O prefeito de Khadel se sente honrado em ter [ BABETTE ROSSO KRÄMER ] como moradora de sua excêntrica cidadezinha. Aos seus [ 27 ] anos, ela é bastante conhecida pelos vizinhos como [ A GAROTA PROBLEMA ]. Dizem que ela se parece com [ PARIS JACKSON ], mas é apenas uma [ TATUADORA ]. A ausência do amor em sua vida, deixou [ BABSI ] um pouco [ IMPACIENTE ] e [ RUDE ], mas não lhe atormentou o suficiente para deixar de ser [ JUSTA ] e [ LEAL ]. Esperamos que ela encontre a sua alma gêmea, quebre a maldição da cidade e consiga ser feliz!
Babette nasceu apenas Babette Rosso, na pequena cidade Khadel, mas o curto nome e a vivência na cidade materna durou muito pouco. Seus pais faleceram em um acidente de carro quando Babsi tinha apenas 5 anos, e os padrinhos alemães Karl-Heinz e Agnes a levaram imediatamente da cidade, temendo pela vida da criança. Sendo assim, Babsi cresceu distante das lendas, distante da cidade materna e desconhecendo tudo acerca de sua vida antes dos cinco anos, sabendo apenas que havia sido adotada pelos padrinhos. A verdade, a qual Babsi só descobriu aos 26, é que seus pais biológicos, antigos políticos e de famílias influentes, foram assassinados para garantir que um esquema de corrupção não fosse descoberto. O plano era que todos no carro morressem naquela noite, mas a garota sobreviveu. Sabendo dos negócios dos amigos e querendo proteger a garota, o casal de alemães a levou e os planos eram de jamais revelar o verdadeiro motivo da morte deles, mantendo uma imagem melhor dos pais que ela mal se lembrava. A proteção recebida dos Krämer era, no entanto, sufocante. Tentavam de qualquer forma que Babette jamais descobrisse a verdade, de tal forma que a garota mal sobrevivia fora dos olhos atentos do casal. Cresceu em uma pequena vilã católica, com pais católicos, devendo seguir a mesma linha e ser uma boa mocinha católica. Acontece que Babsi jamais pertenceu. Sentia-se deslocada, vazia, como se devesse estar fora dali, ir para algum outro lugar que ela não conhecia. Por muito tempo ela reprimiu os sentimentos, a necessidade de se rebelar, de ser outra a não ser aquela que os pais adotivos queriam que ela fosse, mas tudo explodiu em algum momento. Ela sabia que deveria ser grata aos Krämer pela vida incrivelmente privilegiada, pelo cuidado que recebia, mas tudo o que sentia era vazio. Depois dos 20, aprendeu a culpar essa falta de sentimentos profundos em uma possível depressão pela perda tão precoce dos pais. Mas a terapia não ajudou. E então ela decidiu explorar e entender quem era. Foi daí que surgiu a garota problema. Começou a se expressar como bem entendia, sem medo de ofender quem fosse. Qual o motivo de se limitar pelos outros? Ela já não perdera o suficiente? Daí vieram as tatuagens, a música alta que os pais e a vila odiavam, a mudança para Berlin, mas mesmo na cidade onde os loucos se encaixam, ela não conseguiu. Alguém, que ela mal se lembra quem, sugeriu que a resposta estava no passado. Então lá foi ela. Buscou na internet o nome dos pais: Pietro e Carmella Rosso. As primeiras notícias encontradas não passavam do que ela já sabia: um acidente de carro, ambos falecidos e a filha, milagrosamente, viva. Depois é que surgiram os sites de notícia italianos que falavam sobre a possibilidade do envolvimento dos Rosso com políticos corruptos, alguns que morreram antes e depois deles. A princípio não parecia passar de teorias da conspiração de italianos buscando motivações para a morte repentina de dois magnatas de uma cidadezinha esquecida na Itália, mas quanto mais ela lia, mais ela sentia que havia algo ali, e que suas respostas estariam justamente na cidadezinha esquecida. O final de 2024 chegou, e em seu último mês, ela retornou Monschau e confrontou seus pais adotivos. O silêncio de ambos foi uma confirmação, mas houve certo desespero quando ela disse que voltaria para sua cidade natal. A Babette de antigamente ouviria, ficaria ali. Mas a nova Babette, não. Então ela partiu de volta para Berlin, juntou suas coisas e em 6 de janeiro de 2025, colocou seus pés em Khadel pela primeira vez desde os 5 anos.
headcanons:
Os pais de Babette nasceram em Khadel, se casaram por dinheiro mas nunca acreditaram na maldição. Conheceram Karl-Heinz e Agnes em uma viagem e se tornaram amigos próximos. Quando Babette nasceu, a decisão de dá-la a eles como afilhada veio da esperança de que se a filha presenciasse um casal formado por amor, talvez aprendesse a amar.
Babsi sempre atrelou a dificuldade de amar e ter sentimentos fortes ao trauma da perda dos pais. Como cresceu longe de Khadel e seus padrinhos nunca ouviram sobre a maldição, ela também nunca soube disso até chegar à cidade.
Babsi trabalha no estúdio de tatuagem da Casa Comune.
A personalidade problema nasceu quando Babette percebeu que nunca teve uma personalidade própria, pois só fazia aquilo que os padrinhos mandavam. Depois disso passou a se importar apenas com ela mesma, e não percebe (e nem liga) quando passa dos limites. Em partes, é como se Babette estivesse formando sua personalidade agora e passando pela fase de adolescente rebelde e que odeia tudo e todos.
Parte desta rebeldia e rudeza também vêm de traumas não superados. Ela presenciou o assassinato dos pais, apesar de não se lembrar, e a verdade foi escondida dela até os 26 anos.
Babsi evita contato e não gosta muito de toques. Cresceu com pais amorosos e cuidadosos, mas toques carinhosos sempre foram reservados para os mais próximos e ela, com a maldição, sempre teve dificuldade em demonstrar afeto dessa forma. É até contraditório que ela tenha virado tatuadora, considerando que precisa tocar outras pessoas no trabalho, mas talvez a desculpa venha para curar a parte mais touch starved dela.
O nome veio da avó paterna, Elisabetta, pois Pietro só ouvia a mãe ser chamada de Babette. Logo se tornou Babsi, e os pais adotivos só a chamam assim.
TBA.
On Repeat (Babsi's Playlist):
Junge - Die Ärzte
Smalltown Boy - Bronski Beat
Bad Reputation - Joan Jett & The Blackhearts
Black Sheep - Gin Wigmore
Seeing Red - Minor Threat
















