Ministério da Saúde inicia teste com semaglutida no SUS Projeto-piloto no Rio Grande do Sul vai acompanhar 250 pacientes do Grupo Hospitalar Conceição por dois anos....

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Ministério da Saúde inicia teste com semaglutida no SUS Projeto-piloto no Rio Grande do Sul vai acompanhar 250 pacientes do Grupo Hospitalar Conceição por dois anos....

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Anvisa proíbe plataforma de consulta online e entrega de medicamento
A Voy oferece tratamento para obesidade com canetas emagrecedoras Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Publicado em 26/06/2026 - 12:03 Brasília Versão em áudio
Reprodução: © Marcelo Camargo/Agência Brasil A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta sexta-feira (26) o funcionamento da plataforma Voy, que oferece tratamentos e avaliações de saúde personalizados para obesidade, mas que não está registrada como dispositivo médico.
“Plataformas que realizam a indicação de medicamentos e de suas dosagens se enquadram na categoria de software médico. Além disso, a empresa não está regularizada como farmácia ou drogaria e por isso não pode comercializar medicamentos de qualquer natureza”, informou a Anvisa. De acordo com comunicado da agência, a empresa responsável pela plataforma, a Revia Gestão de Negócios Ltda., não tem autorização de funcionamento para esse tipo de atividade. A proibição foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e proíbe a plataforma de oferecer e divulgar os serviços. A agência alertou ainda que medicamentos adquiridos fora de farmácias e drogarias que funcionem de forma irregular não têm qualquer garantia de origem, composição e qualidade. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Outro lado
À Agência Brasil, a Voy informou que recebeu "com surpresa" a notificação da Anvisa e destacou que a discussão se refere "exclusivamente ao enquadramento regulatório de um questionário digital e à sua eventual necessidade de registro como software". "Trata-se de uma questão estritamente administrativa, sem relação direta com a segurança dos pacientes, com a qualidade da assistência prestada ou com os medicamentos." A empresa esclarece que já adotou as medidas administrativas cabíveis e que a empresa permanece autorizada a operar normalmente. A Voy também informou que não comercializa e nem distribui medicamentos. Lei a íntegra da nota: A Voy recebeu com surpresa a publicação da notificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), uma vez que a discussão em questão se refere exclusivamente ao enquadramento regulatório de um questionário digital e à sua eventual necessidade de registro como software. Trata-se de uma questão estritamente administrativa, sem relação direta com a segurança dos pacientes, com a qualidade da assistência prestada ou com os medicamentos. É importante esclarecer que o processo está em andamento e ainda não há decisão definitiva da Agência sobre o tema. As medidas administrativas cabíveis já foram adotadas pela Voy e, nos termos da legislação, a empresa permanece autorizada a operar normalmente. A Voy enfatiza que não comercializa medicamentos, não realiza atividades de distribuição ou dispensação e, por essa razão, não se enquadra nas hipóteses legais que exigem Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE). A empresa permanece comprometida com a inovação responsável, a segurança dos pacientes, a ética, a transparência e o pleno respeito às normas regulatórias, aguardando com confiança o pronunciamento definitivo da Anvisa sobre essa discussão regulatória. *Matéria ampliada às 18h14 para incluir nota da empresa Voy Edição: Denise Griesinger
Anvisa proíbe plataforma de consulta online e entrega de medicamento
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta sexta-feira (26) o funcionamento da plataforma Voy, que oferece tratamentos e avaliações de saúde personalizados para obesidade, mas que não está registrada como dispositivo médico. “Plataformas que realizam a indicação de medicamentos e de suas dosagens se enquadram na categoria de software médico. Além disso, a empresa não está…
Um em cada quatro brasileiros não sabe que o câncer pode ser prevenido
Mais da metade da população não sabe que sedentarismo é fator de risco Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil Publicado em 03/06/2026 - 09:00 Rio de Janeiro Versão em áudio
Reprodução: © Paulo Pinto/Agência Brasil Um em cada quatro brasileiros desconhece que o câncer é uma doença que pode ser prevenida. A informação faz parte do relatório Mais Dados Mais Saúde - Percepções da população brasileira sobre fatores de risco para o câncer, divulgada nesta quarta-feira (3).
