Pintura a óleo sobre tela. 2017 . Adão
Painting , 2017 . Adam .
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Pintura a óleo sobre tela. 2017 . Adão
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Pássaros.
O que faz meu coração reprimir
a alma retrair
enquanto o sol ainda bateÂ
na mesma intensidadeÂ
sob minha testa.
Os ventos continuam os mesmos
as estações  a permutar-se
na passagem das horas.
O ambiente se transformaÂ
na sucessão de dias e noites,Â
mas minha alma...
fecha em si e a consciência despe-me.
Porque meu corpo não volta a funcionar como antes ?
e os pássaros vivem e morrem , minha mão
segura um desses agora .
MortoÂ
Mas ,como posso ainda segurar
esse pássaro que já morreu?
e nem voa mais...
Seria ainda um pássaro?
ou uma pedra,
daquelas que pomos no bolso
para se afogar no rio.Â
Quero jogar fora todas essas pedrasÂ
e fluir no rio,
sem ter que pensar em abrir ou fechar-me.
Apenas, com a alma para fora,
desnuda de corpo,carne,só a alma
deixar o corpo ,as pedras ,
esses pássaros...
Deixar-me levar pelas águas desse rioÂ
por onde passaram meus ancestrais,
Banhar-me de encontro ao oceano
Esquecer ,flutuar
pois de todo restoÂ
são apenas pássaros
e pedras
na beira do rioÂ
outubro 2012
http://www.youtube.com/watch?v=6QPue5iixA0
O faminto se deleita a mesa. Quando o dia cessa nesta ceia cheia ?, o Alcorão abre portas para a barba judaica cair aos pés e encarolar-se nos vestidos, como uma odalisca que dança no topo da Sinagoga, o Schelomo de Bloch canta envolta da porcelana portuguesa com taças de vinho despejando vinagres e limpando-se o mendigo inicia pela boca com tecidos marroquinos , a barba já enroscada em tantos trechos do livro faz o mendigo estufado tropeçar nela para então , com espada latina envolta coberta por pluma de arewetés o guerreiro cavalga no rio pescando o fio da navalha para cortar o beijo do Apapatai e enfim voltar a sentir forme e comer ,viver , respirar tropeçar,levantar dormir como homem mas não sabe de nada....
O sacro castiçal de ouro , está vertendo eternamente em seus pelos mel de tâmaras, ao som de assobios de pÃfanos de pernambuco a barba judaica cresce agora, um pouco apimentada de acarajé um pouco adoçada na cana de açúcar suada e na mandioca Ãndia batida em grandes jarras de madeira funda. Ela se empoem grossa mas se eleva como o tronco interminável de um carvalho, onde as folhas interminavelmente em mil anos caem para dar força as raÃzes ,as vezes de uma vez se derrama o leite aos olhos de algum ateu, mas a matemática brilha no verbo que antecipa a fala, ele sempre sério mas agora no coro de tupiniquins e yemanjas se acalma em águas doces cheias de caquis e peras mangas abacaxis bananas,onde crianças nadam para buscar um pedaço dos fios da barba já limpa nas águas de benzidas nas sais marias de alguma reza luso-brasileira . De Larissa Ferreira da Silva .14/04/2014 as 20:01 Brasil.
O faminto se deleita a mesa. Quando o dia cessa nesta ceia cheia ?, o Alcorão abre portas para a barba judaica cair aos pés e encarolar-se nos vestidos,como odalisca que dança no topo da Sinagoga. O Schelomo de Bloch canta envolta da porcelana portuguesa com taças de vinho despejando vinagres e limpando-se o mendigo inicia pela boca com tecidos marroquinos , a barba já enroscada em tantos trechos do livro faz o mendigo estufado tropeçar nela para então , com espada latina envolta coberta por pluma de arewetés o guerreiro cavalga no rio pescando o fio da navalha para cortar o beijo do Apapatai e enfim voltar a sentir fome e comer ,viver , respirar tropeçar,levantar dormir como homem mas não sabe de nada….
