Corpo contra corpo Carne por debaixo da outra Alma na ponta da língua Inventando desejos A brasa em pele A figuração Alexandria Que caí pelo toque de um homem E recria desobediências O que há entre um estômago Fora alvo do materno banquete Preparado para ser palatável Os temperos severos foram excluídos A ironia esteve armada: O romance falando do ceticismo E o ceticismo amando suas dúvidas Ingenuas como um poema Quadros alvejados com alvejante Histórias diluídas em alvejantes Vitórias e feridas no sangue alvejante Os amores declaram-se ao idioma do alvejante Poderia usá-lo sem cloro Alerta-nos um qualquer Vejo que já fizera teus dentes como alvo Que tal também a língua, retruco O coração isopor Fora ferida pela própria unha Que a fórceps criara um novo deus Noventa por cento indulgências e o resto infértil O meu desejo foi-se pelo reflexo da foice Que mostra-me como filo do meu inimigo Ainda que não seja meu o pecado O carrego por sutil preferência e aparência...
O Conforto, o Amor e o Confronto - Pierrot Ruivo

















