E os teóricos da coincidência piram...
68 seria uma referência a Apocalipse 6:8: "E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra."
Por que fatos fundamentais da história, os que conduzem a novos rumos, ocorrem em datas cabalísticas?
Isso ocorre porque os altos membros das sociedades secretas por trás deles seguem à risca a implementação de um Plano, que para ser bem sucedido, de acordo com suas crenças ocultistas, deve ser posto em ação em um tempo o mais propício e vantajoso em termos astrológicos e numerológicos. Suas decisões e ações são regidas pela gematria (em grego, geometria), um sistema de código e numerologia assírio-babilônico-grego, posteriormente adotado na cultura judaica, que atribui valor numérico a uma palavra ou frase na crença de que palavras ou frases com números numéricos idênticos aos valores guardam alguma relação entre si ou têm alguma relação com o próprio número, uma vez que podem ser aplicados à natureza, à idade de uma pessoa, ao ano civil ou similar.
Os maçons e illuminati jamais dão início a algo importante sem primeiro determinar o momento mais auspicioso para a sua execução, e uma vez determinados o dia e o horário precisos, não medirão esforços para cumpri-lo meticulosamente, ainda que todas as circunstâncias pareçam desfavoráveis.
A decisão baseada em uma escolha bem precisa e numérica é típico da mentalidade e do comportamento satanistas, pois estes, em vez de adorarem o Criador, preferem adorar as coisas criadas, os deuses das forças da natureza, a própria natureza (astros, animais e o próprio homem) e aspectos subjacentes da natureza, bem como o conhecimento científico, especialmente a matemática e a geometria. Os números são tidos por eles como sagrados e possuidores de propriedades mágicas intrínsecas, ainda mais se combinados corretamente. Quando maior é o grau de acuracidade com que os números – “portadores dos segredos do universo” – são combinados e agrupados, maior será o poder espiritual e material liberado, poder este canalizado para a consecução de seus intentos.
As propriedades místicas dos números foram desenvolvidas por Pitágoras (570-495 a.C.) e Platão (428/427-348/347 a.C.), e a ciência da matemática esotérica passou dos gregos para os cabalistas, que a transmitiram aos místicos ocidentais. Todo movimento, proporção, tempo e, enfim, toda noção de quantidade e harmonia podem ser representados por números; segue-se que tudo aquilo que pode ser atribuído a estes pode também ser expresso por números, como símbolos de virtudes e leis ocultas.
Os filósofos sabem que os movimentos da natureza são rítmicos; os médicos já observaram este fato na periodicidade das doenças. A gematria, ou primeira divisão da Cabala, ensina como atribuir valores numéricos às letras de certas palavras e tirar conclusões da proporção entre a soma de um texto e a soma de outro.
Um dos maiores ocultistas e satanistas da história, o cabalista, teosofista, rosacruz e maçom inglês William Wynn Westcott (1848-1925), co-fundador em 1887 da Hermetic Order of the Golden Dawn com Samuel Liddell MacGregor Mathers (1854-1918) e William Robert Woodman (1828-1891), assim explica a ciência oculta dos números:
“Os seguidores de Pitágoras referenciavam cada objeto, planeta, homem, ideia e essência a algum número de um modo que para a maioria dos modernos pode parecer curioso e místico ao extremo. ‘Os numerais de Pitágoras’, diz Porfírio, que viveu por volta de 300 a.C., ‘eram símbolos hieróglifos, por meio dos quais ele explicava todas as ideias concernentes à natureza das coisas’, e o mesmo método numérico de explicar os segredos da natureza está novamente sendo suportado na nova revelação da ‘Doutrina Secreta’, de Helena Blavatsky. ‘Os números são uma chave para as antigas visões da cosmogonia – em seu sentido mais amplo, espiritual e fisicamente considerada, à evolução da presente raça humana; todos os sistemas de misticismo religioso estão baseados nos numerais. O sagrado dos números inicia com a Grande Primeira Causa, o Único, e termina somente com o zero – símbolo do universo infinito e sem limites’.” [Westcott, William Wynn. Numbers: Their Occult Power and Mystic Virtues, London, 1890, p.15.]
Um exemplo notório da aplicação dessa ciência oculta dos números é o famoso Dia D, o ponto de virada a favor dos Aliados na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), que foi escolhido para ser o dia 6 de junho.
Os desembarques ocorreram ao longo de um trecho de 80 quilômetros da costa da Normandia. O supremo comandante das Forças Expedicionárias Aliadas foi o general Dwight Eisenhower (que exerceria o duplo mandato de presidente dos EUA de 1953 a 61), enquanto o comando geral das forças terrestres (21º Grupo de Exércitos) foi do general britânico Bernard Montgomery. A operação, planejada por uma equipe do tenente-general britânico Frederick Morgan, foi a maior invasão anfíbia da história mundial e foi executada por elementos terrestres, marítimos e aéreos sob comando britânico direto, com mais de 160.000 soldados desembarcando em 6 de junho de 1944: 73.000 americanos, 61.715 britânicos e 21.400 canadenses.
Muito já se disse sobre tais fatos, mas o que poucos sabem é que os Aliados poderiam ter invadido a Normandia muito antes da data que entrou para a história como o “Dia D”, o que provavelmente teria poupado a vida de milhares de soldados e encurtado a duração da guerra, mas preferiram deliberadamente adiar até terça-feira, 6 de junho de 1944, sem que houvesse um motivo lógico-estratégico aparente.
A lógica residia no significado ocultista dos números, pois junho é o sexto mês do ano, o que se somava ao sexto dia do mês, e que se somavam aos algarismos do ano 1944 que, somados, davam 18 (6+6+6).
Destarte, a invasão que inverteu o curso da guerra a favor dos Aliados e colocou a história na linha de eventos em que nos encontramos, se deu em uma data que perfazia um duplo 66 e um triplo 666.
O número 6 é muito importante para o ocultista porque é o “número do homem”: o número (para os satanistas) do “governo humano perfeito” é o 66, e o número do “líder mais perfeito de todos os tempos”, o Anticristo, é o 666.
Em datas cabalísticas como o 6 de junho, inúmeras seitas satânicas e sociedades secretas ocultistas, como a Bohemian Grove, que congrega altos membros da Elite Illuminati, costumam sacrificar crianças e cumprir seus rituais de sangue para continuarem mantendo o seu poder secular.
Toda guerra, a Segunda Guerra Mundial sobretudo, pelo número de mortos, em torno de 40 milhões, é usada pela elite satânica dominante como gigantescos rituais de sacrifício humano. Desde as primeiras civilizações, sacrifícios são oferecidos ao sol, ao deus-sol, daí que o símbolo do sol esteja estampado em tudo, desde logomarcas de empresas a bandeiras nacionais. A publicidade procura sempre apor a imagem de seus produtos ao sol nascente…
Agradecimentos especiais ao meu irmão, o fotógrafo Rogério Suenaga, que me enviou os cálculos numerológicos.