Ainda que eu não esteja preparado para esta Profecia, eu que não me casei, eu sem hinos, eu sem Céu, sem meta na bem-aventurança, ainda assim te adorarei.
— Kaddish (para Naomi Ginsberg 1894-1956)
Livro: Uivo, Kaddish e outros poemas
seen from United States
seen from China
seen from United States
seen from Malaysia

seen from Malaysia

seen from Brazil

seen from Malaysia
seen from China
seen from United States

seen from United States
seen from Malaysia

seen from Türkiye
seen from Russia
seen from Chile
seen from United States

seen from United States

seen from Malaysia
seen from Malaysia
seen from Japan
seen from China
Ainda que eu não esteja preparado para esta Profecia, eu que não me casei, eu sem hinos, eu sem Céu, sem meta na bem-aventurança, ainda assim te adorarei.
— Kaddish (para Naomi Ginsberg 1894-1956)
Livro: Uivo, Kaddish e outros poemas

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
Canção
O peso do mundo
é o amor.
Sob o fardo da solidão,
sob o fardo da insatisfação
o peso
o peso que carregamos é o amor
Quem poderia negá-lo?
Em sonho nos toca
o corpo
em pensamentos
constrói
um milagre,
na imaginação
aflige-se
até tornar-se
humano-
sai para fora do coração
ardendo de pureza-
pois o fardo da vida
é o amor,
mas nós carregamos o peso
cansados
e assim temos que descansar
nos braços do amor
finalmente
temos que descansar nos braços
do amor
Nenhum descanso
sem amor,
nenhum sono
nem sonhos
de amor-
que esteja eu louco ou frio,
obcecado pro anjos
ou por máquinas,
o último desejo é o amor
-não se pode ser amargo
não pode ser negado
não pode ser contido
quando negado:
o peso é demasiado
-deve dar-se
sem nada de volta
assim como o pensamento
é dado
na solidão
em toda excelência de seu excesso.
Os corpos quentes
brilham juntos
na escuridão,
a mão se move
para o centro
da carne,
a pele treme
na felicidade
e a alma sobe
feliz até o olho-
sim, sim
é isso que
eu queria
eu sempre quis,
eu sempre quis voltar
ao corpo
em que nasci.
-Allen Gisnberg. Uivo e outros poemas.
Quando o Lobo uiva, significa que a Lua está encantadora.
(...)o poema, sendo histórico, também faz história. É histórico porque cada obra é escrita em uma determinada circunstância, em um contexto. Relaciona-se, nem ah e seja para negá-los ou transformá-los com esse contexto: com os valores, a ideologia, a linguagem e a organização de sua sociedade. Contudo, também faz história, não apenas pela influencia sobre outros autores reaparecendo em seus textos, mas porque produz ideologia, percepção e representação do mundo. Se a consciência, a sociedade e o mundo são um produto da linguagem, então a operação feita pelo poema, a criação e transformação da linguagem, é transformação do real, ou, ao menos, da consciência da realidade.
Cláudio Willer - Introdução ao Uivo, de Allen Ginsberg.
O som
É sentido na Rua vitoriosa.
Imortais bêbados de vinho Andam como Soldados marchando para Paris.
A angústia oculta toda beleza Que escorre feito pura agua Com sabor de mentira Dos nossos olhos.
Minhas mão abençoadas.
Bukowski, Niet, Kerouac, Rimbaud E outros Pulam dos seus túmulos Para uma ultima risada.
O som das risadas.
O som dos pintos e das bucetas.
O som do relógio
O meu som.
Imortais como garrafas De vinho e baratas.
Relâmpagos da dor, Esqueletos querem Minha carne e Minha alma.
Eles a jogaram no fogo Eles a jogaram na loucura.
E o som Sera como fogos de artifícios.

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
Pobre flor morta? Quando foi que você esqueceu que era uma flor? quando foi que você olhou para sua pele e resolveu que era uma suja e impotente locomotiva velha? o espectro da locomotiva? a sombra e vulto de uma outrora poderosa locomotiva americana louca? Você nunca foi uma locomotiva, Girassol, você é um girassol!
— Sutra do girassol 181 (Berkeley, 1955)
Livro: Uivo, Kaddish e outros poemas
Força a pena pelo corpo Toda chaga empobrecida De uma vertente cálida Entre amar o pranto e odiá-lo Não vá o mundo que lhe faz sol Pois és fruto puro de escárnio Se não isso, o querem como jantar E temem comer algo vivo Os sete infernos Bem distribuídos em pares Leste e sul, norte e oeste Quantos araras seriam preciso para fazer-te céu? Saudei o beijo que dei na ferida Que de fato era minha Seria mais uma encenação da cura Do que propriamente fetiche Segundas morfológicas fazem-me besta Correndo por entre os contrários Sendo batizado por sete engenheiros Como o gado pronto desgarrado do rebanho Não vá aonde não existires Pois lhe inventarão algo Uma infâmia e uma amante Amanhã será confrontado por juristas burros Dei-te o uivo com minha fome A faminta boca balbuciava Algo como primaveras sentimentais Ausência solvida em parentescos Já fora único, hoje culpa Comendo a relva alta do jardim Tão inconveniente como a maçã Também inventada por denúncias míopes
O Pior Dos Dias No Olho Da Mosca, Pierrot Ruivo