Ainda dói pensar no passado, no nosso sangue que jorrou pelo açoite, na dor dos nossos irmãos que passaram pelas mãos de pessoas que diferenciam o outro por uma cor.
A mesma cor que é amada no verão, é odiada em todas as outras estações.
A cor do meu povo, do povo que chorou, que sofreu e morreu.
Milhares de Talitas, Anas, Gabrielas e Marianas, que morreram por causa da sua cor, da sua voz, ou da falta dela.
Eu não vejo você pela sua cor, eu vejo você pela sua voz.
Voz essa que ecoou durante anos de conquistas e batalhas para defender pessoas.
Voz que vai ecoar muito mais.
Você, assassino, que mata inocentes.
Você não calou a voz, você ecoou ela.