O sacro castiçal de ouro , está vertendo eternamente em seus pelos mel de tâmaras, ao som de assobios de pÃfanos de pernambuco. A barba judaica cresce agora, um pouco apimentada de acarajé um pouco adoçada na cana de açúcar suada e na mandioca Ãndia batida em grandes jarras de madeira funda. Ela se empoem grossa mas se eleva como o tronco interminável de um carvalho, onde as folhas interminavelmente em mil anos caem para dar força as raÃzes ,as vezes de uma vez se derrama o leite aos olhos de algum ateu, mas a matemática brilha no verbo que antecipa a fala, ele sempre sério mas agora paira em si o coro de tupiniquins e yemanjas, se acalma em águas doces cheias de caquis e peras mangas abacaxis bananas despencando na boca saciada ,Saliva onde crianças nadam para buscar um pedaço dos fios da barba já limpa nas águas de benzidas nas ses marias de alguma reza luso-brasileira .
Banquete
Uma onda entra na sala e invade o ser, imundo de sons todos os cantos da alma , reverbera o corpo , a pele do tambor se entrega ao baile. De pés que começa e todos os dedos estão a brincar nas tripas das ovelhas velhas. De corda tornam espÃritos no tocar da festa pagã dionisÃaca, quando deus bacos coroa Ariadne sob o céu cria, a constelação cinco pontas amarelas, no entrelaçar dos dedos dos filhos de Abraão reencarnados na terra para tocar de novo aquela suÃça que invadiu os banquetes dos reis de Portugal e Espanha medievais.

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Sigaretta
Dá-me um cigarro
Que a vida se tornou insustentável
Apenas sobre o peso do papel na mão
Seguro o peso de adão
Dá-me um cigarro
O sopro e o inspirar do fumo corre por dentro e cresce
Na tristeza das células , o corpo todo treme
Agora a vida pesa só neste cigarro e não mais em mim.
Nascer .
O ser a sustentar-se sobre a pobre pena, essa anima pede mais que a carne, seu corpo suprime-a.Tudo parece frágil para segura-la . Com seguir os polifonismos da alma? Se são fios que transpassam o corpo sem que eu o sinta. Minha razão cortou os sentidos mas o peso da balança de OsÃris oscila e nunca para entre a pena e o coração. Ter a consciência é um eterno retorno. Todas as revoluções, lanças desastres cortando corpos .Estes ecoam eternamente no meu ser.
Mas hoje , apenas há campo e flores
Sento e vivo, parecendo leve estranhos quando se esbarram pelas ruas. Não ter consciência ,é deixar cristo morrer na cruz, assumindo todos os pecados, não mais é ser .Ai se eu pudesse suspirar como um simples orvalho e a vida passar sacas de peso nas costas .Reconhecer-me nos espelhos, diferenciar-me do outro, segurar meu peso quando cortaram esse fio ,no umbigo na barriga dela.
Fevereiro 2012
Mascarados
Da ilusão , os dois mascarados se vestiram para o carnaval .De tanto tempo que por lá estiveram ,achavam que eram as fantasias que travestiam , e foram assim a viver escondidos de si ,a contar histórias em seus mundos e hábitos .Pois já acabou a festa e o que resta são os festins pelas calçadas de são João.
:EN��մߊ
The Dream
And there I was,
Thrown to my knees
My arms outstretched
The root growing from my wrist
I was holding the bloom of the most beautiful tree
Maybe
The kingdom of reason
Never managed to suppress
The pathos of the heart
Which are trees grown from within us.
",�B���à ߊ
Sansão
Agora es mulher, seu olhos pulsam em erosÂ
quer retomar o amor de cabelos cumpridos
Mas hoje estão os fios no chãoÂ
decaÃda esta segurando em maçosÂ
suas mãos a atrofia em desvaliaÂ
Cega no turbilhão do espÃrito do vinho .
Na imagem do amado em retirada.
