Oitavo OfÃcio
Enquanto eu tava caÃdo, não de fraqueza — de exaustão, o sistema bateu na minha porta querendo chave, acesso, senha… invasão.
Atestado no peito, mente em reconstrução, e os cara falando de função como se eu fosse extensão da função.
Mas não sou máquina, nem arquivo perdido em computador, o erro foi deles — e quiseram cobrar de quem já tava em dor.
Vieram tirar antes do tempo, sem aviso, sem noção, nem tinha virado o meio do atestado e já falavam em remoção.
Segurei.
Não no grito, não na confusão, segurei na postura e no pouco que restava de chão.
Perdi.
Ou achei que perdi, quando em janeiro vi publicado o que tinham tirado de mim.
Mas o tempo cobra, e a verdade não falha, o que é construÃdo com base não se perde em batalha.
Hoje voltou.
Não como favor, nem como sorte, voltou como resposta de quem atravessou o corte.
Não precisei implorar, nem baixar posição, só mantive firme o pouco que ainda era razão.
E agora eu vejo:
não era só função, era teste de limite no meio da pressão.
SESP foi cela, mente em contenção, mas eu saà de lá sem perder direção.
Hoje eu assino meu nome com outra visão:
não sou o cargo — sou quem sustenta a função.

















