Nome: Luiz Francisco Ferreira Cazé; Fc: Humberto Carrão; Apelidos: Chico, Luizinho, Cazé; Idade: 27 anos Ocupação: professor de história; Naturalidade: Rio de Janeiro – RJ;
Orientação sexual: Heterossexual? Aniversário: 22/08 Altura/Peso: 1,80 / 79kg Formação Académica: Formado pela Escola Municipal Prefeito Djalma Maranhão; Formado em história (licenciatura) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Mestrando pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Qualidades: obstinado, honesto, sagaz; Defeitos: teimoso, desaforado, casmurro;
BIOGRAFIA
Ainda que nunca tenha preenchido os critérios que caracterizam um “menino criado com vó”, pode-se dizer sem sobra de dúvidas que Francisco foi um desses casos. Afinal, o caso de algumas noites de Luana e Luiz Carlos que levou a união precoce e, consequentemente desastrosa, não chegou a durar nem um ano. O homem nunca se eximiu de assumir a criança, mas, ambos eram jovens e inconsequentes demais para de fato assumir qualquer responsabilidade sobre uma criança, restando a Dona Amália, conhecida feirante no Vidigal, dar todo cuidado, amor e puxões de orelha que o jovem precisava.
A mulher que sempre teve o pulso muito forte mas, o coração mole, sempre batalhou para não deixar faltar nada ao jovem, mesmo quando tempos difíceis chegavam. Tinha uma barraquinha na feira que sempre abria aos sábados mas, vivia mesmo de bicos, fosse conserto de eletrônicos, de roupas, empadas de encomenda ou faxinas. Até arriscava arrumar emprego para Luana que vivia com a cabeça no mundo da lua e se apaixonava mais rápido do que personagem de novela do Walcyr carrasco, o que a proposito me lembra de mencionar, que a mulher fugiu com um artista circense, deixando o filho de 6 anos para trás. Em defesa de Lua, talvez ela até tivesse pensado no menino. Melhor seria deixa-lo com a mãe, que sabia o horário de leva-lo na escola todo dia, e deixava as refeições prontinhas do que arrastá-lo para lá e para cá sem rumo, na aventura. Além do mais, uma criança só o atrasaria. Com Amália ele estaria e sempre esteve, seguro. Ela cuidava dele e o ensinava aos poucos cada um dos ofícios que tinha, afinal “a vida não era fácil para ninguém” e era importante que ele aprendesse a se virar. Ah, mas, se tinha uma coisa que ela presava era que além de se virar ele aprendesse a ler e as coisas tão bonitas que as crianças aprendem na escola, as quais ela nunca pode aprender por precisar começar a trabalhar muito cedo para ajudar em casa.
Apesar de arteiro e brigão, Francisco sempre foi muito inteligente e esforçado. Logo, na escola, além das canelas chutadas, arranhões e olhos roxos, também colecionava notas azuis e elogios dos professores. Desde menino se empolgava em chegar em casa e contar sobre tudo o que aprendia para a avó, se tornando responsável por ajudar a mulher a realizar o sonho de sua vida de aprender a escrever. Treinavam todas as noites quando a mulher chegava do trabalho. O dinheiro que entrava não era muito, mas, associado a pensão paga por Luiz Carlos ajudava a pagar as contas. O homem não ofertava ao filho muito mais do que era sua obrigação, especialmente após casar com Walesca e ter outros dois filhos. A partir daí por vezes nem o que era sua obrigação vinha. E dona Amélia era orgulhosa demais para ficar em cima, então as intimações não passavam de ameaças e xingamentos. Conforme os anos foram passando, Francisco começou a ajudar mesmo que com muita insistência para não, a vó nos bicos que fazia, conciliava o trabalho com a escola e posteriormente com a faculdade de história. Ele nunca reclamava disso ou das condições que tinham, viviam bem, no final das contas, sabia que tinham muito mais sorte do que Pedro um garotinho que achou morando embaixo de um viaduto com um cachorro vira-lata, a quem o rapaz e a avó acabaram por abrigar. Claro que era uma boca a mais para alimentar mas, e claro que passaram por certa dificuldades mas, aparentemente o destino compensou a boa fé da família.
Quando dona Amália foi internada as pressas com as pernas bem inchadas e sem conseguir respirar foi Pedro quem a acompanhou no hospital, visto que Chico estava preso em um dos estágios. E era ele quem passava os dias com a mulher no hospital, já que Francisco só podia chegar a noite depois do trabalho. Foi ele também quem dava cada um dos remédios da mulher para a insuficiência cardíaca – como explicaram os médicos – quando a mesma foi para casa e passava tudo certinho para Chico, além de ajudar a cobrir os bicos da mulher e olho que isso não era nem o pior, o maior trabalho de Pedro era convencer a teimosa da mulher a repousar e seguir as orientações médicas. Mas, ele dava conta, eles davam conta. Foi dando conta que Cazé se formou bem, bem conhecido na faculdade pelos professores e colegas do movimento estudantil, teve a sorte de assumir um emprego na escola publica em que estudou no Vidigal assim que se formou e, dedicado como sempre foi, não demorou até passar num concurso estadual para ensinar numa EREM e conseguir um melhor salário. No entanto, o novo emprego ficava em Copacabana, fazendo com que o percurso a ele se tornasse maior e um tanto mais oneroso. Após se estabelecer, conseguiu alugar um apartamento mais perto do trabalho, onde também arrumou um jeitinho de matricular Pedro, a parte mais difícil da mudança foi conversar dona Amália, que cismou de ficar no Vidigal até a morte. Apenas horas de biquinho coletivo dos dois rapazes e uma oferta de emprego puderam convencer a idosa a ir para o “bairro de granfino”, como ela costuma chamar.
Atualmente após venderem a casa no Vidigal, os 3 moram num apartamento de pouco mais de 55 metros quadrados na avenida Copacabana, o qual deram entrada com o dinheiro da casa. Francisco divide seu tempo entre o trabalho na escola, o mestrado em história, o projeto criado com um grupo de professores (que fundou um pré-vestibular gratuito) e as reuniões de um partido em que se afiliou. Recentemente conseguiu ainda um emprego em um bom colégio particular da região o que apesar de por vezes lhe dar nos nervos, traz um bom dinheiro para casa e lhe dá a oportunidade de dividir experiencias com um novo grupo de alunos, sem contar que garante a Pedro uma bolsa integral para estudar. Enquanto isso, Dona Amélia, que não conseguiria parar quieta em casa, conseguiu um contrato como fornecedora de bolos e doces numa padariazinha bem frequentada da avenida.
PERSONALIDADE
Francisco é um bom rapaz. Inteligente, educado, simpático. Não por isso é fácil qualquer um lhe fazer de bobo. Dono de um gênio forte, não corre de uma discussão sempre que se faz necessário. Entretanto, não é difícil uma pessoa conseguir fazê-lo de gato e sapato, isso é claro, se estiver completamente derretido pela mesma, foi o que aconteceu com grande parte das namoradas que o rapaz já teve. Muito dedicado, tem pela avó e pelo rapaz que mais considera irmão todo o carinho e zelo do mundo, bem como por seus estudantes, pelos quais segue sempre se empenhando para conseguir ser um professor melhor. Francisco é um rapaz muito honesto, daqueles que devolvem troco se um real vier errado, e com isso, por vezes acaba sendo muito idealista sobre a humanidade e sociedade. Apesar de todas as dificuldades terem feito dele uma pessoa bastante responsável, sabe se divertir. Não perde uma pelada no fim de semana e não é de negar um bom churrasco com os amigos sempre que tem tempo.

















