Sabe, eu não deveria estar falando com estranhos, mas sinto que já te conheço! Foi você o sonho bonito que eu sonhei, certo? Você costumava ser conhecido como ADAM DUBOIS, do conto BELA E A FERA antes da maldição atingir o seu mundo FLORESTA ENCANTADA e o seu reino FINAL STATE. Agora, em Storybrooke, você é conhecido como AUGUST D. BENNETT, um ESCRITOR de 27 anos de idade. Você me lembra um pouco CHANCE PERDOMO, mas deve ser só a névoa da maldição me confundindo…
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O PERSONAGEM ESTÁ ACORDADO? Não.
EM FINAL STATE
Todos conhecem a história do príncipe fera, transformado pelos seus atos terríveis e exilado em um castelo distante. Mas essa história, como todas, foi inventada pelos vencedores da história.
O vencedor da questão, nessa história, era o irmão mais novo do Adam, que havia se aliado com a feiticeira. Juntos, eles armaram a queda do irmão mais velho e herdeiro do trono, para que a feiticeira pudesse virar a nova rainha junto ao mais novo. Não foi difícil provocar alguma irritação do arrogante homem, justificando o feitiço que não podia ser desfeito sem a magia mais forte de todas: o beijo de amor verdadeiro.
Mas quem poderia amar uma fera?
EM STORYBROOKE
Ser herdeiro de uma grande cadeia de hotéis é o sonho de muita gente. Ser uma pessoa normal era o sonho de August. O primeiro filho de Horace e Angela Bennett, August iria herdar os hotéis Bennett e todo o dinheiro que vem com o cargo. Mas, enquanto criança, o que ele mais gostava eram os verões que passava com a mãe em uma pequena cidadezinha no Maine. Era lá que ele sentia o amor de uma família, na imensa casa do avô, correndo pela cidade com os poucos amigos.
Esses pequenos escapes acabaram quando, aos 13 anos, a mãe inesperadamente faleceu de uma doença violenta. Depois disso, ele não pôde mais visitar a cidade. E como todo o bom herdeiro, ele passou a se dedicar a abusar do tempo que ainda tinha antes de ter que arregaçar as mangas para fazer qualquer trabalho nos hotéis da família. As revistas sempre o pegavam fazendo alguma coisa embaraçosa. Ele ficava feliz em irritar o pai, que nunca tinha dedicado amor aos filhos, especialmente depois da morte da mãe.
Como punição pelo seu comportamento do rapaz, aos 18 anos ele foi colocado para trabalhar na admnistração de um dos hotéis, junto ao seu irmão mais novo. Seu irmão se sobressaía muito mais no cargo e August estava mais do que feliz de deixá-lo fazer o trabalho. Um dia, quando o irmão apareceu para dar uma bronca nele, houve um ataque ao hotel da família, cujo alvo era um grande dignatário hospedado lá, causando uma explosão.
Acordando no quarto após a explosão, August quase não acreditou ao ver o próprio rosto. Os médicos prometeram que a dor ficaria melhor, mas algumas cicatrizes nunca curariam. Havia muitos fotógrafos do lado de fora do hospital. August não viu muito do pai até ele descobrir que seu irmão tinha ficado muito mais ferido que ele no acidente. Seu pai, que só via o mundo como problemas e oportunidades, viu que esse era o momento de trocar de herdeiro. Ele disse ao filho que fosse embora, ou teria certeza que ele seria culpado pelo ataque por inveja do irmão.
Antes mesmo de receber alta, August pegou seu carro e dirigiu até encontrar a pequena cidade no Maine que sempre ia quando criança.
Ao retornar, August descobriu que a casa de sua família continuava no mesmo local, com todos os documentos à sua disposição. Ele estava listado como o verdadeiro herdeiro depois da morte da mãe. Ele não demorou para conseguir encontrar os antigos funcionários da casa - que tinha visto algumas vezes quando criança e que a mãe dizia que faziam parte da família - e começar a reconstruir a mansão. Por muito tempo, eles foram os únicos que ele permitia que o vissem. Mas eles conseguiram convencê-lo a se abrir mais para a cidade.
Seu processo de ressocialização levou 10 anos. Aos poucos, foi fazendo bons amigos na cidade. Foi se tornando mais confiante, exibindo suas cicatrizes com mais tranquilidade. Todos estavam acostumados àquela altura. Foi a bares, encontros, festas. Foi neste meio tempo que passou uma noite com Felicity Grant, gerando seu filho, Joseph, com quem divide a tutela.
Depois do acidente, Adam ficou muito mais introspectivo. Ele começou a descobrir do que realmente gostava fora das festas e das bebedeiras. Ele reencontrou seu amor por leitura na biblioteca do avô e revisitou as pilhas de escrita antiga que tinha deixado na casa que tinha memórias de passar as férias quando jovem. O jardim de sua mãe, que estava abandonado quando ele chegou, lentamente começou a crescer e virou seu grande orgulho, lhe dando esperanças que ele podia se curar também.
August virou um tipo de personagem na cidade. Ele raramente era visto em alguma situação que acaba bem. Por mais que esteja tentasse se enturmar, ele ainda tem muita vergonha das próprias cicatrizes e ficava irritadiço com olhares. A cada par de anos, um novo livro de poesia alcançava as prateleiras da cidade, vendendo uma centena ou outra de edições, mas nunca mais que isso.
Percebendo que seu legado provavelmente desapareceria com ele, levando o casarão a ficar abandonado novamente como tinha acontecido depois da morte do avô, ele decidiu tomar as rédeas da própria narrativa. Hoje, a casa de August se tornou o Museu DuPont e conta com diversas áreas para uso comunitário da cidade: salas de música, de aula, de convenção, além de diversas exposições. Só a biblioteca e alguns dos quartos que se mantém fora do caminho dos visitantes.















