Reencarnação.
Quando o amor se torna doença?
Eu não sei.
Mas sei que meu mundo era tão colorido, antes.
E ele continuou sendo, quando te conheci.
E continua e continua enquanto teu coração bate, enquanto o ar entra no teu corpo.
Ele sempre estará colorido, enquanto você estiver vivo.
A diferença de antes é que quando eu te conheci, eu também estava conhecendo o mundo, e ele se abria pra mim.
Você se lembra daquela menina que eu era?
Da primeira vez que nos vimos, eu com aquele vestido de oncinha, você com o cabelo amarrado e os olhos tão redondos que eu me perdi dentro deles a partir do primeiro segundo em que eu os vi?
Eu nunca havia acreditado ou deixado de acreditar em vida após a morte, vidas passadas. Reencarnação.
Mas essa sempre foi a única explicação.
Quando eu te olhei, jamais saberia explicar se não desta forma.
Era como se eu já o tivesse visto, como se você me conhecesse e eu o conhecesse mais do que qualquer coisa que existisse no mundo.
Foi a sensação mais louca e inexplicável.
Talvez um dia eu consiga explicar o amor.
Mas aquele dia? Aquela sensação?
Eu sei que jamais conseguirei.
E sei que jamais sentirei qualquer coisa parecida com isso.
Naquele momento, o mundo já não tinha mais cor.
Eu deixei de me importar com o mundo ou com o canto dos pássaros.
A cor, virou você.
Você se tornou o brilho.
Você se tornou cada batida do meu coração.
- Enquanto era madrugada
Autora: Alessandra Ruchel
via (death-can-take-us)
