Outubro de 2011

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O mar
de terno de linho andando contornando seu corpo pelos ventos de quem passa imaginando .
o mar de pés descalços na areia ,e essa dor ...A noite acoberta com calma liberta o pescador da rede.Â
O tempo passa sob as águas ,mas meu vendaval repassa,como as ondas desse mar. hoje ele  dança arrastando o passo lento com chapéu de palha na roda de samba em termino de festaÂ
ele caminha  pesado com borboletas que perseguem amores passados e intrigas grudadas com as asas pousadas nas nuvens  que vem e que passa no meu rosto e este mira na baiaÂ
Cachorros a se  cheirarem  e se esvaem pelos ventos, irmãos desatam as mãos correm pela praia como barcos a pescar no relento.Â
Junto a maré que vem e passa em passos lentos
minhas pegadasÂ
mas a maré que vem passa sai da dançaÂ
arrancando minhas marcas , os buracos atravessa destruindo castelos
a maré cheia de saudade dança sozinha pela noiteÂ
a transpor tatuÃras em debandei-o ,numa ruptura sepulta peixesÂ
o pássaro a admira e abre caminho contra sua clausura do vento e cai em turbilhão no seu ventre rompendo-o.
A água vem e passa .
Pede a mim mais uma dança entre os vãos dos dedos, reconstruirmos a praia , limpando nossos desejos na maré baixaÂ
A água vem .
Contadora de história , invadindo onde a areia só conhecia a secaÂ
Os pés acostumando na mare mole como se não quisesse chão.
e a mare passa  . livre de sapados e meias, caminho por seu corpo passando as mãos nas cristas das ondas,afundo e deixo marcas e como amigos cantamos serestas pela praiaÂ
Veem agora marÂ
lava minhas pegadas me carrega para que o próximo dia chegue sob novamente o luar ,Espelhe a face das sereias
passe
limpando o caminho para eu deixar novas pegadas.
Dezembro 2012
Ciranda
.
Estávamos todos de mãos dadas a rodar cirandas para fazer mudar o curso da vida , estávamos todos de mãos dadas a girar e cantar , por um gole de paz para poder seguir pelos caminhos tortos com os pés firmes , e alcançar os últimos raios de sol .
dezembro 2012
Vichê Maria
E lá estava a menina no quarto se revirando na cama .
Querendo logo sonhar,
O vento batia com foça contra a janela ao lado da cama.
Um besouro de barriga para cima ficava a girar em si
e fazer barulhos ,zunidos naquela noite ensurdecedora.
e a janela assobiava pelas frestas,
que não conseguiam fechar-se as ventanas,
era chuva brava
daquela que assusta até peixe que gosta de água ( maré)
*
Estava no décimo segundo andar,
O edifÃcio aguentava forte,
Inclinava um pouco mas
Como um bambu que volta flexÃvel a base firmava-se
Mas a chuva dançava contra e batia com mais força,
Contra a janela da moça.
*
Até que uma hora, um estrondo .
Estremeceu a casa toda
O vento quebrou a janela e raptou a moça.
Com ela dançava no ar
Como pipa que se aventura
Rasgando o féu
Dona do céu e do mar
*
Bailarina nas nuvens.
Era a moça.
Quando os anjos viram aquela festa toda !
*
Deixaram-na entrar no paraÃso e dançar nas nuvens junto dos querubins.
*
Dona Maria estava aborrecida no seu quarto.
Deus a botou para rezar e cuidar dos aflitos.
Ela, que não tinha nada de boba.
*
Pulou a janela, torou seu manto de madona.
E voou solta
Foi ver toda aquela festa
*
Maria, odiava aquela parafernália de usar saia,
Cobrir os cabelos
*
Se vestiu de anjo
E foi galantear a moça que bailava no vento.
*
A menina se assustou e disse .
Mas não é tu a Virgem Maria?
Maria, toda ressabiada lhe disse :
-Pois bem ,sou aquela amiga de Madalena
E com as manhas aprendidas com ela
De virgem não se tem
Apenas Maria ,meu bem !
 E as duas se enroscaram nas nuvens
Foram tomar banho de lua
Vestidas de anjo
Tudo se pode.
*
-Maria, tu vens comigo vem?
- Mas é claro menina!, que essa paz me apetece.
Quero sair dessa vida imaginativa
Em que nada acontece.
*
E desceram as duas a se enluarar na terra
Passaram pelo penhasco onde o mar briga com a pedra
Onde a pedra esculpe as ondas do mar.
As palmeiras dançavam
E as sereias cantavam serestas de natal,
E abriram as pernas para as águas do mar entrar.
*
Jesus entra em cena e pede que já é hora de voltar a rezar e amar rainha!
