w. @gmsdalbit
diria que o som compassado das máquinas é a terapia que ritmiza os pensamentos. o que ameniza os sentimentos revoltantes.
‘ pode ir. ’ ele sinaliza na linguagem de sinais francesa para a assistente. se considera sortudo por tê-la ao lado, mesmo quando ambos deixaram o país e voaram para tão longe. ‘ eu sigo com o resto.’
poderia até admirá-la pela coragem em aceitar morar em um lugar completamente diferente, com uma cultura completamente diferente e onde ela nunca vai se encaixar completamente – emile não tem nenhum sangue coreano ou de qualquer parte do leste da ásia. dasol, no entanto, não acha que precisa apontá-la pela coragem sobre algo tão supérfluo.
ela é como ele: capaz de muito para conseguir o que quer. e o que ela quer é o mesmo que toda o quarteto francês, agora na coréia do sul, sonha todos os dias: a cura.
ela assente para dasol e acena para o garoto loiro no laboratório.
“ é incrível o que acontece com os sentidos que nos resta. ” dasol volta sua atenção para aquele que, na verdade, sempre teve sua atenção. “ eu nunca conheci ninguém com a visão e percepção tão boa como ela. a mínima mudança, ela encontra em segundos. coisas que não percebemos. ”
poderia falar mais sobre cada um dos quatro que conseguiu trazer consigo, mas o assunto não lhe tem o interesse quando dalbit está presente.
“ bom, ” ele termina de colocar as luvas descartáveis. haviam terminado com os radiografia e colhido um pouco do sangue. o check-up de sempre; rotina. “ acho que terminamos por aqui. como você está se sentindo? ah, ” os olhos caem para os resquícios da luta no ringue.
não dá para explicar o que sente na boca do estômago, mas é preciso se concentrar nos bipes das máquinas novamente.
“ quer trocar os curativos aqui, comigo, logo? ”















