Andrea Chénier (Giordano) - MET, 13/dezembro/2025
Ópera completa legendada em português: vídeo; legenda.
Umberto Giordano (1867-1948) foi atraído pela moda operística do verismo, ou realismo, iniciada pela Cavalleria rusticana de Mascagni. Embora tenha composto uma dúzia de óperas, é lembrado apenas por Andrea Chénier, ambientada na Revolução Francesa e com excelente libreto de Luigi Illica, que também contribuiu para as obras mais populares de Puccini.
Esta ópera é inspirada no poeta romântico francês André Chénier, que pagou com a vida o corajoso combate aos excessos da Revolução Francesa. Mesmo permitindo que Chénier defenda seu malfadado idealismo, Giordano e Illica adicionam uma pitada de romance ao tema político: ele disputa o amor de uma aristocrata com um criado revolucionário. A melodia mais conhecida é a ária de Maddalena pranteando a mãe massacrada pela multidão, “La mamma morta”. Não menos pungente é o dueto final, “Vicino a te”, quando Maddalena decide morrer com Chénier.
- Sinopse - Palestra “Para gostar de Andrea Chénier” - ária “La mamma morta”: Aprile Millo (legendado) - Maria Callas “La Mamma Morta” - filme Filadelfia (1993) - ária “Vicino a te”: Sondra Radvanovsky e Piotr Beczala
Sinopse do MET
Programa
Press-Release
Education Guide (PDF)
(vídeo) “Un dì, all’azzurro spazio” (Piotr Beczała)
(vídeo) “Ora soave” (Sonya Yoncheva, Piotr Beczała)
(vídeo) “Come un bel dì di maggio” (Piotr Beczała)
(vídeo) Daniele Rustioni on the Music of Giordano’s Andrea Chénier
(vídeo) Peter Clark on Verismo Opera and Andrea Chénier
Personagens Principais: - Andrea Chénier: poeta - Maddalena di Coigny: aristocrata amada por Chénier - Contessa di Coigny: sua mãe - Carlo Gérard: criado da família Coigny - Roucher: amigo de Chénier - Incredibile: dândi que espiona para os revolucionários
Sinopse: Antes e depois da Revolução Francesa
Ato I Antes de uma festa no castelo de Coigny, um dos empregados, Gérard, amaldiçoa aquela “casa dourada”. Sua raiva some ao ver Maddalena, filha da condessa. Os convidados ignoram as notícias de agitação em Paris. O poeta Chénier dedica a Maddalena uma ode ao amor, mas os convidados se chocam quando ele denuncia a pobreza. Gérard volta com um bando de mendigos, rasga seu uniforme e se demite. A condessa pede que a dança recomece.
Ato II Cinco anos depois, num café de Paris. Chénier é observado por um espião, Incredibile. Seu amigo Roucher o insta a fugir, mas o poeta se recusa, dizendo esperar uma mulher misteriosa que se diz em perigo e assina suas cartas como “Esperança”. Gérard, agora um revolucionário, busca a mesma mulher. Uma criada leva Chénier à amante, Maddalena. Reconhecendo-a, Chénier se apaixona e jura protegê-la com a própria vida. Convocado pelo espião, Gérard chega e é ferido em luta contra Chénier, mas adverte que ele está sendo procurado como contrarrevolucionário.
Ato III Num tribunal revolucionário, Gérard pede doações para a França enfrentar os inimigos. A multidão canta “La Carmagnole”, e Incredibile informa a captura de Chénier, exortando Gérard a assinar a condenação do poeta. Ele hesita, envergonhado por se ver dominado pelo ódio e o amor, mas assina. Maddalena lhe implora que salve Chénier. Gérard evoca amor por ela, que oferece o corpo em troca da vida de Chénier. Gérard se comove quando ela relata a morte da mãe numa fogueira acesa pelos revolucionários. Em seu julgamento, Chénier defende a luta contra a hipocrisia, e até Gérard se pronuncia em seu favor, mas o juiz o condena à morte.
Ato IV Chénier escreve um derradeiro poema e Gérard chega com Maddalena, que toma o lugar de uma condenada. Sozinhos, Chénier e Maddalena se abraçam, jurando amor eterno. Chamados para a execução, proclamam: “Aceitamos juntos a morte!”






