City of Stars, are you shinning just for us? || Dan & Paris
parishawth:
❝ ╼╼ Quer dizer que pretende me dar flores outras vezes? Ah não, na verdade o fato de que você já sabe que vai querer me ver de novo já é bem interessante.❞ Paris não pode evitar o provocar. Bem, se queria que ele gostasse dela, ela não ia fingir ser outra pessoa, e a Paris que era com todos os seus amigos, amava deixar as pessoas em situações complicadas ou sem resposta. ❝ ╼╼ Eu poderia ficar feliz com um segundo encontro, mas não se preocupe, vou te dar a chance de desistir depois de hoje.❞ Piscou para ele antes de se afastar e enlaçar o braço ao dele e o acompanhar. Sorriu enquanto ele falava das flores, sempre achou bem romântico então não era surpresa que apreciava os significados delas. Semicerrou os olhos pensando em como, provavelmente, a atendente estava era dando em cima dele e ele não notou. ❝ ╼╼ Claro, é um jeito bem poético de mandar recados. E também de atrair coisas boas, se você acredita nisso. Ah ela deve ter sido bem prestativa mesmo.❞ A segunda parte saiu com mais cinismo do que deveria, mas ela podia apostar que se fosse o caso, ele não teria notado. Sorriu olhando para ele, reconhecia o que ele havia tentado fazer, e isso só tornava o gesto ainda mais bonito. ❝ ╼╼ Eu achei isso bem gentil da sua parte, e fico feliz que o fez. Eu só não quero que você tenha tanto trabalho assim.❞ Mordeu o lábio pensando se encerrava o assunto ali, ou corria o risco de falar demais. Ela deveria ficar quieta, não deixar as coisas tão claras, mas nossa, não queria que ele achasse que ela seria do tipo de garota que só sabia receber, e queria sempre mais. ❝ ╼╼ Sabe, eu tenho quase certeza que teremos uma boa noite. Mas eu estou certa de que será pela companhia principalmente.❞
O olhou curiosa, quando ele sugeriu uma condição. Os lábios vermelhos se curvaram em um sorriso aberto com a fala dele e ela moveu os ombros, como quem desdenha. ❝ ╼╼ Sobre isso… Vamos ver como você dirige esse carro. O meu carro é o meu bebê, eu ganhei de presente, tenho que ver se posso confiar ele nas suas mãos. ❞ Brincou sobre isso, porque na verdade não se importava tanto com quem dirigi seu carro, e certamente não ia criar objeção em dar as chaves nas mãos de Daniel. ❝ ╼╼ Acho que você se preocupou atoa.❞ Declarou enquanto entrava no carro. Daniel estava agindo como o perfeito cavalheiro, e seria impossível dizer que isso não tinha efeito sobre como Paris estava o vendo agora. Colocou as flores com cuidado sobre o colo, vez ou outra brincando com as pétalas destas com a ponta dos dedos. ❝ ╼╼ Infelizmente, eu não fui. Precisei ir pra casa essa semana, e perdi.❞ Dessa vez, não se lamentou, só deu de ombros e olhou pra ele. ❝ ╼╼ Eu teria te procurado se estivesse lá. Mas você se divertiu?❞ A pergunta estava disfarçada de casualidade, mas o que ela queria saber de verdade era se ele havia se divertido com alguém. Era difícil saber se ele via mais alguém, quando ele era tão mais reservado nas redes sociais. ❝ ╼╼ Sim, eu já assisti. Ah acho que o meu primeiro filme do Hitchcock foi Os Pássaros, mas não tenho certeza.❞ A chegada no campus foi mais rápida do que esperava, e também tinha mais gente do que ela acreditava que apareceria. O evento inteiro parecia muito bom. Soltou do cinto de segurança quando pararam e seguiu para a traseira do veículo, como ele havia convidado.❝ ╼╼ Você comprou até champanhe?❞ Aceitou a ajuda para subir, e fez uma nota mental agradecendo por ter ido de shorts, e não de vestido como tinha pensado. Se ajeitou ao lado dele, bem próxima, e sorriu com a pergunta. ❝ ╼╼ Sim, obrigada. Está tudo perfeito.❞
Claro que sim! Acha mesmo que é a primeira e única vez que te vou oferecer flores? Vou te oferecer flores quantas vezes forem precisas para voltar a ver o sorriso que deu quando as recebeu, acho que nunca me vou conseguir cansar de o ver. – Sorriu de canto para ela, se sentindo já bem à vontade com Paris, para que falou aquilo de um jeito mais descontraído e sem ter muito receio da reacção alheia, ou bastante vergonha. – Dificilmente vou desistir depois de hoje, só se você assim o quiser. – Daniel não conseguiu deixar de sorrir com o comentário dela acerca da jovem que trabalhava na florista, pelo que até mesmo o moreno achou perceber um pouco de ironia ou até mesmo cinismo na voz dela e isso o fez ter ainda mais esperanças.
Mas está tudo bem em sua casa? Com a sua família? – Perguntou ficando um pouco preocupado, não que conhecesse a família da ruiva, mas se preocupava com ela e com o seu bem-estar. – Sim, me diverti bastante, mas não fiquei lá por muito tempo, acabei por voltar cedo para a fraternidade. – Comentou demonstrando que havia realmente se divertido, mas não tanto caso Paris tivesse estado lá com ele. – Eu adoro esse filme! Até pensei que o iam passar hoje, mas vão só passá-lo no próximo fim-de-semana. – Falou e puxou uma manta, pois a brisa fresca da noite já estava dando sinais. – Sim, eu não sei se gosta de champanhe, mas eu gosto e bom…estamos num encontro, achei apropriado. – Jamais iria comentar com ela o dinheiro que gastou com o champanhe, porque para ele tinha valido cada dólar. Daniel olhou para a ruiva que estava mesmo ao seu lado, observando-a com atenção e admirando de certa forma a beleza da outra, ainda estando um pouco surpreso por ter Paris ali com ele. – Paris… - Chamou ainda a fitando. – Obrigado por ter vindo e não ter recusado a minha proposta para este encontro. – Agradeceu com um pequeno sorriso no rosto, afinal, nunca imaginou que ela fosse realmente aceitar e aquilo o deixava demasiado feliz. Logo, o moreno apontou para as pipocas que tinha, para também ela comer.









