For the first time | POV
Quem nunca parou em frente a tv e assistiu os eventos em que os artistas eram chamados para participar e nunca teve vontade de estar lá também? As coisas na tv pareciam sempre ser mil vezes mais divertidas e mais empolgante, aumentando cada vez mais a vontade de poder compartilhar da mesma coisa com as pessoas que estavam lá. Não que não fosse realmente empolgante, mas o pai de Aecha dizia para a garota que nem tudo é o que parece ser e que a televisão sempre aumentava a verdadeira imagem de como as coisas são. Em uma parte a garota concordava, mas em outra parte, ela achava que era puro exagero.
Quando a garota entrou no local onde aconteceria o evento, pode comprovar que o pai estava errado em certo ponto. Tudo parecia exatamente igual ao que era mostrado na televisão, até melhor. A menina parecia uma criança de cinco anos ganhando um presente que ela quis muito de aniversário. Ela estava tão encantada e tão feliz de estar ali, que parecia que nada poderia estragar a felicidade dela.
Aecha sempre fora considerada muito boba por sonhar coisas que as pessoas da sua cidade diziam ser impossíveis. Seus vizinhos diziam que ela deveria por os pés no chão, pois quem sonhava alto demais, acabava se machucando feio com a queda. E se ver ali, a fazia pensar se os sonhos eram realmente tão altos igual eles diziam ou se a menina havia aprendido a voar. Ver tudo o que sempre almejou se tornando realidade era algo surreal na sua vida. A garota tinha medo de que algum dia, tudo isso não passasse de um sonho e ela acordasse vendo que continuava na sua casa em Jeju. A menina levou a mão até o seu braço, o beliscando levemente e disfarçadamente. Era tudo real mesmo, não é? Não era sonho, nem ilusão. Era a realidade. Tudo aquilo que a menina havia batalho, ela havia conquistado e estar ali, no ISAC, só provava o quanto valia a pena cada batalha que enfrentou.
Era a sua primeira vez, era a sua primeira oportunidade, mas ela estava lisonjeada e ela prometia a si mesma, a cada passo que dava dentro do evento, quando ia de encontro ao grupo em que tinha ficado, que daria o seu melhor.










