Resumos dos últimos módulos, 7 8 e 9, de História do 12º!
tirem boas notas. fica cansativo ter q reescrever tudo em cada post. gosto de escrever aqui os meus resumos pra estudar. aqui têm o google docs inteiro
Módulo 7 — Crises, embates ideológicos, e mutações culturais na primeira metade do século XX
As transformações das primeiras décadas do século XX
Após a primeira guerra mundial, houveram várias mudanças na geopolítica da Europa, como o colapso de impérios, o triunfo das democracias que espalharam-se pelo continente, o nascimento de novos estados, a ampliação de fronteiras, e a criação da Sociedade das Nações.
No Império Russo, antes da primeira guerra tinha surgido o movimento de contestação à autocracia do czar Nicolau II, após a inesperada derrota contra o Japão. Para evitar uma guerra civil, o czar ligeiramente liberalizou o país, no entanto esta contestação continuou a agravar-se. Os camponeses protestavam pelas terras concentradas nos grandes proprietários, os operários lutavam por melhores condições de trabalho, e a burguesia e nobreza liberal desejavam a abertura política do país.
A participação Russa na primeira guerra mundial agravou todos os problemas e contribuiu para que em Fevereiro de 1917 ocorresse uma revolução. Esta revolução foi liderada pela burguesia liberal, depondo o czar e criando um Governo Provisório. Além disso, proliferaram pelo país todo os sovietes, conselhos de operários, camponeses, soldados, e marinheiros, criando assim uma dualidade de poderes entre o Governo Provisório e os Sovietes.
Porém, o Governo Provisório cometeu um erro muito grave e impopular, manteve a Rússia na guerra. A Alemanha, com o objetivo de trazer ainda mais instabilidade à Rússia, ajudaram Lenine a sair do exílio e retornar à Rússia. Assim, em Outubro de 1917 ocorre uma segunda revolução, liderada pelos bolcheviques, que derrubam o Governo Provisório, e publicam os «decretos revolucionários».
Decreto sobre a Paz: Declara a saída imediata da Rússia da primeira guerra mundial.
Decreto sobre a Terra: Aboliu-se a grande propriedade, entregando as terras aos camponeses.
Decreto sobre o Controlo Operário: O controlo sobre as empresas é entregue aos operários.
Decreto sobre a Nacionalidade: Todos os povos do antigo império Russo recebem igualdade e o direito à autodeterminação.
Os decretos sobre a terra e sobre o controlo operário foram recebidos com oposição dos kulaks e dos empresários que, juntamente com a permanência das más condições de vida, fez com que os bolcheviques perdessem as eleições com apenas 25% dos votos. No entanto, recusaram-se a sair do poder, levando à eclosão de uma guerra civil entre os Vermelhos(bolcheviques) e os Brancos(opositores ao bolchevismo, apoio internacional).
Face a este clima de guerra civil, a ditadura do proletariado foi implementada com um caráter violento. A economia foi nacionalizada, foi posto em prática o trabalho forçado, combateu-se o analfabetismo, e institucionalizou-se o terror com uma polícia política.
Ambas a guerra civil e a guerra mundial deixaram o país arruinado, e não querendo edificar o Socialismo sob ruínas, Lenine decide fazer um recuo estratégico ao Capitalismo, implementando medidas capitalistas limitadas, conhecidas como a Nova Política Económica(NEP), suspendendo a coletivização agrícola, permitindo a venda de excedentes agrícolas, e privatizando as pequenas empresas. Estas medidas modernizaram o país, mas colocaram em causa o ideal Comunista.
A primeira guerra mundial também teve efeitos na mentalidade da sociedade. A brutalidade da guerra deixou um grande sentimento de descrença e pessimismo quanto a todos os valores antigos, pois foram estes que levaram à guerra, instalando-se um clima de anomalia, acelerando mudanças já em curso, nomeadamente quanto ao feminismo e a emancipação feminina.
Socialmente, as mulheres obtiveram uma maior liberdade na forma de atuação, quanto a atividades, a roupas, cabelos, etc. Politicamente, através do movimento feminista, observa-se à disputa pelo acesso à educação, ao trabalho socialmente valorizado, ao direito ao voto, etc.
Também houveram inúmeras mudanças quanto à tecnologia e à ciência. As novas tecnologias permitiram um mundo mais interconectado, o que favoreceu a homogeneização dos gostos e costumes a nível internacional, e as novas descobertas científicas alteraram a forma de ver o mundo e as pessoas.
