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Train to Busan (2016)

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Train to Busan: Peninsula (2020)
Peninsula isn't on the same level as Train to Busan. You can’t associate deeper meanings to the characters or their actions. Its characters are not as well developed as the ones we saw in its predecessor (whom this is a standalone sequel to). Thanks to a great chase scene and the film bringing something new to the genre by (essentially) crossing over the undead with Mad Max, I don't think you'll mind too much.
Four years after a zombie outbreak in South Korea, former Marine Corps Captain Jung-Seok (Gang Dong-won) and his widowed brother-in-law Chul-min (Kim Do-yoon) are offered a life-altering job. Inside the undead-riddled Peninsula is an abandoned truck filled with US$20 million. Along with two more specialists, they must retrieve it at night when the ghouls will be unable to spot them and bring it to a rendezvous point. Once inside, they're shocked to discover survivors in the ruins.
I like this setup. Most zombie movies deal with that first wave. We've witnessed it already. What's next? A heist with zombies in it. This is something I wish more movies would do. Imagine kidnappers being chased by a determined special ops team… while a giant monster attacks the city. Mixing two genres might just be so crazy, it works. But we’re not done introducing new elements. Once arrived at the peninsula, we meet the film’s real villains: Unit 631, a rogue militia group led by Sergeant Hwang (Kim Min-jae). It isn’t revolutionary to see survivors who have lost all sense of civilization and now entertain themselves with gladiatorial-like games - The Walking Dead did it early on (but then again, after going on for 193 issues, what HASN’T it done?) but it does make this follow-up different from the first.
The biggest flaw with Peninsula is that even when it is doing something new for this “series”, it won't blow your mind and the filmmaking/storytelling isn't on a level high enough to fully make up for it. This time, we are following far more characters (in addition to the numerous villains, there are friendly survivors too, played by Lee Jung0hyun, Kwon Hae-hyo, Lee Re, and Lee Ye-won), in a bigger world, in a more complex story. All of these balls to juggle prevent writers Park Joo-Suk and Yeon-Sang-ho (who also directs) from making this more than what you see on-screen. This doesn’t prevent this sequel from being fun, however. There’s a long chase sequence - very reminiscent of “The Road Warrior” that’s fast-paced and exciting. It’s too bad the movie doesn’t end with it and instead goes for a dramatic conclusion that doesn’t come out of nowhere but feels forced nonetheless.
It isn’t that the good just barely edges out the bad in Peninsula, it’s that compared to its predecessor, this is a letdown. Still, I wasn’t sorry to have sat through it, and for all the territory that’s being retreaded, there are enough novel little bits to make this worth seeing for the fans. (April 3, 2021)
What's that smell? Yes! Its a new episode from #fridaynightwinefight here is a little peak of what's coming up tomorrow
Invasão Zumbi - Train to Busan
Assisti Invasão Zumbi ontem (novamente) com o meu irmão e precisei escrever sobre ~ aqui vão alguns pensamentos inquietantes sobre o filme {alerta spoiler} .
O filme (2016), dirigido por Yeon Sang-ho, começa em Seul, onde Seok Woo é um administrador de investimentos divorciado e obcecado por seu trabalho. Ele vive com sua mãe e sua pequena filha, Soo-an. Na véspera de seu aniversário, a menina pede ao pai que a leve para Busan para ver sua mãe. Porém, a trajetória até Busan torna-se um grande desafio pela sobrevivência quando todos a volta começam ~ misteriosamente ~ a transformarem-se em zumbis. Nesse contexto, começamos a nos deparar com outros personagens coadjuvantes, sendo os mais notórios, Sang-hwa e sua esposa grávida Seong-kyeong, um mendigo (cujo o nome não é apresentado) e Yon-suk /o maldito/.
