mesmo que não estivesse em gamsiin desde jovem, haviam certas coisas que estavam acostumado a, que pareciam se repetir dentro da cultura mutante — como se referia às atividades anuais que presenciou em ambas as instituições, fosse para torná-las mais normais e menos desumanas, ou apenas para ter como se referir a elas, tal sendo ambíguo até dentro dos pensamentos do wang. a semana de exibição mutante não foi estranha a si, ao menos, não os básicos dela: humanos vendo mutantes usarem seus poderes como se eles fossem algum tipo de atração, embora tenha ouvido alguns os chamarem de circo.
a diferença, o que fazia gamsiin tanto mais confortável quanto mais aterrorizante, era que aquele evento parecia tão mais... festivo. um ambiente que pais levariam suas crianças sem problema algum, e eles se divertiriam e ririam e acabariam com uma foto no álbum de família. não era promovido como um evento que o Wang Junkai pequeno e amedrontado não poderia participar de e nem ver, que só poderia ouvir sobre e torcer para nunca participar de.
de certa forma, ambos lhe davam o mesmo sentimento — um apertado no estômago e a sensação de que deveria sair correndo, não olhar para trás e fugir de tudo que tentasse lhe parar. e novamente, não havia diferença: não tinha aonde ir antes e não tem aonde ir agora. o que lhe restava era olhar para frente e torcer pelo melhor.
seria o que pensaria se fosse como os outros — se fosse poderoso e determinado e forte e ambicioso, se aquela batalha tivesse algum sentido para si, uma função para o seu futuro, significasse alguma coisa para seus poderes. do contrário, torcia pelo menos pior, porque não havia função alguma ali. não tinha intenção ou capacidade alguma para virar um guerreiro, muitas vezes questionando para quê, exatamente, estava treinando em gamsiin. para que lhe considerassem inofensivo ao sair? — era inofensivo desde o dia em que nasceu, desde quando era só uma criança sem noção alguma do que a vida lhe havia reservado, desde que foi abandonado, jogado fora por não ser normal, desde todas as vezes em que fugiu de todos que lhe pareciam malvados, desde que viu os eventos da exibição e pensou que seria muito melhor se dedicar a mostrar flores e pássaros a criancinhas do que ir a uma batalha que estava nítido que perderia.
se pensasse bem sobre, não houve um dia que não sentiu-se inofensivo. inofensivo diante dos mutantes, inofensivo diante dos humanos, inofensivo diante de seus próprios problemas, desde os pequenos até os mais catastróficos.
de qualquer jeito, lá estava. terceira batalha do dia. wang junkai contra um nome que ficou como um ruído por seus ouvidos.
pouco se lembra da batalha senão dos gritos ensurdecedores e do medo que sentiu ao adentrar o local da batalha — do que ele faria, do que seu oponente poderia fazer, e do que diriam ao perceberem que não podia machucar uma mosca sequer nem que fosse num acidente. “tudo ficará bem. olhe para onde ele olhar e lembre-se de não fugir.” murmurou a si mesmo, num tom reconfortante que mal chegou ao seus ouvidos, os gritos dos humanos permanecendo no caminho de suas palavras — quando menos percebeu, era a sua vez de lutar por nada.
e nada lutou, ao final — tentou parar seu oponente, segurá-lo no lugar e manter suas mãos longe de seu corpo — não fugiu usando as pernas, mas os braços. fugiu dos ataques do outro, e lembra-se bem de ver o quão confuso esse parecia diante da falta de ataques de junkai. até o meio da batalha, parecia pegar leve, permiti-lo levantar e tentar de novo toda vez que caía; até, é óbvio, os humanos se tornarem impacientes demais. se levantou, mais uma vez, as pernas já desistindo de mantê-lo no lugar, e apenas balançou a cabeça diante do outro. se viu, em segundos, derrubado ao chão, uma dor zunindo em sua cabeça junto de insetos que, de alguma forma, chegarem até si ao sentirem que estava em perigo; os assegurou que nem ele pôde fazer algo sobre tal, quem dirá os pequeninos.
foi retirado do campo carregado, acompanhado de gritos e xingamentos de humanos, que consideraram a batalha inútil, já que o resultado estava claro desde o início. percebeu, somente horas depois, ao ouvir da batalha seguinte a sua, que seu oponente não usou nada de seus poderes contra ele. ao sentar-se, no final da tarde, no parque próximo a gamsiin, se sentiu imensamente grato a ele enquanto relaxava no gramado, ouvindo um burburinho dos animais que se encostaram próximos às suas feridas — comentavam consolações, zombarias, brigavam consigo e questionavam por quê não havia lutado de volta. respondeu, simplesmente, “porque eu não tinha como”. os comentários entre eles cessaram, voltando pouco tempo depois, com mais consolos, alguns menos vazios do que aqueles que recebeu de alguns colegas.
e ali, se sentiu tão achado e perdido ao mesmo tempo. pensava sobre o que seria dali para frente, e pensava no que poderia ter sido — não fossem seus poderes, seus defeitos, quem seria wang junkai? e, com todos estes, quem ele será? entre realidades alternativas e hipóteses que nunca serão exploradas, concluiu e contou às borboletas que gostaria de ser feliz, algum dia. gostaria de sentir o alívio daquele momento pelo resto de sua vida, sentir que, não importa quão difícil foi seu dia, poderia deitar ao chão e sorrir.
mas junkai sorria só ao pensar nisso. sorria ao pensar que, um dia, poderia ser feliz e estar contente com sua vida. sorria, mas por aquilo que talvez nunca viria, ao invés de sorrir pelo que tem ou pelo que já teve. afinal, não havia pelo que sorrir diante destes.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality✓ Free Actions
Free to watch • No registration required • HD streaming