Ás vezes eu penso que o mundo pode acabar de verdade e isso pode acontecer daqui há alguns dias, semanas, meses ou anos, mas, eu só penso. Ás vezes também penso que, sou uma boa pessoa e faço bem a todo mundo, mas, vira e mexe, eu me deparo no fundo poço de pecado em que eu já entrei em minha vida, sinto peso de culpa por coisas que, um dia eu tive a oportunidade de fazer para ajudar o meu próximo ali ou aqui, e eu não fiz, então, depois eu me deparo com a minha cara deslavada e sem brilho, há de se sentir um nojo de todo egocentrismo barato e discursos revoltantes em que já pregoei e isso aqui não é uma análise, talvez, uma constatação que já fiz de mim mesmo, por alguns muitos anos em minha vida. Ás vezes de certa forma não é válido que se olhemos no espelho, e isso, é compreensível e ao mesmo tempo destruidor, e não há nada o que fazer. De fato, vi a vida ( a sociedade ) me moldar como ela queria, e assim, ela me fez debaixo do jugo do dinheiro e da dificuldade, um pobre que não tem onde cair morto, e por incrível que pareça e não transpareça, pensa em ser rico. Um careta. De verdade, também vi, a ( sociedade ) me derrubar quando não me deu a chance que eu queria de realizar meu sonho de ser jogador de futebol, e depois, me deixou mais ainda no chão, quando, me levou alguns amigos que eu tinha, talvez, pro jardim da eternidade. Ás vezes queria me ver, como ás pessoas me enxergam, queria me auto - analisar, longe de mim mesmo, queria saber dos meus defeitos, queria reconhecer minhas qualidades e atributos, me tenho como um ser limitado e atípico, ora quer bem, fazendo o mal, ora nunca quis o mal, mas, tão pouco faz o bem. Ás vezes penso que o mundo pode acabar, daqui há algumas horas, e então, eu me lembro que eu queria morrer ao seu lado e tudo porque, tu é o meu paraíso, pois, ao teu lado eu não sou tão inquieto e tu é quente e sensível, como uma brasa, ora, como um algodão. Ás vezes eu confesso pra mim mesmo que, eu não sei porra nenhuma e o mundo todo é uma corja maldita, mas, antes de eu ter que julga - lo perversçamente, eu te separo dele, porque, você não - o merece. Ás vezes eu erro e me desfasço, falo baixo e pulo alto, mas, de todas as coisas dessa vida que eu tenho pra fazer, eu só tenho prazer, em você.