Também houveram várias mudanças na arte, outra vez a parte que menos me interessa, vejam os resumos eu nao quero tar aqui a descrever 20 tipos diferentes de arte.
Portugal no primeiro pós-guerra
A participação Portuguesa na primeira guerra mundial agudizou todos os já existentes problemas económicos, o país sofria de uma crónica instabilidade política(nossa q novidade), havendo 45 governos em 16 anos, e socialmente os monárquicos opunham-se à República, os católicos opunham-se às medidas seculares, as classes médias perderam o seu poder de compra, e o operariado vivia na miséria.
Isto tudo fez surgir uma grande oposição à República. O sucesso da revolução Russa fez com que as ideias marxistas-leninistas espalhassem-se pelas classes trabalhadoras, o que fez com que as classes médias, os grandes proprietários, e os capitalistas, com medo da ameaça bolchevique, apoiassem um governo forte para lidar com estes problemas. Gomes da Costa realizou um golpe militar, e depois o general Óscar Carmona realiza outro golpe militar e passa a governar o país em ditadura.
e tem ainda mais cenas sobre a arte. o naturalismo era a corrente mais forte, houve alguns sucessos das correntes modernistas, mas que depois foram morrendo, até ao secretário da SPN apoiar o modernismo para dar uma imagem mais moderna ao Estado Novo.
O agudizar das tensões políticas e sociais a partir dos anos 30
Uma das características do capitalismo liberal são as crises cíclicas, e tal aconteceu em 1929, uma das crises mais graves, o «Crash» Bolsista em Nova Iorque. Esta crise afetou os Estados Unidos inteiro, levado à falência de bancos, empresas, e ao desemprego. Para tentar resolver a crise, os Estados Unidos aumentaram as taxas sobre as importações, e retiraram os empréstimos que estavam a dar à Europa para recuperar da grande guerra. Isto fez com que a crise espalhasse-se para a Europa e os países fornecedores de matérias-primas, dependentes das exportações, colapsando o comércio internacional.
No entanto, a União Soviética não foi afetada, e até teve a sua economia crescer. Este sucesso, em contraste com um mundo capitalista decadente, fez com que o apoio aos ideias comunistas se espalhassem pelas classes trabalhadoras pelo mundo todo. As classes médias e altas, para contrariarem esta viragem ao bolchevismo, apoiaram a extrema direita, o Fascismo.
No entanto houveram algumas democracias que conseguiram escapar ao Fascismo, através da criação de Frentes Populares, largas coligações de partidos para contrariar o aumento do apoio Fascista. A crise pôs em causa a capacidade autorreguladora do capitalismo liberal, fazendo com que os Estados tivessem uma maior intervenção na economia, com o objetivo de garantir o bem-estar da população, conhecido como o «Estado-Providência».
Na Alemanha e na Itália venceram o Fascismo e o Nazismo, caracterizados pelo totalitarismo(desprezo pelas liberdades individuais), pelo nacionalismo(o bem e glória da nação acima de tudo), pelas elites(ao governo só competem os melhores, as elites), pelo culto ao chefe(os chefes de estado são considerados heróis que devem ser seguidos sem hesitação), pelo enquadramento das massas(criação de organizações e instituições que garantem a obediência e o apoio do regime fascista), e pela autarcia(autossuficiência económica).
Na União Soviética, o Estalinismo foi caracterizado também pelo totalitarismo e o culto ao chefe. Na economia, os campos foram coletivizados, confiscando as terras aos kulaks e criando as novas quintas coletivas, e a planificação económica era feita através do estabelecimento de metas a atingir em planos quinquenais.
O regime Nazi distingue-se do Fascismo Italiano pela obsessão com a «superioridade da raça Alemã», levando ao eugenismo e à eliminação de grupos étnicos considerados inferiores, principalmente o genocídio contra os Judeus com o Holocausto.
Portugal: o Estado Novo
A nova ditadura militar instaurada falhou em resolver os problemas económicos e políticos. Em 1928, António Oliveira de Salazar entra no governo e toma controlo sobre a pasta das finanças, e pela primeira vez o país apresenta saldo positivo no Orçamento. Devido a este milagre, ele é nomeado a chefia do governo.
Salazar proclama o seu propósito de criar uma nova ordem política, conhecida como «Estado Novo», contra o liberalismo e a democracia, de caráter autoritário, e profundamente conservador e tradicionalista.