- Vichê, mas esse moleque não larga mais da minha saia
Vê se vira homem e cresce !.
*
Nas assas de uma borboleta seguiram
E foram voando se afeiçoado com o mar e a terra
*
Eram duas mulheres ,mulecas
Daquelas que joga peteca
E bole melhor que qualquer querubim
*
Não gostavam de cozinha
Passar nem rezar
Adoravam as amazonas
Deusas
E toda palavra do gênero fêmea.
*
Queriam que suas crias
Já andassem sobre suas próprias pernas,
Ao em vez de seu colo mamar e sugar.
*
Não queriam ser escravas do gênero
E como almejavam ser anjos
Sem pinto nem buceta
Para poder voar entre os homens.
*
Escravas do gênero?
-Mas como Maria, se tu pariste o menino assim virgem sozinha?
*
-Isso mesmo josé!, quero sair desse estábulo .
Vou procurar um novo emprego e sair do desassossego.
Vou é conseguir, um homem que me emprenhe direito !
- Pois , o que é isso Maria se tu não foi coisa divina?
*
- E eu é que não sou virgem para me deitar com o divino!
Quero o divorcio José, amo outra pessoa .
Amo essa vida que converte em mim!.
*
-E agora Maria, você nem cuidará de seu Filho?
-Eu? Mas para que, se já pari o bicho
Tu que não o ensinou o ofÃcio, para ele carpir direito
E agora o menino ficou a querer se pendurar na cruz. Â
*
E foi assim  que Maria, virou curandeira e até rendeira
Mulherenga pelas terras que se comprazia,
*
Fez amor com o mar, lhe deu os peixes
Fez amor com a terra
E dela brotaram suas imensas florestas
E as montanhas saÃram de suas pernas
*
Fez amor com o vento e impregnou o  céu de nuvens para a moça dançar .
*
-Maria, mas como tu és divina !
-Que nada menina, sou mulher e do divino cuidam os homens.
*
E na beira da praia encontraram um concha enorme
Entraram , Era o seio seco da maior baleia sereia já vista.
E adormeceram com o barulho do mar .
*
Zrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
*
O besouro bateu na janela
E a mulher acordou, foi andando como um anjo encarnado em seu corpo.
Nunca mais rezou, apenas rodopiava dançando pela casa
Para que Maria a veja
Pelas frestas da janela.
Vou dormir.
Pois amanha é nova noite e essa ausência de mim já basta por hoje,
Já espero o entardecer de morrer todo dia um pouco.
 Pois de essa vida me deixa como um louco ,
de olhos abertos.
jan- 2013Â
Milagres virginais.
Vinho, verta-me em água.
Pão, divida-me entre os peixes.
Mar, afunda-me nas águas.
Cegueira ,cubra meus olhos.
E as prostitutas voltem a trabalhar!
Que a lepra corra sobre a pele
E agora ,deus morra
Junto a mim
Pois todos os milagres
Se invertem
Quando encontrei
Você dentro
De mim
Dez-2012

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Por inteiro .
Ah palavras, como vocês me enganam , por onde passo não se conta o que me levaram, mas se entende a mentira que transpasso.
Ser inteireza em mente ,ação concordando ao pensar , palavra seguindo verbo realmente
Aflinge meu pensar , o sonho de deixa de ser hipótese , quero o retorno de um encontro entre pensar agir realizar  me tendo por inteiro quando entro a juntar fragmentos de meu retrato no espelho quebrado destas palavras ingratas que adornam meu rosto.
Dez 2012
Teime.
Nada ganharas
Nem o gato beijará o cão
Nem de Jejum pecará adão.
Teime
Desfaleça o fôlego
Persista pois a vida é teimar e isso é uma corda que não vai parar de cair enquanto tu desiste.
Teime
Na sombra para dar mais inteiro ao desenho rarefeito em seus desejos.
Teime
Do que vale o abismo
Se não houvesse contraste
Entre mar e areia
Enquanto você se debate
Teime
Tire a sua alma do aperto
Beba agua em tempos de seca
Tire o sapato apertado e revire os pés na areia.
Teime
Não é reza
Pois a vida brinca de
Esculpir sua pedra
E jaz não mais aqui
Loro restara.
Então não espere
E continue a teimar
jan-2013