⟨ ❝ M E G A R A M O U N T B A T T E N ❞
Basic Info
—— Nome: Megara Alicia Elinor Mountbatten Belvedere
—— Idade: 22 anos
—— Especialidade: Manipulação da água ( hydrokinesis )
—— Oxford, estudante de Direito. Especialização em Direito Criminal.
Interests
Fashion Línguas antigas Experiências sociais Poder Escritores aclamados como Vladimir Nabokov; Liev Tolstoi; Sylvia Plath; Charlotte Brothë e Edgar Allan Poe, seu preferido. Humilhação pública: dos outros, não a dela Maçãs Danças: ballet ( não muito praticado ); pole dance; dança do ventre Jogos doentios
Biography
Ninguém daria um mísero centavo pela campanha de Pietro Belvedere rumo ao sucesso. Ninguém, com exceção do cabeça da máfia que assolava Londres à época em que o jovem adulto se estabeleceu no local, buscando algum tipo de apoio na comunidade italiana remanescente em tempos difíceis. Ele era um ninguém, e jamais uma socialite como Gemma iria olhá-lo da forma com a qual ele desejava — a vaidade, nesse caso, corria tão densa em suas veias que o homem não aguentaria, sequer por um segundo, ser esnobado por uma mulher que, em condições normais, estaria aos seus pés. Ele não era um nobre tal como a dama Mountbatten — famosa por suas festas desenfreadas e a reputação nada ortodoxa com relação a homens no geral —, mas havia uma mísera chance de se tornar algo a mais do que um mero título nobiliárquico. Com esse pensamento em mente, Pietro se dirigiu a Dom Corleone, implorando a ele que o emprestasse uma razoável quantia de dinheiro para que seu negócio fosse impulsionado: uma rede completamente nova de comunicações, que logo se espalhou pela Grã-Bretanha de forma escabrosa. Dom Corneone cobraria seu tão aclamado favor eventualmente, mas Pietro não se importou com tecnicalidades momentâneas; era a vez de Gemma provar do próprio veneno. Com isso em mente, Pietro se aproximou da mulher, seduzindo-a, e acabou se casando com a dama, inserindo nela um tipo de marca implícita e mantendo-a sob o seu crivo de aprovação. Gemma perdeu sua liberdade ao se casar com Pietro e o seu anel significou nada menos do que uma algema de vinte e quatro quilates. Quando os gêmeos nasceram a família se voltou a eles como uma tábua de salvação. Gemma, por conta de uma distração bem vinda: novos brinquedos, e eram tão fofinhos! Pietro, entretanto, os viu como seus futuros herdeiros, os príncipes do império de telecomunicações que ele havia erguido. A riqueza da família Mountbatten, tradicionalmente ligada ao petróleo e outros tipos de captação de energia, manteve-se fechada aos olhos do estranho que desposara a filha mais nova dos nobres, todavia sempre foram, por falta de expressão melhor, podres de ricos.
Megara nasceu e cresceu em meio a uma família em pedaços onde a mãe se ocupava com seus antidepressivos e as muitas aulas de ginástica — que, ela sabia, serviam como uma desculpa esfarrapada para trair seu adorável pai com outra mulher, quando ele descobrira do último caso dela com um instrutor de pole dance. Tratada sempre como uma boneca de porcelana, mimada até o absurdo e portadora de uma personalidade simpática, ao menos em seu exterior, já que o interior, mesmo quando nova, era podre por natureza. A menina de madeixas castanho-escuras e olhos inocentes, desde a tenra idade, já era capaz de tramar as mais diversas bobagens, os mais maléficos planos de se livrar de babás que não lhe apeteciam; capaz, até mesmo, de destruir ainda mais o casamento dos pais conforme o bel prazer — muito lhe divertia, na verdade, em ver os pais brigando por conta de problemas que ela havia causado, mas que não sabiam de sua participação nos mesmos. Sempre foi capaz de manipular a tudo e a todos para que não fosse ela a manchada ao findar da história, e sua personalidade narcísica, mimada e destrutiva se desenvolveria naturalmente, não fosse o episódio na própria casa de campo dos Mountbatten quando não possuía mais do que catorze anos.
Passar algum tempo com o irmão gêmeo nunca foi um problema real: poderia dizer que era a única pessoa com quem realmente se importava dentro da mansão dos Mountbatten — sempre rejeitara o nome pouco poderoso do pai, justamente por ele se tratar de um italiano que sequer sangue nobre possuía nas veias —, mas também não conseguia conter a irritação quando ele provocava algo que não estava em seus planos. Naquela noite os pais haviam saído para uma viagem de negócios — Gemma obrigada por Pietro, mas a sociedade nunca viria a saber daquele segredo em especial por conta do sigilo que o italiano mantinha acerca de assuntos pessoais quando estes não o beneficiavam. Megara praticava um pouco de ballet enquanto o irmão, bem, ela não sabia. Ele poderia estar fazendo qualquer coisa no momento, desde que não estragasse suas sequências perfeitas de movimentos calculados. Um mísero estouro foi o suficiente para que tudo passasse da mais perfeita normalidade, do previsível que a morena tanto amava, para o completo caos. Antes que pudesse fazer qualquer coisa, já havia sido nocauteada, acordando em um ambiente grotesco e com homens ao seu redor. Na época Megara nunca poderia ter imaginado o que se passaria a seguir, mas atualmente ela olha para a cena com uma certa indiferença e até mesmo uma pitada de humor negro.
