When u talk about how children are an oppressed group and that youth lib is a thing that should happen and children shouldn't be viewed as property but then some annoying motherfucker barges in saying that there should be a facility that tests your ability to be a "good parent" and if you fail you get stripped of custody
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Nos Subterrâneos do Estado Novo: o livro esquecido que abriu as portas das masmorras de Vargas
Há livros que registram uma época; outros parecem ter sido escritos para impedir que uma época seja esquecida. Nos subterrâneos do Estado Novo, de Herondino Pereira Pinto — Heron P. Pinto —, publicado pela Editora Germinal, no Rio de Janeiro, em 1950, com prefácio de Edmundo Moniz, pertence à segunda e mais rara categoria. Pequeno em extensão, mas gigantesco em força documental e acusatória, o volume mergulha nos porões da ditadura de Getúlio Vargas para recuperar, da perspectiva de quem conheceu a prisão por dentro, aquilo que a propaganda oficial procurava esconder: a arbitrariedade das detenções, a incomunicabilidade, a tortura, a fome, os espancamentos, a degradação física e moral, o trabalho forçado, a vigilância policial, a perseguição sindical e política e a transformação do cidadão em mero número dentro de uma engrenagem repressiva. Heron não escreve como historiador distante, mas como jornalista, militante e ex-prisioneiro que atravessou pessoalmente esse universo de exceção e que, depois de experimentar seus subterrâneos, decidiu convertê-los em reportagem, memória e libelo. O próprio livro se apresenta como testemunho daqueles que passaram pela Casa de Detenção e pela Colônia Correcional de Dois Rios, na Ilha Grande, evocando também outros presos políticos, entre eles Graciliano Ramos.
Publicado justamente quando Vargas se preparava para retornar à Presidência pelo voto, o livro possuía uma finalidade imediata e deliberadamente incômoda: lembrar aos brasileiros quem era o homem que novamente lhes pedia confiança. Seu argumento implícito era devastador em sua simplicidade: antes de ouvir as promessas do candidato, era preciso recordar o ditador. E recordar significava descer às celas, aos cubículos infectos, aos “caixões” da Polícia Central, às salas de interrogatório e aos pavilhões de Dois Rios, onde, segundo os testemunhos reunidos por Heron, homens eram espancados, queimados, privados de sono, de alimento, de comunicação e até da própria identidade. Há relatos de presos que chegavam incapazes de caminhar depois dos castigos, de corpos transformados em feridas, de unhas arrancadas e de torturas destinadas a produzir confissões para crimes que os acusados negavam ter cometido.
Ao lado da violência física aparece uma violência talvez ainda mais insidiosa: a destruição sistemática da personalidade jurídica do indivíduo, reduzido a número, objeto de vigilância, corpo a ser disciplinado e força de trabalho a ser explorada.
Nos subterrâneos do Estado Novo é, assim, uma espécie de anatomia do Estado policial varguista vista de baixo — não dos palácios, ministérios e discursos oficiais, mas do cimento das celas e da carne dos prisioneiros. Sua narrativa percorre a escalada repressiva iniciada após 1935, o estado de guerra, o Tribunal de Segurança Nacional, o golpe de 10 de novembro de 1937, a supressão das liberdades políticas, a censura, o controle sindical e a consolidação de uma estrutura autoritária que combinava nacionalismo, corporativismo, propaganda e polícia política. O livro procura ainda demonstrar as conexões entre a repressão brasileira e o ambiente internacional dos totalitarismos europeus, chegando a reproduzir documentos sobre contatos entre polícias políticas e a Gestapo.
Não se trata, porém, de afirmar que o Estado Novo tenha sido uma simples cópia do fascismo italiano ou do nazismo alemão; sua estrutura possuía raízes brasileiras e uma combinação própria de autoritarismo, corporativismo, nacionalismo, centralização administrativa e violência policial. Mas é inegável que o regime se desenvolveu em um mundo no qual fascismo, nazismo e outras formas de totalitarismo ofereciam modelos concretos de controle social e repressão política.
A própria capa do livro, com sua fileira de prisioneiros uniformizados sob a vigilância de guardas, funciona como uma síntese visual de seu conteúdo: o indivíduo absorvido pela massa carcerária, observado pelo Estado e privado de sua liberdade. A presença de alguns asiáticos é particularmente sugestiva à luz do contexto racial e eugenista da Era Vargas, marcado por restrições à imigração japonesa e pelo discurso do chamado “perigo amarelo”.