O estudo investigou de que forma a população percebe e se relaciona com alguns fatores de risco para o câncer como tabagismo, bebidas alcoólicas, alimentos ultraprocessados e sedentarismo. De acordo com Instituto Nacional de Câncer (Inca), são estimados 781 mil casos novos de câncer por ano no triênio 2026/2028. O volume representa aumento de 10,9% em relação ao período anterior, impulsionado pelo envelhecimento da população e por hábitos de vida. A pesquisa é a primeira edição de abrangência nacional que investiga o conhecimento dos brasileiros em relação à prevenção do câncer, incluindo o que pensam e fazem sobre o assunto. O estudo foi realizado pelas organizações Umane e Vital Strategies, com apoio do Instituto Devive e parceria técnica do Inca. Foram entrevistadas 6,5 mil pessoas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.
Fatores de risco
Enquanto alguns hábitos, como o fumo e a exposição solar sem proteção são mais percebidos pela população como perigosos, outros não são vistos como fatores de risco para o câncer. É o caso do sedentarismo, por exemplo, que aparece nas últimas posições dessa lista. Menos da metade dos brasileiros (48,3%) acha que a falta de atividade física favorece o desenvolvimento da doença. Na avaliação da Chefe da Divisão de Pesquisa Populacional do Inca, Luciana Grucci Moreira, percebe-se uma melhora no Brasil em termos de percepção da população, especialmente em comparação aos estudos internacionais. O maior exemplo disso é o fumo, que apresenta reconhecimento de fator de risco bastante elevado entre a população adulta brasileira: 90,5% disseram saber que fumar causa câncer. Os outros dois fatores com maior índice de percepção são herança genética (89,4%) e exposição solar excessiva (88,3%). Já outros fatores não são percebidos da mesma forma pela população como bebidas alcoólicas, apontadas como fator de risco por 71,3%, bem como alimentos embutidos como presunto e salsicha (70,7%), e ultraprocessados como macarrão instantâneo, salgadinhos e sorvete (65,6%). Para a especialista, a principal diferença para os distintos graus de percepção são políticas públicas e campanhas informativas, como as implementadas em relação ao cigarro nas últimas décadas. “Advertências em embalagens, impostos para elevar o preço do tabaco, ambientes restritos de fumo. Ou seja, um conjunto de políticas públicas e muita campanha informativa, de comunicação, que já foram desenvolvidas acerca do tabaco”, compara. Ela acredita que para ampliar a percepção da população, é preciso avançar em ações semelhantes para os outros fatores de risco. O estudo mostra, ainda, que a população desconhece que o aleitamento materno é um fator de proteção para o desenvolvimento do câncer de mama. A cada 10 entrevistados, 4 não sabiam dessa informação. “A mulher que amamenta tem uma proteção maior contra o câncer de mama quando comparada com aquela mulher que não tem oportunidade de amamentar”.
Obesidade
Já o sobrepeso e a obesidade são conhecidos como fator de risco para o câncer por apenas 54,1% da população. O mesmo ocorre em relação ao consumo de bebidas adoçadas (refrigerantes), baixa ingestão de frutas e verduras e o sedentarismo, que são associados ao câncer por somente 55,3%, 53,3% e 48,3% dos adultos brasileiros, respectivamente. A carne vermelha é reconhecida como item que aumenta a chance de desenvolver câncer por menos de três em cada dez brasileiros, ou 27,5%. “Lembrando que não é só a informação que é determinante para uma escolha alimentar. Existem outras questões como o acesso ao alimento, renda, preço dos alimentos, marketing. A gente precisa avançar em outras políticas públicas também conjuntamente para promover não só essa percepção, como a melhora das escolhas mais saudáveis por parte da população”, defende. Ela reforça a necessidade de políticas públicas para prevenir fatores ambientais e comportamentais que aumentam a chance de se desenvolver um câncer, como por exemplo a atividade física e a alimentação adequada. “Não é só falar: ‘faça atividade física’. A rua em que a pessoa mora tem que estar iluminada, com segurança, para ela praticar exercício. A política pública tem esse papel de dar a opção de melhores escolhas para todos esses fatores de risco”, explica.