Sua primeira vez não foi regada à champanhe e rosas, mas trágica, figurando-se nela um claro estupro, tanto mental quanto físico. O primeiro a tocar em seu corpo com malícia não foi um jovem nobre, mas um adolescente pouco mais velho do que ela, e ele foi categórico ao utilizar de tudo o que tinha em mãos para fazê-la sofrer. Ao findar da sua sessão, Meg estava pálida, dolorida e não conseguia sequer formular pensamentos coerentes, chorando compulsivamente. Todavia, o seu pesadelo não acabou. Antes que pudessem se recuperar, fora a vez do próprio irmão de deflorar a morena. Sob ameaças físicas — uma arma apontada em direção à própria cabeça e à do irmão — e morais, Richard fez o mesmo que o primeiro agressor e a cada estocada, Megara sentia que ia perder a consciência. Fotos foram tiradas; vídeos, gravados, mas ela não precisaria de recordações daqueles dias infindáveis. Ela os reviveria pelo restante da vida, meramente mudaria a sua perspectiva sobre ele. Não sabia por quanto tempo foram presos em cativeiro, tampouco quantas vezes sofrera os abusos anteriores, não sabendo identificar mais o que era real do que era a sua mente lhe pregando peças. Torturas com requintes de crueldade foram utilizadas, quebrando-a por inteiro antes de recompô-la a tempo de mais uma sessão de tortura.
O resgate veio semanas depois, depois de uma grande fortuna paga aos sequestradores, mas o que receberam em troca não foram os filhos, os herdeiros orgulhosos dos quais lutaram para reaver. Os gêmeos Mountbatten estavam quebrados e Meg, principalmente, nunca mais poderia ser a boneca de porcelana a qual eles amavam, ao menos não internamente. Os aspectos de sociopatia que a morena apresentava anteriormente se extremificaram, e o cinismo e natural capacidade de se safar de situações de risco se tornaram cada vez mais presentes a medida em que a personalidade passivo-agressiva passou a figurar na maior parte das ações, consideradas educadas, por parte da Mountbatten. Ela desejava vingança, era evidente, e ela sabia quem eram seus agressores — vira seus rostos, e, por Hécate, até mesmo estava impregnada de fluidos deles —, portanto o plano de vingança foi traçado, calmamente, quase calculisticamente, de acordo com os conhecimentos evidentes por parte da morena. Quando o pai descobriu, todavia, que a filha não era mais o poço de pureza ao qual ele sempre havia cultuado, mandou-a para o mais longe possível da influência dos Corleone. Não deveriam mexer com aquela raça jamais e ele já havia pago a sua dívida para com Dom Corleone.
Megara, todavia, manteve em mente a pretensão de vingança — retribuição, como adorava emoldurar. As notas, já perfeitas, tornaram-se excepcionais e o brilhantismo se demonstrou cada vez mais evidente ainda que, por dentro, a morena estivesse morta. Tratava-se não de uma menina malvada, como antigamente, mas um cadáver andante, a alma tão apodrecida que, ela sabia, jamais seria capaz de suportar feitiços mais intrincados que a envolviam como elemento. Sua iniciação se seguiu pouco tempo depois dos médicos a diagnosticarem como sã — uma bela atriz, supõe-se —, tomando a água como elemento primordial para si e, desde então, a morena vem se especializando nesse quesito em especial. O grupo que adotou para si, com algumas exceções, trouxe uma sensação de calor ao interior congelado, mas não é como se a morena fosse se ater a sentimentalismos.
Simplesmente não era de seu feitio.
Disturbia
Sociopatia: Ausência de empatia com outros seres humanos (quando não pertencentes à família), resultando em falta de interesse com o bem-estar do outro e sérios prejuízos aos que convivem com eles. Esse desvio de caráter costuma ir se estruturando desde a infância. Egocentrismo patológico: incapacidade para lealdade ou manutenção de sentimentos de amor ou afeição, sedução apurada, vida sexual impessoal ou pobremente integrada, prática comum de calúnias, omissões ou distorções de fatos e constante incapacidade de seguir algum plano de vida também fazem parte de suas características. São pessoas sedutoras, cínicas e manipuladoras. Geralmente são incapazes de manter uma relação conjugal leal ou duradoura. É comum o histórico de diversos relacionamentos de curta duração. Eles mentem exageradamente, sem constrangimento ou vergonha. Na narrativa dos fatos, utilizam contextos fundamentados em acontecimentos verdadeiros, porém manipulados de acordo com seus interesses, e assim se tornam extremamente convincentes. Roubam, abusam, trapaceiam, manipulam dolosamente seus familiares, parentes e amigos. Causam inúmeros transtornos a quem está ao seu redor e podem colocar em risco a vida de outras pessoas sem sentir pena de quem foi manipulado. Seduzem seus parceiros a fim de convencê-los a fazer algo em seu lugar, evitando prejuízo a si mesmos.
Compulsão Sexual: É caracterizado pelo fracasso em resistir a um impulso ou tentação de realizar atos ou fantasias sexuais. O ato precede de uma sensação crescente de tensão ou excitação seguido de prazer, gratificação ou alívio depois de realizado. Por ser de caráter altamente impulsivo, causa problemas significativos tanto na vida amorosa quanto pessoal e profissional de ambos os parceiros.
Transtorno de Personalidade Narcísica: Os indivíduos com este transtorno têm um sentimento grandioso de sua própria importância. Eles rotineiramente superestimam suas capacidades e exageram suas realizações, frequentemente parecendo presunçosos ou arrogantes. Eles podem presumir que os outros atribuem o mesmo valor a seus esforços e surpreender-se quando não recebem o louvor que esperam e julgam merecer. Um menosprezo (desvalorização) da contribuição dos outros está frequentemente implícito na apreciação exagerada de suas próprias realizações.