Progressivamente o Estado Novo foi aproximando-se do Fascismo Italiano, partilhando muitas características como o culto ao chefe(salazar era o «salvador da pátria»), o nacionalismo(fez os portugueses um «povo de heróis»), o autoritarismo(anti-liberal, anti-democrático, anti-parlamentar), o corporativismo(modelo de organização económica que opõe a divisão feita pela luta de classes), e o enquadramento das massas(são criadas instituições que asseguram os ideias e liderança do Estado Novo. recorre à censura prévia e à polícia política).
O Estado Novo atingiu a estabilidade financeira com uma melhor administração dos dinheiros públicos e seguindo as medidas da autarcia, defendeu a ruralidade privilegiando o mundo rural, investiu em obras públicas e infraestruturas, condicionou a indústria através de vários obstáculos impostos, criou corporações de patrões e operários, e afirmou a missão histórica «civilizadora» de territórios ultramarinos.
O Estado Novo também considerou uma produção cultural submetida ao regime através de um projeto chamado «política de espírito» com o objetivo de elevar a mente dos Portugueses, utilizando artistas e escritores como instrumentos de propaganda liderados pelo Secretariado de Propaganda Nacional, nas artes visuais, na literatura, nas artes plásticas e decorativas, na arquitetura, no bailado, no teatro, e no cinema. Também foram feitas várias exposições nacionais e internacionais expondo as várias obras culturais do país, principalmente de caráter histórico.
Módulo 8 — Portugal e o mundo, da II Guerra Mundial ao início da década de 80: opções internas e contexto internacional
A degradação do ambiente internacional
este tópico é extremamente curto. A guerra civil Espanhola foi usada como uma espécie de «laboratório experimental» para a Alemanha testar o seu exército e novas tácticas, o «blitzkrieg»(ou «guerra relâmpago»).
Nascimento e afirmação de um novo quadro geopolítico
Após o fim da segunda guerra mundial, o Leste Europeu, liberado da ocupação nazi pelo exército vermelho, foi ocupado pela União Soviética, e todos esses países tornaram-se Socialistas, designadas «democracias populares». Esta nova área de influência Comunista foi chamada «cortina de ferro» por Churchill.
Assim o mundo ficou divido em dois blocos, o Bloco Capitalista e o Bloco Comunista.
Nos países ocidentais predominou a democracia social e a democracia cristã, ambos sistemas que seguiam o Estado-Providência. Devido ao Plano Marshall e à intervenção dos Estados durante os primeiros 30 anos após a guerra, viveu-se num período de prosperidade económica conhecido como os «Trinta Gloriosos», caracterizado pela aparição da sociedade de consumo.
Nas democracias populares do Leste Europeu e na União Soviética foi implementado o modelo de planificação económica Soviético, rapidamente reconstruindo estes países arruinados pela guerra, através de metas e planos quinquenais. Com total prioridade dada à indústria pesada e às infraestruturas, estes países atingiram taxas de crescimento económico até superiores a países Capitalistas. No entanto, como não houve nenhum foco dado à agricultura, às indústrias de consumo, ou ao setor terciário, o nível de vida das pessoas não acompanhou este crescimento. Além disso, este sistema sofria de bloqueios económicos, pois os gestores limitavam-se a atingir apenas as metas estabelecidas.
Após a guerra houveram vários movimentos independentistas. A guerra era vista como uma luta pela liberdade, que logicamente deveria-se estender ao mundo inteiro, e também expôs as fragilidades do domínio Europeu, que não conseguiram proteger os seus territórios. Além disso, a União Soviética, os Estados Unidos, e a ONU apoiavam a descolonização.
Devido à possibilidade de uma nova guerra, os dois blocos procederam à corrida armamentista, aumentando as suas capacidades militares, nomeadamente as suas armas nucleares. O enorme poder destrutivo destas novas armas introduziu uma nova característica à política mundial: a dissuasão, onde ambos os blocos tentavam persuadir o outro a não invadir, pois caso o fizesse utilizaria o seu arsenal nuclear. Esta rivalidade expandiu-se a outras áreas, principalmente na corrida ao espaço.
Portugal, do autoritarismo à democracia
Mesmo a segunda guerra mundial sendo vista como o fim do Fascismo, a ideologia permaneceu na península Ibérica, com Portugal e Espanha. A política anti-comunista do Estado Novo servia os interesses do Bloco Capitalista, e a base das Lajes nos Açores tinha uma posição geoestratégica.
