Domingo, 25 de janeiro de 2026, SPFC e Cruzeiro fazem a final da Copa São Paulo de Futebol (Copinha).
O palco da final será o estádio do Pacaembu, agora com grama de plástico - que não exibe mais seu xadrez caracterÃstico - e sem o tobogã, que no local tem uma propaganda, ao mesmo tempo que cobre a construção de uma estrutura qualquer na parte de trás: desconfiguração e capitalismo vazio.
Vista a partir do tobogã do Estádio do Pacaembu, antes de sua destruição.
A Cazé TV, em sua transmissão, não faz questão de disfarçar quem está pagando pela festa. Ao mesmo tempo que a exploração temática "dos talentos e do futuro do nosso futebol" é a porta de entrada para a propaganda deixar a sua marca e fazer a cabeça dos jovens de todo o paÃs.
A palavra "talento" repetida 20× antes da proganda sair pela mesma boca que narra os gols do jogo. Uma estratégia infalÃvel para os detentores da catarse brasileira, além de definir a subjetividade dos desejos de consumo de uma nação fragilizada.
Qualquer análise polÃtica e social que não considera esse princÃpio invasivo - aqui evidente - e a usurpação dos valores de um povo, não faz senão uma análise mais rasa que a própria propaganda aqui discutida.






