O que emerge, portanto, dessas 112 páginas é algo maior que uma simples denúncia contra Getúlio Vargas. É o retrato de um mecanismo de poder: o Estado que proclama defender a ordem passa a definir arbitrariamente quem é o inimigo; a polícia substitui a investigação pela suspeita; a Justiça se curva à lógica de segurança; a censura decide o que a sociedade pode saber; o sindicato perde autonomia; e a propaganda constrói, sobre os escombros da liberdade, a imagem de um governante protetor e popular. Heron compreendeu que a violência política não começa necessariamente quando o porrete desce sobre o corpo do prisioneiro; ela começa muito antes, quando uma sociedade aceita que determinados cidadãos podem ser privados de direitos porque foram classificados como perigosos. Depois disso, o restante — a cela, o interrogatório, a tortura, o silêncio e o desaparecimento da pessoa atrás de um número — torna-se apenas a consequência lógica de uma exceção que deixou de ser excepcional.
É justamente por isso que este livro raro, esquecido e quase clandestino na bibliografia brasileira merece ser resgatado. Porque sua importância não reside somente naquilo que revela sobre o Estado Novo, mas naquilo que revela sobre a própria memória nacional: a facilidade com que uma ditadura pode ser posteriormente recoberta pela aura de um líder carismático, pelas realizações administrativas, pela legislação social e pela propaganda de um Estado benfeitor. Herondino Pereira Pinto escreveu contra essa amnésia. Escreveu para que, por trás do mito, ainda pudéssemos ouvir os gemidos das masmorras; para que, por trás dos discursos, ainda pudéssemos enxergar os corpos; e para que, por trás do candidato que em 1950 voltava a pedir votos, permanecesse visível a sombra do governante que, poucos anos antes, havia fechado o Congresso, sufocado a oposição e permitido que a máquina policial penetrasse até os lugares mais íntimos da existência humana. Nos subterrâneos do Estado Novo é, em última análise, uma descida ao porão de uma das experiências autoritárias mais decisivas da história brasileira — e um aviso de que aquilo que uma nação não consegue ou não quer lembrar pode, um dia, voltar à superfície.
Há livros que registram uma época; outros parecem ter sido escritos para impedir que uma época seja esquecida. Nos subterrâneos do Estado No
Epstein’s underwriting of Edge gave him extraordinary access and trust with men who were already building the systems – cloud platforms, AI architectures, digital-asset networks – that now underpin political and economic power.
Threaded through that infrastructure was a worldview that Epstein helped architect: the elevation of a self-defined cognitive aristocracy; rising scepticism toward democratic accountability; an obsession with racial and gender hierarchy, and genetic “optimisation”; machine intelligence as the inevitable future of humanity, if it survives extinction; the legitimacy of population culling to root out inferior groups; all rooted in a hyper-reductionist, technocratic (and arguably unscientific) view of existence as a computer simulation in an amoral multiverse of simulations.
Nafeez Ahmed in Byline Times (Dec. 5, 2025). How Epstein Channelled Race Science and ‘Climate Culling’ Into Silicon Valley’s AI Elite
The Epstein files expose how racial hierarchy, genetic “optimisation” and even climate-driven population culling circulated inside Big Tech circles
Part One of this exclusive three-part investigation explores how Epstein was embedded in the Silicon Valley ‘Broligarchy’ brains trust. Part Two uncovers how Epstein intersected with pivotal moments in Bitcoin. Part Three, the channelling of an apocalyptic vision of climate ‘culling’ and eugenics.
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Why have a child in a world like this where all they will do is fling hate and death threats to you? Do you not worry for your child's safety, that someone may enact violence on them once born for who their parents are? And in your country, which you say is so hateful? What is your motive, I'm genuinely curious why this would be a safe or good option for you at all
I understand the concern. but anon, I didn't even know I could get pregnant or have kids, I wasn't planning to, but since it happened I'm choosing to keep the baby regardless. as for your concern, would you say the same thing about disabled people with genetic disabilities who reproduce? would you say the same thing about the BIPOC in countries where they're actively getting targeted and killed just for having a different skin color or facial feature than the white people? would you say that all the poor countries need to stop reproducing as a whole? is marganalized groups never reproducing the solution? OR maybe it would be better to not spread eugenics rhetorics, spread awareness instead and help the world get better? with your logic marginalized people should go extinct and only privileged people (pericis het white rich neurotypical able bodied people from "developed" countries) must remain in this world because the world is too cruel for everyone else. maybe even pericis straight women need to stop reproducing as a whole because women are constantly targeted and there are tons of femicide cases. see, this is eugenics. we need to try to make the world a better place for everyone. I'm non-white, disabled+neurodivergent, gay, non-cis, intersex, not rich and not even from a developed country. I know my life has been hell, but I have friends and I've seen many pretty things, and I don't see any problem with having a child if I know how to raise them and what to do when something bad happens. I can protect my child, my partner can protect our child and we can teach them many things.
and here's another thing. are we forgetting that there's global warming happening right now? even in the Europe, where people who hold the most privilege live, people are dying from heatwaves. the food quality decreases with global warming. reproducing is egoistical not only for marginalized groups but every single person in the world in this case. maybe the humanity needs to stop reproducing as a whole? see, this is how exactly your logic sounds.