Comportamentos
Reprodução: Consumo de ultraprocessados é fator de risco para o câncer - Marcello Casal Jr./Agência Brasil A pesquisa também investigou hábitos da população relacionados aos fatores de risco para o câncer, como o consumo de alimentos embutidos, ultraprocessados, carne vermelha e bebidas adoçadas. E também questionou os entrevistados se havia intenção ou não de reduzir o consumo. Cerca de 45% dos indivíduos relataram consumir produtos ultraprocessados e ter tentado reduzir o consumo, enquanto 33% afirmam não consumir e 15% consomem e não têm intenção de reduzir esse hábito. Em relação aos refrigerantes e demais bebidas adoçadas, aproximadamente 53% relataram consumo com tentativa de redução, 27% não consomem e cerca de 15% não querem reduzir a ingestão. Em relação à carne vermelha, foi observada maior proporção de indivíduos que relataram consumir sem ter tentado reduzir (cerca de 45%), seguida por aqueles que consomem e tentam reduzir (aproximadamente 40%), enquanto o não consumo é menos frequente (em torno de 10%). Em contrapartida, 86,3% da população afirmou consumir frutas, legumes e verduras. Entre os que não consomem, 8,3% disseram ter intenção de começar.
Jovens
O relatório revela que os jovens até 24 anos são os que mais consomem os alimentos mais relacionados como fatores de risco sem a intenção de reduzir. Esse comportamento foi acusado por 32,3% com relação aos ultraprocessados, 24,4% quando se trata de bebidas adoçadas, 29,5% embutidos e 49,1% em relação à carne vermelha. Sobre bebidas alcoólicas, substância associada a pelo menos oito tipos de câncer, metade da população (50,1%) relatou não consumir enquanto 32,5%, entre os que consomem já tentaram reduzir o hábito. Os jovens até 24 anos são maioria entres os que declaram beber e não ter a intenção de reduzir (16,9%), mesma resposta dada por 8,7% das pessoas de 25 a 59 anos e por 7,1% daqueles com mais de 60 anos.
Sedentarismo
Reprodução: Prática de atividades físicas é fator de prevenção do câncer - José Cruz/Agência Brasil Em relação ao sedentarismo, 52,2% disseram que praticam atividade física e 39% manifestaram querer começar a se exercitar. Os mais ricos são os que mais sabem da importância da atividade física na prevenção do câncer. Cerca de 45% dos que recebiam até R$ 2 mil apresentaram menor proporção de conhecimento sobre o sedentarismo como fator de risco em comparação àqueles com renda igual ou superior a R$ 10 mil (59,6%). Indagados sobre o peso corporal, 48,8% se declararam com peso saudável. Entre os que reconhecem ter excesso de peso, 31% afirmaram estar fazendo algo a respeito, mas esse número cai para 22,9% entre pessoas com renda menor que R$ 2 mil, contra mais de 40% entre os de renda acima de R$ 3 mil.
