CAPITULO 20
- O que você está fazendo aqui? - gritei. - Sua mãe me deixou entrar, ahn... pelo jeito ela não sabe de nada do que aconteceu. - sua voz estava trêmula. - Eu não quero saber de você, Grace. Você destruiu, em dobro, cada pedacinho meu que você havia juntado. - eu comecei, com dificuldade. Afinal, minha cabeça estava explodindo - Eu me doei à você... e é daquele jeito que você me ama? Como pode chamar isso de amor, Grace? - Não! Você não pode duvidar do meu amor, Catarina. Eu fiz aquilo pra te provocar ciúmes, não entende? No dia anterior, me mandaram uma carta... era horrÃvel, dizia que você só tinha me enganado e que nunca quis algo realmente sério comigo, dizia que você tinha outra e que aquilo tudo era fingimento, você chorava comigo, mas ria à s minhas costas. No final, o que era ainda pior, era sua assinatura no final. "Com amor, Catarina" dizia, ironicamente. Até ontem eu pensei que fosse isso mesmo, mas ao ver tua reação eu percebi... percebi que não era nada daquilo, que haviam me enganado. Desculpa... desculpa por ter desconfiado do que dizia sentir, mas ficava meio difÃcil com aquela carta em mãos... - Eu não sei o que dizer, não sei se posso acreditar em você, Grace... - meus olhos já se enchiam de lágrimas. - Toma, olhe! Olhe aqui, eu trouxe a carta... leia. Cada palavra que eu lia era uma lágrima que corria meu rosto, a tristeza, o arrependimento e sei lá mais o que se misturava com a dor de cabeça, eu temia o término da carta, não saberia o que dizer a ela. E, após enrolar no mÃnimo cinco minutos, puis a carta em meu colo, chorava muito, de soluçar. Grace me abraçou, eu a amava. Não consegui ceder. - Desculpa... - sussurrei, enfim. - Não, shhhh! Não precisa se desculpar, eu te amo, Catarina. - Eu também te amo, Grace. Ah... e como amo! - Eu não quero me separar de você, não quero você longe de mim outra vez. - Nunca mais passaremos por isso, meu amor. Ficamos em silêncio por algum tempo e depois nos beijamos, como era doce o beijo dela... seus lábios quentes tocando os meus, não havia coisa melhor. Não sei se aquela fora a melhor escolha que eu poderia ter feito, mas a fiz, mesmo assim. Foi por amor e, bem, eu sempre fui louca de amor, eu era capaz de tudo em nome dele. E eu a amava... ela era a mulher da minha vida.














