Amanhecer na Colheita [pg. 51]
[...]Sinto uma pontada no peito e me pergunto se o coração de uma pessoa pode se partir de verdade. Provavelmente. A expressão 'de coração partido' tinha que vir de algum lugar. Imagino meu coração partindo em uns dez pedaços vermelhos e reluzentes, as bordas afiadas e irregulares cortando minha carne a cada batimento. Pode não ser científico, mas combina com o que estou sentindo. Parte de mim pensa que vou morrer agora, sangrando por dentro. [...]
















