Preencha o juramento antes de continuar: em nome da Excalibur, MARLEIGH AMETHYST FLOWERS em seus TRINTA anos, jura reverter o legado de GOTHEL durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ela, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o MÓDULO III.I. Com a bondade tocada em seu coração, recebe AMABILIDADE e não se permite ser corrompida por AUTO-ANULAÇÃO. Por último, é deixado um corte na mão de TAYLOR SWIFT como prova de seu comprometimento com a luz.
─ ˙ ❊ 𝓐𝐧𝐭𝐞𝐬 𝒔𝒐𝒇𝒓𝒊𝒂, hoje 𝖙𝖆𝖒𝖇𝖊́𝖒. ❜
Ah, a famosa promessa do felizes para sempre. Os contos de fadas empoeirados das prateleiras das bibliotecas talvez sejam os responsáveis pelo fascínio de jovens sonhadores em, finalmente, encontrar felicidade e satisfação — a típica necessidade que todos tem de ser amado.
Com a pequena Marleigh, não era diferente. Há quem diga que Gothel, na verdade, havia sequestrado uma pobre menina para suprir a falta que Rapunzel fazia. E de fato, os cabelos loiros e sorriso dócil da pequena Leigh remetiam à princesa dos cabelos mágicos. Ainda no início da adolescência, como a maioria das garotas da sua idade, Marleigh também se deixou levar pelos encantos dos contos de fadas. Snow White e Charming, Cinderela e Kit, Aurora e Phillip… Diversos dos habitantes do Castigo diziam que eles eram apenas esnobes que se achavam superior aos demais. Contudo, Leigh custava a acreditar naquela teoria. Na verdade, cria piamente que eram eles que haviam encontrado a verdadeira felicidade através do amor verdadeiro; e eles diziam que qualquer um poderia ser feliz, amado e querido. Aquela ideia enchia os olhos de Leigh, que mesmo que fizesse todos os desejos de Gothel — afinal, devia isso e muito mais à mulher que havia, segundo ela mesma, salvado ela de um abandono — ainda almejava ter sua própria vida.
Ainda frequentava a Academia dos Legados quando conheceu um habitante de Arthurian. Bonito, inteligente, e cativante a ponto de fazer Leigh ter certeza que ela havia encontrado o tão famoso e almejado amor a primeira vista. Para a felicidade de Flowers, seu amor era recíproco, e logo os dois engataram em um relacionamento.
Pouco de ano depois, ele e Leigh noivaram e casaram, mesmo ainda sendo estudantes da Academia — contudo, agora já não viviam mais na Academia, mas sim, numa casa própria. Mesmo que, com os meses, ele estivesse mostrando um lado um pouco impaciente e impulsivo, Marleigh ainda tinha certeza que havia conquistado o seu felizes para sempre. Contudo, aos poucos, aquele que um dia a havia elogiado, amado e acolhido se tornava uma pessoa que Flowers não conhecia. Palavras atravessadas, desdém no olhar e uma subestimação agressiva passaram a fazer parte do dia a dia da garota de forma tão gradual que ela mal percebeu o que estava achando tudo perfeitamente normal. Afinal, pessoas tem defeitos, e o convívio difícil com Gothel havia fornecido a Leigh uma enorme paciência para lidar com elas. Além disso, nenhum relacionamento se sustentava sem esforço e sacrifícios — e ela queria, com todas as suas forças, que o dela funcionasse.
A notícia da primeira gravidez foi agridoce para Leigh, pois mesmo que ela estivesse realizando um sonho ao se tornar mãe, não sentia seu esposo tão conectado com a vinda de um bebê quanto ela. Bom, devia ser coisa de homem — é assim que as pessoas dize, não? Mulheres são mais sensíveis, e mais amorosas; e aquele ponto, Leigh tinha certeza que ela era sensível demais, chorona e cheia de frescuras. Não incomodaria o esposo com mais uma de suas reclamações, e entenderia que cada um tinha sua forma de demonstrar sentimentos. Mesmo que o relacionamento fosse conturbado, Marleigh jamais havia sentido um amor tão grande por alguém do que quando segurou sua bebê nos braços — e pela pequena, ela tentaria sempre manter sua família estruturada e de pé. Queria que, assim como os filhos dos príncipes e princesas Arthurianos, Lily tivesse pai e mãe juntos.
A criação de Lily foi muito mais conturbada do que Marleigh imaginava. As noites em claro, cuidados básicos que a criação de um bebê exigem e trabalhos domésticos levavam Leigh à exaustão todos os dias. Enquanto isso, seu esposo passava as noites em bordeis do Castigo, informação que Flowers só foi saber posteriormente. Mesmo que ela fizesse de tudo para manter a família de pé, cada dia ficava mais difícil, pois Leigh se sentia sozinha, abandonada e usada — mas agora, nem ela sabia se seus sentimentos eram legítimos, ou se eram apenas suas excessiva sensibilidade falando. Afinal, era isso que ele dizia à ela todos os dias. Se ela não fosse fraca, veria que a vida era assim mesmo. Mas foi só quando ela estava recém parida do segundo filho, ele finalmente decidiu dar um fim no relacionamento, e fugir com outra. Mesmo que Leigh soubesse que seu relacionamento estava destruído, o abandono doeu nela como umm milhão de facas — como se seu trabalho, meticuloso e cuidadoso, houvesse sido jogado no lixo.
Mesmo que ainda sinta e sonhe, Leigh agora não tem mais tempo para viver para ela. Com Lily com quatro anos, um bebê de colo e, agora de volta aos estudos, o sentimento de ser mãe solteira e deixada por alguém que tanto gostava ainda habita parte do seu coração. Por alguma razão, ainda não desacredita no amor — afinal, é isso que ela sente pelas suas pequenas — mas não acredita mais que seja feito para ela. Afinal, quem vai querer uma mãe de dois filhos, com nada no bolso e com mais de trinta anos? Leigh não se importa em não viver mais para ela. Agora, sua vida é suas filhas, e tentar fazer algum esforço para terminar seus estudos na Academia.
poder:
CURA: Ao tocar uma ferida ou alguém com alguma doença, Marleigh tem o poder de curar a mais diversas enfermidades. Não precisa de muito esforço pra cicatrizar cortes e ossos quebrados; contudo, doenças em estado terminal ainda exigem muito da energia da Flowers.

















