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Paisagem asturiana com pequena queda de água.
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qual vocês preferem para visitar no fim do ano
EUA
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Áustralia
Eu queria manifestar viajar para esses, mas estou indecisa
Brazil is something else… 🇧🇷❤️
Obra Equilíbrio do artista cubano Osmany Betancourt e dó norte-americano David Griesmyer, em Havana.
#fotografia #arte #cuba #havana
Valência entre o Calor Tropical e o Clamor do Mundial: Uma Crónica de Sobrevivência, Património e Cultura
Dois factos distintos marcaram esta viagem a Valência — terceira cidade espanhola em número de habitantes, muito equivalente a Lisboa, incluindo as respetivas áreas metropolitanas: o clima e o Mundial de Futebol.
Não me interpretem mal. Tive o maior prazer em visitar os principais destinos turísticos da cidade, embora não tenha ido a banhos, como sucede com grande parte dos visitantes, e não deixarei de destacar os locais que mais me marcaram. Sucede, porém, que o clima e o Mundial de Futebol se sobrepuseram, por coincidência ou não, a qualquer outro fator nas memórias que trouxe desta viagem.
O futebol porque, sem querer, me vi envolvido nos dias de expetativa que antecederam a grande final entre a Espanha e a Argentina, experimentando a febre do jogo e a explosão de alegria com a conquista, pela seleção espanhola, da sua segunda Copa do Mundo.
O clima porque, por coincidência ou não, apanhei quase uma semana de calor intenso e uma humidade acima dos 80%, o que transformou esta experiência em muito mais do que simples turismo: foi quase uma lição de sobrevivência num clima tropical. Isto depressa nos converteu em adeptos fervorosos da siesta das 14:00 às 18:00, por impossibilidade física de dar uma dúzia de passos na rua sob o sol a pino, sem correr o risco de um ataque de asma ou de um desfalecimento por desidratação.
Com tão importantes circunstâncias, não admira que o turismo tenha resvalado para segundo plano. Resta acrescentar que finalmente comi paella em Valência, o que me permitiu reconhecer que qualquer semelhança com o "nosso" arroz à valenciana é pura coincidência.
Os Tesouros da Cidade: História, Arquitetura e Praças Emblemáticas
Os pontos altos da deslocação passaram, como sempre, pela história e pela cultura da cidade, a verdadeira motivação das minhas viagens, revelando-se num património arquitetónico absolutamente avassalador que se estende por cada esquina.
A Catedral e a Praça da Virgem (Plaça de la Mare de Déu): A Catedral é belíssima, abrigando a Capela do Santo Cálice e o respetivo museu. Perdoem-me se as condições climáticas não me encorajaram a subir os mais de duzentos degraus da Torre do Miguelete para tirar uma fotografia panorâmica; contentei-me em registar belas imagens da torre a partir da Praça da Rainha. Bem perto, a vibrante Praça da Virgem constitui o coração histórico e espiritual da cidade, coroada pela magnífica Basílica da Virgen de los Desamparados e pela emblemática Fonte do Turia, onde o repuxo central evoca o antigo caudal do rio e as acequias de regadio da Horta de Valência.
La Lonja de la Seda: Verdadeira obra-prima do gótico civil valenciano e classificada como Património Mundial da UNESCO. Este antigo mercado da seda impressiona pelo Salão das Colunas (Salón de las Columnas), cujas colunas helicoidais se elevam como palmeiras de pedra para sustentar abobadadas ogivais complexas. É um testemunho esplendoroso da opulência comercial da Valência medieval e renascentista.
A Igreja dos Santos Juanes e o seu Espetáculo Multimédia: Situada mesmo em frente à Lonja, esta igreja barroca destaca-se pela sua imponente fachada e rica decoração interior. Recentemente, ganhou um fôlego renovado ao integrar um inovador espetáculo multimédia de projeções imersivas nas suas abóbadas, permitindo redescobrir os frescos históricos através de tecnologia de ponta, numa fusão surpreendente entre o sagrado e o digital.
As Torres de Serranos e de Quart: Monumentais vestígios das antigas muralhas medievais da cidade. As Torres de Serranos, imponentes e bem preservadas, funcionavam como a principal porta de entrada norte, exibindo uma arquitetura militar defensiva impressionante. Já as Torres de Quart, marcadas pelas cicatrizes visíveis dos disparos de canhão durante a Guerra da Independência contra as tropas napoleónicas, oferecem uma janela fascinante sobre as lutas que moldaram a identidade local.
O Centro Arqueológico de La Almoina: Um dos sítios arqueológicos subterrâneos mais importantes de Espanha. Situado junto à Catedral, permite uma viagem no tempo fascinante através de milénios de história sobrepostos — desde a fundação romana de Valentia no século II a.C., passando pelos períodos visigótico e islâmico, até à era medieval cristã.
A Praça do Ayuntamiento, a Estação do Norte e a Praça de Touros: A Praça do Ayuntamiento é a vasta ágora civil da cidade, dominada por edifícios majestosos como a Câmara Municipal e os Correios, sendo o epicentro de grandes eventos e das famosas mascletàs das Fallas. A poucos passos ergue-se a Estação do Norte (Estació del Nord), uma joia do modernismo valenciano inaugurada em 1917, decorada com mosaicos de cerâmica inspirados nos campos de laranjas locais. Imediatamente ao lado, a monumental Praça de Touros, de inspiração neoclássica, semelhante ao Coliseu de Roma, encerra este polo monumental de inegável grandiosidade urbana.
