a mãe que colocara o apelido, toda a família passou a tratá-la assim desde bem criancinha, então a morena se acostumou e aceitou. Bom, mas Victor tinha murmurado algo bastante parecido com um apelido. Red. Elektra ergueu as duas sobrancelhas, virou o rosto e fez um leve bico... Tudo isso no espaço de poucos segundos enquanto pensava se gostava ou não... Na verdade, ela gostou sim. O tempo foi para decidir se admitiria que gostou ou não.
Acabou sussurrando de forma honesta, por fim. "Good. I'll be Red then."
O peito de Victor estava à vista e Elle podia sentir o membro dele enrijecido dentro da calça, contra sua bunda, uma vez que estava sentada no colo dele. O conjunto da visão do peitoral musculoso masculino, e da própria masculinidade de Victor sentida perto de seu sexo, fazia com que a grega quisesse logo ser possuída pelo homem, ao mesmo tempo em que queria descobri-lo um pouco mais calmamente, naquele mesmo ritmo gostoso em que estavam desde o início... Ela tinha muita curiosidade mas, como estava se sentindo totalmente provocada e impelida a ele, era melhor ter paciência... como se aquele momento precisasse ser prolongado mais e mais para demorar muito a acabar.
Fechou os olhos. Sentiu a mão dele "enxergando" seus seios e arfou um pouco. O prazer aumentava entre suas pernas, a calcinha umedecendo um pouco mais agora. Elektra estava completamente excitada pelo momento, animada com a ideia de ser sentida com as mãos como forma de construir uma imagem mental na cabeça do homem. Ele fazia isso muito bem, diga-se de passagem. Os dedos de Victor tocaram a parte mais sensível de seus seios, aréola e mamilos, e Elektra soltou o ar pelas narinas de forma mais ruidosa. "Eles são seus hoje à noite.” Ela murmurou, abrindo os olhos para enxergar o rosto de Victor novamente. Diante da face masculina e dos olhos vazios, sentiu carinho mais uma vez; achou o homem excepcionalmente bonito deste jeitinho: frágil e deficiente. Elektra desejou muito beijar os lábios dele no momento... E foi o que fez.
Devagar, aproximou seu rosto e, rebolando suavemente no colo do homem, deixou seus lábios tocarem os dele. Deixou um beijo leve, suave e macio. E depois mais outro, um pouco mais de pressão desta vez. Rebolou um pouco mais, provocando-o. “Assim como o resto do meu corpo. Eu quero que você me enxergue completamente.” Elektra, então, separou os lábios de Victor com os seus e deixou a língua desbravar a boca dele. Suas mãos buscaram o rosto dele e, enquanto uma ficou na bochecha de Victor, a outra foi deslizada pelo pescoço dele até a nuca, onde os dedos de Elle se misturaram aos cabelos escuros e macios do cego.
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Victor: Você sabe que eu consigo enxergar, a textura da sua pele, seu cheiro, formato do seu corpo, textura dos seus cabelos, são as únicas coisas que eu tenho de referecia pra criar uma imagem sua. E definitivamente essa imagem não sumiu.
Victor: Eu consigo lembrar bem da sensação de prazer. Como eu disse, eu não vi a sua boca. Mas, meu Deus, o formato, a textura dos seus lábios... Não é algo que de pra esquecer.
Elektra: Não me esqueço da maneira como você mordia o seu lábio inferior... E nem da pequena ruga que se formou na sua testa, muito menos os sons que saíam da sua boca.
Elektra: E também não me esqueço dos seus olhos. Eu me perdi neles, Victor... Ainda não me encontrei.
Elektra: Adoraria que você escutasse minha voz dizendo tudo que quero fazer com você agora.