Olhei para o céu só para ver qual era a sensação. Fingi que pensava antes de lhe falar sobre a secreta sensação de alegria que eu guardava no peito, esperando, esperando, esperando que alguém percebesse que eu me levantava toda manhã, sem qualquer razão aparente para viver, mas eu me levantava, e era só por causa daquela alegria secreta, o amor de Deus, no meu peito.
Baixei o olhar do céu para os olhos dele e disse, Não foi culpa sua.
Desculpei-o pela capa e por tudo mais. Por não ser um Novo Homem, ainda. Caímos então no silêncio; ele não me fez mais perguntas. Eu ainda estava feliz por estar ali sentada ao lado dele, mas era só porque espero muito, muito pouca coisa de gente comum, e ele agora tinha passado a ser Gente Comum.