25/04
Como eu sou uma menina muito desesperada e sem tempo no dia pra me organizar, eu já cheguei vendo que tinha que escrever sobre o relato da minha personagem que foi escolhida pra ser prostituta, mas como todos os discursos estavam bem parecidos, a professora me mandou ser um pouco mais criativa na composição da minha mulher. E eu decidi tomar uma absorção comigo mesma, quando eu era criança, já era bem violenta com as pessoas, fiz basicamente uma substituição com a eu do passado. As roupas também não foram nem um pouco difíceis de se arranjar, ainda bem que eu tenho uma dualidade com a minha personalidade, tá mais pra algo tripo ou quadruplo.
E acabou que o grosso do meu discurso foi mais ou menos isso:
“Quando eu era criança gostava muito de bater em meninos, principalmente se eles me contrariassem, não sei o porque eu fazia isso, mas simplesmente gostava de me meter em brigas e fazer com que os meninos me obedecessem. Uma vez quando estava no ensino fundamental um garoto que eu costumava bater as vezes se confessou pra mim, dizendo que me amava, fiquei confusa, como alguém gostava tanto de ser humilhado desse jeito, e mesmo eu o tratando como bosta ele continuava se ajoelhando aos meus pés, eu não entendia na época, mas no fundo eu sabia que eu gostava daquilo. Aos 18 anos quando iniciei minha vida sexual, ficava sempre com alguém diferente, não tinha um namorado ou namorada, era difícil falar pros meus parceiros casuais sobre meus gostos, comecei a procurar grupos na internet que gostavam das mesmas coisas que eu, grupos de Sadomasoquismo, me encontrava com essas pessoas só pra me divertir, mas sempre com a mesma pessoa eu acabava me cansando. Um dia um homem com quem eu já havia saído uma vez implorou para ter outro encontro comigo, dizendo que estava apaixonado por mim, e eu não queria ficar com ele, mas ele estava tão desesperado e disse que até me pagaria pra ter só mais uma noite de tortura comigo, no começo vi como uma ofensa, mas cada vez mais homens e mulheres me procuravam pra que eu satisfizessem seus desejos de serem domesticados, acabei tomando gosto pelo negócio, era dinheiro fácil para algo que eu amava fazer, tratar com amor alguém, só que do meu próprio jeito.”
Quando eu estava na frente do palco falando tudo que tinha escrito na primeira vez, quando não tinha quase ninguém me observando, tentei ao máximo ser muito sexy, mas a mente nos engana não é mesmo? Basicamente os meus viewpoints foram baseados em vozes duras, enrijecidas, fazendo uma substituição com faces de poder, vampiros, mafiosos, chefes de famílias muito ricas, essa era a imagem interna que eu tinha enquanto falava.
Mais tarde nessa mesma aula a turma teve várias ideias do que fazer, a que eu mais consegui prestar a atenção, foi uma cena que eu faria com a Marielle, uma amiga minha, onde eu seria uma prostituta paga por ela pra bater nela, já que a minha personagem é do campo de BDSM,( Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo ).
Dia conturbando esse em...
Mas vamo k vamo!