Estava em um lugar cheio, com música, gente e uma festa qualquer.
Atravessando o ambiente como se tudo ao redor perdesse a importância. Linda, daquelas que não pedem atenção, mas inevitavelmente têm.
Nossos olhares se encontraram.
Um toque de braço, sutil, mas impossível de ignorar.
Me aproximei e pedi para fotografá-la. Disse que gostava de capturar a beleza quando ela simplesmente acontece.
Fechou os olhos, sorriu, fez várias poses, e em cada uma delas havia algo impossível de reproduzir.
Eu não consegui gravá-la apenas na minha galeria, mas também no meu pensamento, seu corpo. O cheiro do cabelo, o olhar, o sorriso, tudo ficou.
Talvez eu nunca mais a veja.
Mas aquela imagem permanece.
Mas, às vezes, não é sobre a câmera, é sobre o encontro que te atravessa e não vai embora.