Devido aos problemas económicos do país, o Estado Novo acabou por abandonar a autarcia, integrando o país nas estruturas económicas internacionais, como o Plano Marshall, e começou a dar prioridade ao desenvolvimento da indústria através da elaboração de Planos de Fomento, modernizando o litoral e aproximando-o dos padrões Europeus, incluindo nas mentalidades, que começou a confrontar a realidade tradicional e fechada do país. Enquanto o litoral urbanizava, o interior rural do país permanecia estagnado, com a maioria dos trabalhadores agrícolas a viver na miséria. As más condições de vida levaram a grandes vagas migratórias, para o litoral e para o exterior.
Devido à derrota do Fascismo, o Estado Novo, pretendendo manter o autoritarismo, decidiu dar ao regime uma «aparência democrática». Salazar anunciou eleições e permitiu a criação do Movimento de Unidade Democrática(MUD), nascendo assim a Oposição Democrática, composta por todos os opositores ao regime. No entanto, a eleição acaba por ser uma farsa, o MUD abandona a candidatura, e os seus membros são perseguidos pelo Estado. A Oposição Democrática volta a mobilizar-se em torno do candidato Norton de Matos, mas devido à repressão acaba por desistir também, e nos seguintes anos a Oposição Democrática enfraquece e fragmenta-se.
Mas, em 1958, o general da força aérea Humberto Delgado candidata-se às eleições presidenciais. Anuncia o seu propósito de não desistir e declara que se for eleito demitirá Salazar, dando-lhe o nome de «General sem Medo». Durante a sua campanha, cria uma imensa mobilização popular pelo país todo, no entanto os resultados oficiais declaram Américo Tomás como vencedor, e o sistema eleitoral é anulado. A credibilidade dos resultados e do regime foram postos em causa, e nos seguintes anos o apoio da Oposição Democrática aumentou.
A vaga de descolonização após a segunda guerra mundial levou o Estado Novo a rever a sua política colonial, revogando o Ato Colonial e passando o estado legal das colónias para províncias ultramarinas. No entanto, começa a Guerra Colonial.
Em 1968, Marcello Caetano tomou posse do poder. Nos primeiros meses de mandato, o regime dá sinais de abertura e preparam-se as eleições legislativas de 1969, aumentando a esperança da Oposição Democrática. No entanto, mesmo havendo menos manipulação, a União Nacional recebe 100% dos mandatos, e Marcello Caetano fortalece a repressão. Na política colonial, o país continua a luta armada, o que levou a um aumento na contestação interna e externa do país(grupos maoístas, os católicos, o cardeal D. António Ribeiro, a Oposição Democrática, o exército, general Spínola, a ONU, o Papa Paulo VI).
O impasse da guerra colonial juntamente com o mau estar do exército convenceu muitos generais que estavam a lutar por uma causa perdida. Nasceu o Movimento dos Capitães(inicialmente por razões de trabalho) que depois tornou-se no Movimento das Forças Armadas(MFA) com o objetivo de realizar um golpe militar.
Após uma tentativa falha em Março, o MFA planeou, com muito pormenor e cuidado, uma segunda operação militar para o dia 25 de Abril de 1974. Após o cerco do Quartel do Carmo, Marcello Caetano rende-se diretamente ao general Spínola. É criada a Junta de Salvação Nacional que tomou medidas imediatas para desmantelar as estruturas do Estado Novo e anunciou eleições.
O país viveu num período de imensa instabilidade. É criado o I Governo Provisório, liderado pelo general Spínola, no entanto devido à progressiva virada do país à esquerda ele demite-se, e é criado o II Governo Provisório liderado por Vasco Gonçalves. O general Spínola tenta travar esta viragem através duma golpe de estado, mas fracassa, acentuando o radicalismo, sendo criado o Conselho da Revolução, que tornou-se o verdadeiro centro do poder liderando o Processo de Revolução Em Curso(PREC).
O Estado nacionaliza todos os bancos e as grandes empresas ligadas aos setores económicos de base. No Sul, o Estado procede à Reforma Agrária, através da ocupação das terras pelos trabalhadores(poder popular) e expropriação das terras pelo Estado, onde são criadas as Unidades Coletivas de Produção(UPC) que tinham total liberdade de autogestão e controlo sobre o equipamento agrícola.
Baseado no direito à autodeterminação, e apoiado pela maioria dos partidos, o Conselho de Estado aprova uma lei reconhecendo o direito à independência de todas as colónias.
No dia 25 de Abril de 1975 são realizadas as eleições prometidas pelo MFA onde a extrema esquerda acaba por perder. No entanto, recusam-se a sair do poder, num período de grande instabilidade conhecido como «verão quente», até ao dia 25 de Novembro, são depostos num último golpe militar. A Assembleia Constituinte elabora uma nova constituição, no entanto devido ao clima onde se vivia, assinaram o «Pacto MFA-Partidos», que garantia a preservação das conquistas revolucionárias.
