Lysander nĂŁo era fĂŁ de surpresas, principalmente quando elas envolviam coisas com August. O mesmo tinha um medo constante de ser a causa de mais problemas na vida do amado, por isso simplesmente amava o jeito normal que eles viviam, era perfeito assim. Mas naquela semana os pais do mais velho o convidaram para um jantar, aquilo nĂŁo seria nada fora do normal caso nĂŁo envolvessem o parceiro, no começou achou que nĂŁo seria uma boa ideia â jĂĄ que o outro era tĂŁo tĂmido e provavelmente recusaria, mas era inevitĂĄvel, Lysander nunca recusaria qualquer pedido vindo de seus pais. No fim encontrava-se observando o namorado arrumar-se para o tal jantar, estava extremamente feliz, a beleza do outro era inigualĂĄvel, tudo que caĂsse sobre si ficaria perfeito. Suas prĂłprias roupas nĂŁo haviam sido escolhidas previamente, apenas arrumou calças jeans que nĂŁo fossem rasgadas nos joelhos e nas coxas, um tĂȘnis qualquer e uma blusa que havia comprado nessa mesma semana. Sorriu ao encontrar o namora tĂŁo nervoso e, por algum motivo, mais fofo do que nunca. âNĂŁo precisa ficar, Gus⊠Quem no mundo nĂŁo gosta de vocĂȘ?!â Falou tentando animar o outro, mas aquilo era absolutamente verdade, era impossĂvel nĂŁo amar o outro jĂĄ que tinha uma personalidade tĂŁo doce e especial. Fez questĂŁo de beijĂĄ-lo antes de saĂrem do dormitĂłrio. Mais uma vez encontrava-se com o namorado com os braços em volta de sua cintura, o agarrando fortemente por conta do medo de cair, era tĂŁo boa aquela sensação. NĂŁo demorou muito para que chegassem, encontrando a casa â que antes jĂĄ havia sido visitada por August â com outros carros na garagem. âOlha, eles estĂŁo mesmo em casaâ. Disse o ruivo animado, gostava da presença dos pais. Guardou a moto esperando que o outro descesse para fazer o mesmo, antes de ir para dentro o puxou e o encostou na moto. Sua boca curvou-se em um sorriso, pronunciando perto dos lĂĄbios alheios: âNĂŁo precisa ficar tenso, tudo bem? SĂŁo sĂł meus pais e Ă© sĂł um jantarâ. Deixou um beijo leve nos lĂĄbios alheios, tocando a coxa do outro a apertando. âE mesmo assim, quem precisa te amar aqui sou eu, e eu jĂĄ faço isso muito bem, uh?â. Envolveu os lĂĄbios com o do namorando apertando ainda o mesmo lugar com suas mĂŁos, mordeu seu lĂĄbio inferior antes de dizer: âNo final vamos para o meu quarto, jĂĄ que vocĂȘ o conhece tĂŁo bemâŠâ
O nervosismo apenas aumentava dentro si, enquanto August tentava aos poucos controlar a respiração descompassada jĂĄ por cima da moto; vez ou outra apertava o menor contra si involuntariamente, tentando olhar a expressĂŁo do belo rapaz enquanto dirigia o automĂłvel perfeitamente e de forma acelerada. A imaginação era bastante ativa ao pensar nos pais de Lysander e, na situação que logo iria presenciar. O namorado havia o acalmado temporariamente antes de deixarem o dormitĂłrio, porĂ©m a ansiedade de August falava mais alto durante aquele instante. Piscou os olhos fortemente quando a moto fora estacionada sem dificuldades, retirando o capacete que protegia a cabeça e, levantando-se do banquinho um tanto desconfortĂĄvel, causando uma dor incĂŽmoda e breve na parte traseira. As feiçÔes do adolescente se transformaram em uma involuntĂĄria careta, arregalando os olhos quando o corpo fora novamente encostado na moto jĂĄ estacionada. â Tudo bem, amor... VocĂȘ vai me ajudar a ficar mais calmo, certo? â Um sorriso doce tomou conta da expressĂŁo brilhante em seu rosto, acabando por soltar um suspiro abafado quando as coxas foram apertadas pelos dĂgitos de Lysander. Perguntou-se mentalmente se ele havia feito propositalmente, o menor jĂĄ sabia o efeito que seus toques tinham sobre si. Por tanto, um bico formou nos lĂĄbios rĂłseos do coreano, que logo sentiu os semelhantes sobre os mesmos, o que acabou lhe arrancando uma risada baixa e tĂmida. â VocĂȘ sĂł sabe me fazer feliz, Lys hyung. Eu te amo muito. â O coração saltitou em seu peito apĂłs proferir tais palavras: ação involuntĂĄria que acontecia sempre quando o menor aproximava-se de si, August o considerava belo demais e adorava permanecer apreciando com cuidado cada traço que formava o rosto bonito que o amado possuĂa. Partiu os lĂĄbios para capturar os semelhantes juntos aos seus, levando os dedos atĂ© a bochecha alheia, local que iniciou uma carĂcia amorosa. â Gosta de me deixar sem graça, nĂ©? â Respondeu ao notar o tom de malĂcia na voz rouca do mais velho, abaixando brevemente a cabeça com um sorriso tĂmido, tentando esconder as bochechas quentes que tomaram um tom rubro. â Eu tĂŽ nervoso... â Segurou a destra do mais baixo para levĂĄ-la atĂ© o peito, proporcionando que o outro conseguisse sentir o quanto seu coração encontrava-se descontrolado. â Vamos, amor? â Aproximou rapidamente os lĂĄbios rĂłseos dos semelhantes, depositando um selar estalado e breve.Â















