Solitude
Solidão que no nada do branco limbo, fixa meus olhos; Solidão que dilacera-me de tanto fazer-me chorar; Solidão que me venceu , entreguei-te todos meus sonhos; Solidão, tu levantas-me somente para de novo empurrar-me. Traiçoeira, mentirosa, afasta de mim o tudo; A minha sentença por estar de lábios colados sem ter capacidade de falar; Será que ainda faço parte deste mundo? Às margens, uma força parece começar fazer minhas malas... Que dia este trem irá partir? É definitivo ou viagem para voltar ao centro? Mas esta demora rasga-me o peito, necessito fazer decidir; Será que irei ao abismo ou irei desfazer minhas trouxas em busca de um outro derrotismo? Pelas janelas, as marcas de minhas mãos Que tentam tatear o mundo real Em vão: Choro por estes momentos , que são recomeços, mas deveriam ser finais. Presa sem tranca; Braços cruzados sem reprimendas; Liberdade manca... Corta-me os pés, amarra-me os braços na incompreensão... tão complexo... antes fosse lenda. MorganaDeAvalon










