se estivesse sendo sincero irritado seria a palavra com muito eufemismo que romero usaria para se descrever, frustrado e estressado com o tanto de pressão com a nova corrida para a coroa em seu país, romeo naquele momento repudiava profundamente sua irmã gêmea remy, por mais que tentasse o homem simplesmente não conseguia entender o motivo pelo qual ela havia ido tão baixo para não somente para tomar o trono mas para intencionalmente ferir-lo. não sabia o quanto poderia confiar em sua mãe em manter sua promessa e agora corria o risco de perder não só a mulher amada mas também seu lugar no trono. talvez por estar tão aéreo o príncipe não percebeu qual garrafa de vinho havia se servido; a garrafa tinha um psicodélico que romeo havia trazido em caso de ficar entediado durante sua estadia, o que ele não contava era em tomar um pouco da droga antes do início do baile. o giaccomo podia sentir o suor em sua testa, piscava os olhos pesadamente sem falar um pio sequer, torcendo para que ninguém o notasse, e assim que o anúncio fora feito pelo príncipe ele se retirou em busca de algum lugar mais aberto ou honestamente, sua cama, não queria lidar com ninguém, seu único problema? ele não fazia ideia como chegar em qualquer lugar e após andar sem rumo por um tempo estava completamente perdido. avistou muse no fim do corredor e suspirou aliviado e enquanto caminhava para mais perto de esbarrou numa escultura a quebrando acidentalmente. “opsie daisy.” coçou a nuca. “se você não contar eu não conto.” riu sem muito humor, em partes desesperado para sumir. “se você me ajudar a sair do labirinto que são esses malditos corredores eu te dou qualquer coisa que você conseguir nomear, de um cavalo a uma das garrafas mais caras de vinho que eu trouxe.” ofereceu quase como numa tentativa de suborno.
O barulho de coisa frágil caindo e se estilhaçando no chão a fez dar um gritinho e um pulinho para longe do que quer que tivesse quebrado. Ao se virar, viu que era só uma das estátuas do Palácio, que em retrospectiva deveriam ser espécimes caras e raras, mas visto que o autor daquele pequeno desastre era seu primo, Romeo, o preço dos reparos não deveria ser um problema. E nem era de fato uma preocupação real para ela. "Que susto, Rampeiro! Ai!" Colocou a mão sobre o peito afim de conter a o disparar em seus batimentos cardíacos. "Que diabo cê tá fazendo? A festa mal começou e você já tá bêbado? Ficou maluco?" Ela disse, primeiro querendo parecer séria ao repreendê-lo, mas não conseguiu conter a gargalhada. Os olhos do rapaz estavam arregalados, perdidos, e ele suava frio, completamente travado e desnorteado. Pensando bem, aquilo não era só bebedeira. Já havia convivido com estrelas de Hollywood demais para só não sacar o que estava acontecendo. "Peraí, você tá travado?" Cobriu a boca para não rir alto o suficiente para chamar atenção para eles. "Meu deus?! O que você tomou? Vem cá, eu vou pedir pra minha criada te trazer um pirulito. Fica perto de mim. Que coisa mais irresponsável. Pai amado! Essa família só me dá vexame."











