Who can fix me now? || Flashback || MacWood
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Era tarde de sábado. Maeve e suas amigas estavam em Hogsmeade. Cada passeio no pequeno vilarejo era devidamente planejado. Sair dos terrenos escolares era uma diversão, embora fosse apaixonada por Hogwarts e havia muitas opções do que fazer dentro e fora do castelo, Maeve apreciava esses poucos momentos no vilarejo. Suas amigas planejavam aproveitar cada pequeno estabelecimento: checar as novas roupas bruxas, repor seus suprimentos escolares, comprar doces, tomar um café na Madame Puddifoot, tomar cerveja amanteigada no Três Vassouras e checar a loja de vassouras, onde alguns interesses amorosos passavam por ali. A cabeça de Maeve, naquela tarde de sábado em seu sexto ano, não estava na diversão com suas amigas ou flertes que trocavam com os rapazes do time de Quadribol. Seus pensamentos a levavam para um moreno, que ela não sabia sua localização no momento.
Desde que se conheceram num jantar entre certas famílias bruxas britânicas, estava difícil deixar alguns sentimentos de lado. Maeve não sabia que ele era um Rookwood, à principio. Foi a brecha para que houvesse a oportunidade de conversarem. Os dois fugindo do jantar de final de ano, conversaram por um par de horas, que começara por insistência da garota que tentava ser simpática e calorosa naquela época do ano. Ninguém deveria ficar sozinho, mas também entendia que não dava para ficar dentro do salão. Suas famílias era rivais por motivos que a garota desconhecia, ainda não tinha idade para saber ou maturidade, de acordo com seu pai. Estavam coexistindo sobre o mesmo teto durante aquele jantar, sabe-se lá porque. O que levou à Maeve conhecendo Augustus. Ela dizia para si mesma que havia coisas que não faziam sentido para justificar a conexão que tiveram. Eles nem deveriam conversar, imagine se darem extramente bem e se sentirem confortáveis com um com o outro. Maeve sendo uma Gryffindor não prestava muita atenção aos alunos da Slytherin, muito menos procurava pelo descendente dos Rookwood dentro da escola. Ele era um completo desconhecido para ela. Não mais a partir daquele dia. Seus olhos buscavam sua presença. Maeve começou a percebê-lo. Conversavam longe dos olhos de todos no castelo, pois tentavam entender a rivalidade das famílias e tentavam entender porque parecia que não tinham forças para ficar longe um do outro. Era como um imã e ela nem sabia depois de quatro meses onde estavam pisando.
Seus pensamentos foram interrompidos pelo próprio Augustus. Um sorriso instintivamente surgiu nos lábios de Maeve. Ela olhou ao redor para as amigas. Elas falavam que Maeve estava entrando numa enrascada e que deveria pular o barco antes que algo ruim acontecesse. A morena não sabia dizer se suas amigas falavam assim por conta da rivalidade das famílias ou somente porque Augustus era um sonserino e um tanto frio com outras pessoas. Não com ela. Nem ela mesmo entendia o que acontecia, mas ela não conseguia parar. Era como se houvesse um ‘clic’. Alguma coisa tinha se encaixado e ela nem sabia que estava faltando uma peça. Ela precisava saber onde tudo isso iria dar e aproveitaria cada segundo. Maeve não tinha certeza se havia se conectado com uma daquelas pessoas que são destinadas a fazer parte da sua vida ou se ela estava lentamente se apaixonando pelo diabo. “Nós já estávamos terminando nossa visita. O que acha de voltarmos para o castelo?” Se dirigiu para Augustus. “Vejo vocês daqui a pouco.” Avisou para as amigas com um sorriso e começou a andar para a estrada que levava Hogsmeade ao castelo. Se bem conhecia Augustus, preferia ficar em lugares mais vazio e Hogsmeade estava ainda bastante movimentada. “Ao que devo o prazer da sua presença? Pensei que ficaria no castelo.“
O olhar das amigas de Maeve pareciam perfurá-lo como espetos afiados. Mas a garota parecia não se importar com o olhar julgador delas, e se ela não se importava, Augustus o faria menos ainda. O sorriso que Maeve deu ao vê-lo foi como se ela tivesse lhe dado um abraço quentinho e confortável. Sentiu um arrepio percorrer seu corpo. Não havia mais como negar: estava apaixonado. Augustus sempre detestou a ideia de se apaixonar, pois pessoas apaixonadas ficavam vulneráveis demais e o garoto sempre fora ensinado a ser impenetrável, como um forte. Mas Maeve simplesmente derrubava todas as suas barreiras. Nada mais parecia importar quando estava com a garota. Isso o levava a sentir e pensar coisas que jamais havia passado perto de ter. Não pode deixar de sorrir quando a garota dispensou suas amigas e sugeriu que voltassem juntos - e, o mais importante: sozinhos - para o castelo. Olhou para as amigas de Maeve com um sorriso provocador. “Sempre bom vê-las, meninas!” Falou de forma sarcástica, em seguida dirigindo para a estrada que levava a Hogwarts.
“Obrigado. Digo, por sugerir voltarmos, estava querendo passar um tempo com você... Sozinho, de preferência. Mas se quisesse ter ficado um pouco mais lá, tudo bem, desde que estivesse com você.” As palavras saíam um tanto quanto sem jeito, atrapalhadas, uma vez que Gus não tinha costume de demonstrar o que sentia, especialmente esse tipo de sentimento. Apesar disso, estar com Maeve o deixava confortável para demonstrar o que fosse que estivesse passando por sua cabeça ou coração, desde que não tocasse em assuntos relacionados à família ou naqueles guardados na escuridão que tomava conta de parte dele. É claro que pouco pensava nisso, mas era algo que ressonava como um eco constante em sua cabeça. “Realmente, eu prefiro, mas você não estava no castelo” Disse caminhando ao lado de Maeve, dirigindo o olhar que antes fitava o caminho para a garota de forma breve, voltando a fixá-lo no chão. “Eu precisava de um descanso da minha cabeça e até mesmo das atividades escolares, e só consigo de fato me distanciar das coisas quando estou com você” Já não conseguia mais subir o olhar, um sentimento novo tomava conta de seu corpo: vergonha, talvez. O menino então limpou a garganta e levantou a cabeça, tomando a postura que normalmente assumia no dia-a-dia, de queixo erguido e coluna reta. Era um dos mecanismos de defesa que havia adquirido ao longo dos anos, mas dessa vez por estar um tanto quanto constrangido pelas declarações. “Mas, conte-me, como estava o passeio por Hogsmeade? Aliás, como você está, Mae?”

