Seok Woo parece ser um especialista em deixar pessoas inúteis para trás, como bem classifica Sang-hwa em uma de suas falas no filme,
sendo um administrador de investimentos de sucesso, ele é bem caracterizado no filme como uma pessoa que é capaz de sobreviver a qualquer custo, sem se importar com os outros ao redor. No entanto, dentro das circunstancias extraordinárias em que encontra-se, ele é obrigado a trabalhar em grupo. Seok Woo representa ~ em minha concepção ~ uma pessoa que está totalmente imersa em um sistema de alienação, sem a capacidade mínima de reflexão sobre o que se passa ao seu redor. Ele está engessado, trabalha como máquina - ele é a típica representação do cidadão bem sucedido dentro de uma sociedade capitalista. Mais de uma vez no decorrer do filme, ele reprime na filha (Soo-an) qualquer traço de empatia com o próximo. No entanto, a pequena é uma fada educada e empática ~ o que parece ter herdado de sua mãe. Em uma das cenas do filme, o Yon-suk aponta para o mendigo e diz para a garotinha que se ela não estudar, vai terminar igual ao mendigo. Em resposta, ela diz que sua mãe avisou para ela que todos que falam isso (o que ele disse sobre o mendigo) não são boas pessoas.
Em outro momento do filme, quando seu pai não quer ajudar as outras pessoas a sobreviver, a fadinha desabafa “Você só pensa em você. Por isso, a mamãe foi embora.” .
A Soo-an é uma garotinha que anseia atenção do pai, não entende o mundo a sua volta, nem consegue aceitar o individualismo exacerbado que seu pai exala. Na minha perspectiva, ela representa aqueles que não entendem o mundo dos adultos, pois não faz sentido a forma que eles vivem. Ela é gentil e se preocupa com o bem-estar dos outros, características que seu pai desaprova - porque esses traços não são vantajosos em uma sociedade competitiva como a nossa. Por um lado, entendo que Seok Woo deseja o melhor para a filha, e dentro da própria percepção de mundo dele o melhor significa ser bem sucedido. Em uma sociedade capitalista é normalizado a desigualdade, e essa é explicada por inúmeras teorias, mas a que prevalece no senso comum é que o mundo é apenas meritocrático, o resto é papo de comunista.
Voltando ao enredo, os personagens tentam sobreviver aos zumbis de duas formas, uns em coletivo e os outros de forma individualista. Os pequenos grupos coletivos conseguem se proteger melhor, mas as atitudes individualistas fora do grupo é que sempre desencadeiam tragédias. Yon-suk, um dos personagens principais já citados, é um maldito que sozinho é responsável pela morte de quase todos no filme. Sinceramente, eu nunca odiei um personagem tanto quanto odiei esse. Ele é altamente individualista e egocêntrico, é aquele persona que tem todas as características deploráveis dos humanos.
Ou seja, grupo coletivo é responsável por todas as cenas que nos dão esperança na humanidade ~ no fim das contas. Sang-hwa, meu personagem preferido, é um rabugento que consegue cuidar da mulher e dos outros em meio ao caos, o cara é um líder empático nato. Ele inclusive consegue livrar da morte certa Seok Woo e Soo-an - várias vezes. No entanto, infelizmente, ele acaba morrendo para salvar todos ~ chorei muito ~ em uma cena comovente. Por fim, ele encerra sua passagem no enredo pedindo a Seok Woo que cuide para que sua esposa chegue a salvo em Busan. Mas o que merece ser destacado aqui - uma das partes mais significativas para o contexto da obra - é uma fala de Sang-hwa quando ele diz que aposta que Seok Woo nunca teve tempo para brincar com a filha, mas que um dia ela entenderá o porquê.
Por outra perspectiva, trago uma crítica a tal ideia. Tendo em vista que o marxismo pontua que o salário equivale ao tempo que trabalhador perde em seu ofício - na realidade, não paga em equivalência de forma alguma, mas segue esse sentido. Na minha percepção, a fala de Sang-hwa é o que dá legitimidade para que os pais se matem de trabalhar em prol de um futuro melhor/seguro para seus filhos, é o discurso que dá validade a todo um contexto sem sentido. Sem sentido porque a maioria só sobrevive, não vive (no sentido de aproveitar a vida). O trabalho é alienado, e toda a reflexão filosófica sobre essa questão ainda não foi capaz de superar essa problemática. Talvez porque os filósofos não seguiram a ideia de Marx, que nos disse que a questão não se trata só de descrever o mundo ~ mas sim, de mudá-lo. Talvez por que a estrutura do capitalismo ainda esteja impedindo novas ideias. Há muitos talvez, enfim. A fala de Sang-hwa dá um alento a Seok Woo, mas é apenas uma fantasia que o autor trata de desmitificar no decorrer do filme.