O Palácio do Marquês de Dos Aguas: Um palácio barroco cuja fachada principal esculpida em alabastro é de uma exuberância barroca desconcertante, desenhada para demonstrar o poderio nobiliárquico. No seu interior aloja-se o Museu Nacional de Cerâmica, refletindo a longa tradição oleira e decorativa da região.
A Plaza Redonda: Um recanto urbano singular e pitoresco, de arquitetura circular e fechada, onde o casario tradicional abriga no centro uma fonte e pequenas lojas de rendas, artesanato e recordações, criando uma atmosfera intimista e acolhedora longe da confusão das grandes avenidas.
Museus e Centros de Arte Contemporânea
Museu de Belas Artes (Museu de Belles Arts): Considerado a segunda maior pinacoteca de Espanha, a seguir ao Prado em Madrid, apresenta uma preciosa coleção de arte antiga e moderna (até ao impressionismo, com destaque para o herói local Joaquin Sorolla y Bastida). Sobressaem os retábulos medievais pela quantidade, diversidade, cor e, sobretudo, pelo extraordinário estado de conservação e restauro — raramente vi uma coleção tão bem cuidada, rivalizando com o melhor que se faz na Europa. Para coroar a experiência, a entrada é totalmente gratuita, incluindo as exposições temporárias. Excelente.
IVAM (Institut Valencià d'Art Modern): O primeiro museu de arte moderna criado em Espanha, fundado em 1989. É uma referência incontornável na vanguarda artística internacional e valenciana, com coleções permanentes marcadas pela escultura do século XX e exposições temporárias de grande arrojo conceptual.
Centre del Carme Cultura Contemporània (CCCC): Instalado num antigo convento carmelita, este centro transformou-se num laboratório dinâmico e experimental de arte contemporânea, design e inclusão social. A beleza arquitetónica dos seus claustros góticos e renascentistas contrasta de forma brilhante com as instalações artísticas provocatórias e efémeras que acolhe.
Centro Bancaja: Situado num edifício reabilitado no centro histórico, constitui uma sala de exposições de referência na cidade, acolhendo mostras temporárias de grande prestígio nacional e internacional, ligando a grande pintura clássica e moderna ao mecenato cultural contemporâneo.
A Cidade das Artes e das Ciências (Ciutat de les Arts i les Ciències)
Impressionante complexo arquitetónico, cultural e de entretenimento futurista, projetado por Santiago Calatrava e Félix Candela, que se tornou rapidamente um símbolo da cidade. Vale sobretudo pela arquitetura:
Palacio de Las Artes Reina Sofía: O edifício da Ópera, aberto apenas para espetáculos.
L'Hemisfèric: Cinema IMAX com programação lúdica e científica, voltado sobretudo para o público infanto-juvenil.
Museu das Ciências Príncipe Felipe: Apesar do tamanho colossal, não passa de um museu de ciência viva de três pisos que acusa já alguma decadência.
El Umbracle: Grande passeio ajardinado sob arcos góticos modernos, repleto de plantas tropicais e esculturas. Infelizmente, está concessionado a um bar-discoteca, sendo acessível apenas para eventos às sextas e sábados à noite ou para festas particulares.
L'Àgora: Estrutura multifuncional pontiaguda que acolhe o CaixaForum Valência. Aberta ao público, mas com exposições também muito direcionadas para os jovens.
L'Oceanogràfic: O maior aquário da Europa, com mais de 45.000 criaturas de 500 espécies. A organização do espaço é original, combinando áreas subterrâneas, subaquáticas e de superfície, além de um tanque para espetáculos com golfinhos e leões marinhos. Impressiona mais pela extensão do que pela arquitetura, mas visitá-lo num domingo de calor sufocante e com o recinto a abarrotar deixou-me poucas saudades.
Praias, Mercados e o Pulso Urbano
As praias de Valência são imensas em largura e extensão, o que evita a aglomeração humana que senti no Oceanogràfic. Contudo, como não sou apreciador de praia, limitei-me a passear à noite pela zona de restauração, onde comi por duas vezes (incluindo uma excelente paella de marisco). Quanto à marina, a menos que tenha 18 anos e procure música altíssima e multidões eufóricas, o melhor é esquecer: é pior do que Albufeira!
No lado mais agradável, destaco os mercados:
Mercado Central: Enorme, com uma variedade de oferta que não fica nada a dever à famosa Boqueria em Barcelona.
Mercado de Cólon: Uma imponente estrutura de ferro e tijolo de arquitetura modernista, localizada no coração do elegante bairro de l'Eixample. Um antigo mercado de frescos transformado num espaço gastronómico e de lazer imperdível.
O resto é caminhar pelos bairros históricos, sentir o pulsar urbano (de manhã e à noite, pois à tarde são um deserto), beber uma Agua de Valência — o cocktail local que junta sumo de laranja natural com cava, vodka e gin — e desfrutar do enorme Jardim do Turia (Jardí del Túria). Trata-se do maior parque urbano linear de Espanha, com cerca de 9 quilómetros de comprimento, instalado no antigo leito do rio que foi desviado após a grande inundação de 1957.
Tudo isto, claro, se conseguir ter fôlego para enfrentar o clima tropical que o verão nos oferece. Para a próxima, o melhor será ir na primavera, a não ser que a praia seja a sua prioridade e leve protetor solar de fator elevado e esteja disposto à sua reaplicação a cada 2 horas, ou após banhos e transpiração excessiva.

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Explore as magníficas cavernas subterrâneas da Península Ibérica, moldadas por milhares de anos por processos geológicos, com estalactites colossais e lagos subterrâneos surrealistas
Barcelona