no it’s fine the servus just took me by surprise

seen from Russia
seen from Spain
seen from China
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United Kingdom
seen from United States

seen from United States

seen from Australia
seen from France

seen from United States
seen from Malaysia
seen from Ukraine
seen from Malaysia

seen from Australia

seen from United States
seen from Australia
seen from United States
seen from China
no it’s fine the servus just took me by surprise

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
Te hacen falta dos
Manuel Turizo
Para quem não me conhece, eu sou assim. Conversando com meus personagens.
Eu estou extremamente apaixonado por esse personagem. Vigilante S2
Goiânia - Goiás - Brasil

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
“A Última Volta da Roda-Gigante”
Naquela noite de 24 de maio de 2007, a cidadezinha de Arco do Sul parecia suspensa entre dois tempos: o do passado, com suas tradições de festa junina, algodão doce e fogos de artifício; e o do futuro, que pousou silencioso sobre o céu escuro, em forma de disco prateado, com luzes que não piscavam — apenas respiravam.
O som da roda-gigante girando era como o tique-taque de um relógio velho, esperando o momento certo para parar. Ninguém o ouvia — até aquele momento. Quando o objeto surgiu no céu, ninguém gritou. Ninguém correu. Houve, no entanto, um silêncio do tipo que só se escuta nas pausas entre as batidas do coração.
Três crianças, munidas de celulares com câmeras VGA, gravavam o céu como se aquilo fosse apenas parte do espetáculo — mais um efeito especial patrocinado pela prefeitura. Os adultos também pararam. Alguns riram. Outros murmuraram orações. Mas ninguém saiu do lugar. Era como se uma força magnética os mantivesse ali, presos não ao chão, mas à curiosidade.
No meio da multidão, Dona Gertrudes — 84 anos, ex-professora de Ciências e escritora de cartas para mortos — murmurou em voz baixa:
— Eles voltaram.
Ninguém entendeu o "eles". Tampouco se lembraram, mais tarde, de tê-la ouvido. Mas uma criança, com um colar fluorescente no pescoço, perguntou:
— Eles quem, vó?
Ela não respondeu. Seu olhar estava preso à nave, como se reconhecesse nela um velho conhecido. Um velho desafeto. Um velho amor.
O disco flutuava, parado. Não fazia barulho. E ainda assim, havia nele uma espécie de som interno — uma frequência que tocava direto dentro do pensamento, onde as palavras não alcançam.
Então, sem aviso, a roda-gigante parou.
Não bruscamente. Ela apenas... congelou no ar. Como se quisesse observar melhor, como se também estivesse curiosa. As luzes da festa começaram a piscar, como se fossem olhos nervosos. Algumas barracas continuaram vendendo pipoca. Outras... desapareceram.
Literalmente.
Uma menina perdeu os pais. Um pai perdeu os olhos. Uma senhora começou a flutuar e ninguém notou, porque todos olhavam para o céu.
— Isso já aconteceu antes — sussurrou um velho que vendia peixinhos dourados. — Em 1954, na Romênia. Mesma nave. Mesmo silêncio.
E então, com um lampejo mudo, o objeto desapareceu.
A roda-gigante voltou a girar. As luzes acenderam como se nada tivesse acontecido. A banda retomou sua música brega. A multidão seguiu sua festa. Mas algo havia mudado.
No dia seguinte, os jornais não noticiaram o caso. As câmeras dos celulares estavam inexplicavelmente apagadas. As fotos, corrompidas. As pessoas? Elas lembravam... mas embaçado. Como se o evento tivesse sido um sonho coletivo — ou um delírio gripal.
Mas uma coisa era certa: ninguém mais ousou subir na roda-gigante.
Ela continuava lá, silenciosa, brilhando à noite, como se fosse uma irmã terrestre daquele disco que visitou a cidade. Às vezes, os mais atentos juravam ouvir uma música metálica vindo de dentro dela, mesmo desligada. Uma canção repetitiva. Hipnótica.
Como se algo ainda estivesse girando por dentro.
Algo que nunca mais pararia.
Por: Bernardo Dal Pubel
O Casal mais lindo do Brasil
Seu deus deveria te arrebatar logo.