Eu já informei que esse texto contém spoilers!!!
Graças ao maldito Yon-suk, chegamos aos momentos finais do filme com apenas quatro personagens vivos - havia um trem lotado de pessoas ~ aqui explicasse o adjetivo usado para Yon-suk. Continuando, os quatro são: Seok Woo e sua filha, Seong- kyeong a esposa de Sang-hwa e o próprio Yon-suk. Ao conseguirem embarcar no único vagão para Busan não imaginam que Yon-suk está contaminado - sim, o maldito ainda vira zumbi. Yon-suk transformado briga com Seok Woo.
Seok Woo é mordido ao tentar impedir que Yon-suk contamine Seong-kyeong, ou seja, ele protege a mulher de Sang-hwa a custo da própria vida. Antes de se transformar ele se despede da filha, e a deixa chorando inconsolável nos braços de Seong-kyeong.
Seok Woo corre até o fim do vagão e no último momento de lucidez ele chora destruído por não poder ficar com sua filha. Então, ele lembra de um momento feliz
e sorri.
A cena é emotiva, muito pesada. No final, tudo o que um pai tinha era sua filha. E a única cena que foi capaz de minimizar sua dor, nenhum dinheiro é capaz de comprar (nas palavras do meu irmão).
Tudo o que ele queria, era mais tempo - vida.
Assim, entendo que o capital não consegue comprar aquilo que nos toma, nosso tempo. Nenhum dinheiro trará a vida de volta. Nesse contexto fictício, o autor mostra como a frase de Sang-hwa ~ quando ele diz que aposta que Seok Woo nunca teve tempo para brincar com a filha, mas que um dia ela entenderá o porque ~ é desmitificada. O que me leva a lembrar dos discursos daqueles que já morreram ou estão com doenças terminais, a maioria queria ter aproveitado mais a vida e as pessoas ao redor (...) nós vivemos como o amanhã nos fosse dado, é tudo tão acelerado. A vida mesmo, não parece ser hoje, parece tá lá no futuro.
Dentro desse loop infinito da sociedade capitalista todos trabalham em prol de uma vida que nunca vão alcançar, porque nunca se consegue o suficiente. É claro que alguns donos de produção conseguem viver ~ aproveitar a vida mesmo ~ mas a custa do tempo de vida dos outros.
No fim do filme, as duas chegam a Busan.
Porém, estão na mira dos soldados. Sim, eles tem ordem para atirar nos “desconhecidos” porque não podem verificar de longe se são uma ameaça ou não. No entanto, a pequena fadinha Soo-an começa a cantar ~ o que é um tiro nos nosso corações ~ pois ela canta a música que havia ensaiado pro seu pai, mas não teve a oportunidade. Eu preciso explicar que em uma cena anterior a menina conta ao pai que não havia conseguido se apresentar na escola porque tinha preparado a apresentação para ele, mas como não viu ele na platéia, não cantou. No fim da cena, ela pergunta se ele ficará com ela (a partir daquele momento).
Então, no fim, o milagre é causado pelo som da música, porque os soldados não atiram ao perceber que apenas um humano poderia está catando. O que me lembra que uma das nossas especificidades como humanos é a linguagem, a função superior que nos humaniza. Dessa maneira, o filme termina com as duas supostamente salvas em Busan, seguras com os soldados.
Mas a cena que não nos permite a felicidade com o final do filme, é o desespero de Soo-an - uma menina que não entende o mundo, mas que já ansiava pela presença de seu pai muito antes da morte dele. Em um contexto realista, ela realmente vai entender o porque de seu pai não ter tido tempo para ela. No entanto, espero - que assim como eu - ela tenha a percepção de que não necessariamente precisamos viver dentro desse sistema ~ cena para os próximos capítulos.
No fim, o que o filme parece gritar para nós é que “o capital não vale aquilo que nos toma, tempo”.
- Texto por Larissa Gomes, revisão ortográfica Vitória R.
The Classic(2003) VS The boy next door/some guy(2017)🤣🤣🤣🤣

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