Num longo processo de democratização são feitas várias revisões constitucionais eliminando as restrições do Pacto MFA-Partidos. O Conselho da Revolução é abolido, os poderes do presidente diminuem, os poderes do parlamento alargam, os juízes passam a ser nomeados pelo Conselho Supremo da Magistratura, são criadas as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, e o poder local é organizado em municípios e freguesias. Com o objetivo de integrar Portugal nas Comunidades Europeias, são feitas mais revisões constitucionais adaptando o sistema de governação nacional.
Módulo 9 — Alterações geoestratégicas, tensões políticas, e transformações socioculturais no mundo atual
O fim do sistema internacional da Guerra-Fria e a persistência da dicotomia Norte-Sul
A progressiva abertura política e económica da União Soviética por Mikhail Gorbatchev através da Glasnost e a Perestroika levou à queda das democracias populares do Leste Europeu, enquanto a URSS desmembrou-se, assim acabando com o bipolarismo e a guerra fria. Economicamente estes países sofreram uma forte regressão económica.
Apesar do medo e tensão relativo à possibilidade de uma grande guerra, e os vários conflictos localizados, ambos os Estados Unidos e a União Soviética queriam impedir conflictos nas suas áreas de influência, levando a um «equilíbrio de terror» que favorecia uma certa «estabilidade mundial». Quando acabou a guerra-fria, eclodiram conflictos violentos no Leste Europeu, na África, e no Médio Oriente.
Com a queda da União Soviética, os Estados Unidos passaram a ser a única potência mundial, criando um mundo unipolar, devido à sua prosperidade económica, dinamismo cientifico-tecnológico, e a sua supremacia político-militar.
A União Europeia ao longo dos anos foi aprofundando-se através duma série de medidas, como a criação dum mercado único, duma moeda única, da cidadania Europeia, e com o alargamento geográfico. Isto tornou a Europa numa grande potência económica, a par dos Estados Unidos ou da China, dando-lhe uma vós em questões internacionais.
Após o fracasso do Maoísmo, o seu sucessor Deng Xiaoping decidiu repensar a economia Chinesa. Criou as Zonas Económicas Especiais(SEZ) nas regiões litorais, dotadas de legislação ultraliberal, e integrou o país nas estruturas económicas internacionais, tornando a China na segunda potência económica mundial. Este processo de abertura e aproximação da China ao Ocidente favoreceu a integração de Macau e Hong Kong, que, como condição de devolução das ex-colónias, tornaram-se Regiões Administrativas Especiais, dotadas de bastante autonomia.
A viragem para uma outra era
A nova era após a Guerra-Fria é definida por vários elementos, características, e novos problemas internacionais, como a massificação e miscigenação cultural, uma nova cultura urbana globalizada, a hegemonia da internet e das redes sociais, a expansão dos direitos humanos, a declaração dos direitos dos animais, e a consciência ecológica devido à poluição.
A economia também ficou globalizada devido à liberalização das trocas, o aumento de circulação de capitais, a aparição de empresas multinacionais, e as mais rápidas e eficientes tecnologias de comunicação.
Hoje em dia existem novos problemas enfrentados como a migração, a segurança, quer quanto ao terrorismo, quer quanto à internet, e o ambiente.
Portugal no novo quadro internacional
Imediatamente após a adesão Portuguesa à União Europeia os fundos Europeus desenvolveram e modernizaram o país. Após muitos esforços o país adere à moeda única, mas devido ao mercado único, o crescimento económico abranda, pois sem protecionismo a economia Portuguesa fica exposta à concorrência externa. A Grande Recessão de 2008, juntamente com a adesão de novos estados-membros com capacidade competitiva, fez com que a economia desenvolvesse desfavoravelmente, e a dívida pública aumenta. Internamente quanto à demografia a população envelhece; o país recebe imigrantes de vários lugares, maioritariamente Lusófonos como do Brasil; e na sociedade e cultura o país revela-se mais aberto.
Devido ao processo de democratização o país usufrui de um «prestígio democrático», sendo respeitado e confiado pelos parceiros Europeus e do mundo. Portugal também boas relações com os PALOP, e juntamente com o Brasil e Timor-Leste formam a Comunidade de Países de Língua Portuguesa(CPLP). Portugal também mantém uma colaboração ativa com a comunidade Ibero-Americana.
tirem nota máxima!!

