Estratégias
Na avaliação da gestora do Inca, Luciana Moreira, o resultado do estudo permite pensar e planejar quais esforços devem ser feitos para levar informação de qualidade para população. “Se a população hoje não reconhece, por exemplo, que as carnes processadas aumentam o risco de câncer, essa informação é muito importante para nós, que trabalhamos com ações de prevenção e com criação de políticas públicas, de que é preciso investir em estratégias de comunicação”, afirma. Luciana Sardinha, da Vital Strategies, acredita que o estudo tem um efeito muito positivo para despertar na população o interesse pelo assunto. “Ao dar visibilidade aos resultados, eles chamam a atenção da população para os fatores de risco para o câncer”. Edição: Amanda Cieglinski

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Um em cada quatro brasileiros não sabe que o câncer pode ser prevenido
Um em cada quatro brasileiros desconhece que o câncer é uma doença que pode ser prevenida. A informação faz parte do relatório Mais Dados Mais Saúde – Percepções da população brasileira sobre fatores de risco para o câncer, divulgada nesta quarta-feira (3). O estudo investigou de que forma a população percebe e se relaciona com alguns fatores de risco para o câncer como tabagismo, bebidas…
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Sem controle, obesidade na infância tende a se manter na adolescência
Estudo com mais de 41 mil estudantes brasileiros mostra que quando o excesso de peso surge ainda na infância, pode persistir e impactar até o crescimento Por Léo Marques, da Agência Einstein A ideia de que uma criança acima do peso considerado adequado vai crescer e emagrecer depois pode estar mais distante da realidade do que muitas famílias imaginam. Um estudo brasileiro revela que se o…
Obesidade se torna principal fator de risco à saúde no Brasil
Diagnóstico é do Estudo Global sobre Carga de Doenças Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil Publicado em 15/05/2026 - 17:13 Rio de Janeiro Versão em áudio
Reprodução: © Paulo Pinto/Agência Brasil A obesidade se tornou o maior fator de risco para a saúde no Brasil, superando a hipertensão, que foi o elemento de maior preocupação por décadas. Agora, a pressão alta está em segundo lugar, seguida do quesito glicemia elevada.
Esse é um dos destaques da análise nacional do Estudo Global sobre Carga de Doenças, feito por milhares de pesquisadores de todo o mundo, cobrindo mais de 200 países. O diagnóstico brasileiro foi publicado na edição de maio da revista científica The Lancet Regional Health - Americas. O levantamento enfatiza que a população passou por grandes mudanças no estilo de vida nas últimas décadas, como aumento da urbanização. Esse cenário contribuiu para reduzir os níveis de atividade física, adotar dietas hipercalóricas, ricas em sal e com excesso de alimentos ultraprocessados. O endocrinologista Alexandre Hohl, membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, também destaca essas mudanças. Segundo ele, esses comportamentos contribuem para que os brasileiros vivam em um "ambiente obesogênico". Para ele, a obesidade é um dos maiores desafios de saúde pública que o país precisa enfrentar. "A obesidade não é apenas excesso de peso, mas uma doença crônica inflamatória e metabólica que aumenta simultaneamente o risco de diabetes tipo 2, hipertensão, infarto, AVC e vários tipos de câncer.”
Números
Essas alterações no estilo de vida e suas consequências ficam evidentes na comparação com os dados mais antigos apresentados, de 1990. Naquele ano, os três maiores fatores de risco eram a hipertensão, seguida pelo tabagismo e a poluição por materiais particulados no ar. O Índice de Massa Corporal (IMC) elevado, o principal indicador da obesidade, figurava em sétimo lugar e a glicemia elevada, em sexto. Em 2023, a obesidade passa a ocupar a primeira posição, após crescimento constante no risco atribuído, que acumulou 15,3% desde 1990. A comparação entre 1990 e 2023 traz boas e más notícias: por um lado, o risco de morte ou de perda de qualidade de vida causado pela poluição particulada do ar caiu 69,5%. Por outro, a queda também foi expressiva, de aproximadamente 60%, nos casos do tabagismo, prematuridade e baixo peso ao nascer e alto índice de colesterol LDL. Porém, de 2021 a 2023, o risco por tabagismo apresentou um ligeiro aumento de 0,2%, após muitos anos de queda sustentada. Chama atenção ainda o risco atribuído à violência sexual durante a infância, que aumentou quase 24%. Este fator aparecia na 25ª posição em 1990 e saltou para o 10º em 2023. Veja a lista atual de maiores fatores de risco à mortalidade ou perda da qualidade de vida: - Índice de massa corporal elevado; - Hipertensão; - Glicemia elevada; - Tabagismo; - Prematuridade ou baixo peso ao nascer; - Abuso de álcool; - Poluição particulada do ar; - Mau funcionamento dos rins; - Colesterol alto; - Violência sexual na infância. Edição: Talita Cavalcante