Sabia que era engraçado, até mesmo se ele fosse parar para pensar era besteira sequer contar duas ou três semanas, mas não pode deixar de sorrir com a risada alheia, era contagiante… Provavelmente era a bebida falando mais alto novamente “Uh… E quais motivos foram esse?”
Perguntou mais interessado em saber da vida alheia, a algumas horas atrás tinha se aproximado por interesse físico, não iria negar, mas Isco estava se mostrando muito mais interessante do que imaginava “Tienes razón, no más cervezas, hora de começarmos com uns shots” falou sorrindo, era quase um alívio poder conversar com alguém em sua língua nativa, mesmo que tenha crescido em uma escola internacional ainda estava se acostumando a ideia de falar inglês a todo momento. “Você é um bom livro a ser lido, tem várias coisas que eu poderia de perguntar mas acho que a maior de todas é quando eu vou poder te beijar, sem pressão.”
“Eu trabalho viajando, trabalho mudando de cidade as vezes, acabo tendo que acabar ou nem começar pra não ser chato depois.” Pra não dizer doloroso, mas evitava pensar nos términos. Como estava apoiado na parede, folgou o braço na muleta para colocar a mão nos bolsos. Apoiando-se no lado direito onde tinha mais força. “Eu sou muito fraco pra bebida, muito, eu quase não bebo, você vai acabar tendo que me carregar nas costas.” Continuou falando em espanhol, agora mais tranquilo, achando engraçado falar com alguém além da irmã e dos pais. “Um bom livro? Eu acho que nunca fui comparado a um livro.” Começou a rir, sem saber se era engraçado mesmo ou era a bebida, mas a risada sessou num meio sorriso com a frase seguinte. “Sem pressão?” Ergueu as sobrancelhas, diretas como aquela o deixava parte constrangido, parte intrigado. “Tecnicamente você não esteve impedido pra que eu precise falar quando.”