Nossos Livros:
View baixotu’s Linktree to discover and stream music from top platforms like YouTube, Spotify here. Your next favorite track is just a click

seen from Australia
seen from China
seen from Malaysia
seen from Russia

seen from India

seen from United States

seen from Indonesia
seen from Malaysia

seen from Bangladesh
seen from United States
seen from Indonesia

seen from Malaysia

seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from Malaysia
seen from United States
seen from United States
seen from China

seen from United States
Nossos Livros:
View baixotu’s Linktree to discover and stream music from top platforms like YouTube, Spotify here. Your next favorite track is just a click

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
Nossos Livros:
View baixotu’s Linktree to discover and stream music from top platforms like YouTube, Spotify here. Your next favorite track is just a click
E se a pandemia nunca tivesse acontecido? Um mundo de tecnologia em marcha lenta
É estranho pensar nisso, mas a pandemia — esse trauma coletivo que virou nossas rotinas de cabeça pra baixo — também acelerou o mundo. Em especial, o mundo digital. A necessidade de isolamento nos empurrou para dentro das telas e, com isso, fomos forçados a reinventar a forma de viver, trabalhar, estudar e até de cuidar da saúde.
Agora, imagine por um momento que a pandemia nunca tivesse existido. Que os escritórios seguissem cheios, que as aulas acontecessem apenas entre quatro paredes, e que reuniões online ainda fossem uma opção distante. A verdade é que, sem a pressão do “precisamos nos adaptar agora”, muita coisa continuaria onde estava: funcionando, mas sem ousar mudar.
A tecnologia ainda teria avançado, claro. Mas talvez com mais passos tímidos do que saltos ousados. A telemedicina, por exemplo, provavelmente continuaria sendo uma promessa para o futuro, e o ensino remoto algo adotado só por universidades mais inovadoras. A inteligência artificial estaria mais escondida nos bastidores das grandes empresas do que presente nas nossas vidas em forma de assistentes virtuais e chatbots.
Mas o que mais chama atenção é que, sem pandemia, a discussão sobre inclusão digital talvez não tivesse ganhado força. Não teríamos nos dado conta do quanto o acesso à internet é, sim, uma necessidade básica. O digital teria seguido crescendo, mas em uma bolha — acessível para alguns, distante para tantos outros.
Ou seja: sem pandemia, o mundo talvez fosse mais “analógico” do que é hoje. Menos ágil, menos conectado, menos adaptável. A dor coletiva trouxe muitos desafios — mas também revelou que a tecnologia, usada com consciência, pode aproximar, transformar e até curar.
✨ E você, já tinha pensado nisso? Como acha que sua vida estaria hoje sem essa aceleração digital que a pandemia causou?
“É só que... não tenho mais saída. Sinto que cheguei ao meu limite. Eu costumava pensar que era forte, mas estou um pouco cansada.”
Título: A Inconveniente Loja de Conveniência Autor: Kim Ho-Yeon Classificação: +12 Avaliação: ★★★★★
É fácil de entender porque “A Inconveniente Loja de Conveniência” foi o livro mais vendido na Coreia do Sul em 2022 e como ele já ultrapassa a marca de mais de 1 milhão de cópias vendidas. Com uma história realista e cativante, o autor Kim Ho-Yeon nos guia em uma jornada que emociona e aquece os corações.
Publicado no Brasil em novembro de 2023, a obra surge em um momento em que não só o Brasil mas o mundo como um todo passa a enxergar a cultura sul-coreana com outros olhos, não só conhecendo como também consumindo a cultura pop produzida pelo país. Temos o consumo da música popular que se dá por meio de grupos como BLACKPINK e BTS, passando para as mídias audiovisuais que ganharam notoriedade nos últimos anos com filmes como Parasita e séries como Round 6. É possível ver que o mercado literário não está alheio a esse fenômeno e assim o acesso a literatura sul-coreana também passa a ganhar mais espaço.
“A Inconveniente Loja de Conveniência” é uma obra que mostra como nossa vida pode mudar de uma hora para a outra, mas acima de tudo, mostra como através das nossas atitudes temos o poder de mudar a vida daqueles a nossa volta. Com situações e dilemas capazes de gerar identificação tanto nos leitores mais velhos quanto nos mais novos, Kim Ho-Yeon cria uma obra capaz de nos fazer refletir sobre o mundo, a vida e as pessoas.
A trama segue Dok-Go, um morador de rua que não tem lembranças do seu passado. Ele acaba encontrando uma bolsinha com os documentos da Senhora Yeom, uma professora aposentada. Dok-Go entra em contato para devolver a bolsinha a sua dona, para demonstrar sua gratidão a Senhora Yeom leva o morador de rua até sua loja de conveniência e lhe dá comida. Ao ver a felicidade dele, ela pede para que ele passe lá todos os dias para pegar uma marmita.
Os dias vão passando até que durante um assalto, Dok-Go intervém e acaba salvando a Senhora Yeom daquela situação desagradável, vendo a bondade do homem e contrariando o bom-senso e a opinião dos demais funcionários, ela acaba contratando Dok-Go para trabalhar no turno da noite. Ninguém esperava muito dele, mas Dok-Go se mostra um excelente funcionário e consegue cativar as pessoas ao seu redor, tanto aqueles que trabalham com ele, como as pessoas que visitam a loja. Só tem um probleminha, o filho vigarista da Senhora Yeom tenta a todo custo convencer a mãe a vender a loja para que possa aplicar esse dinheiro em seus negócios pessoais, para que seu plano corra bem ele contrata um detetive para descobrir quem é Dok-Go e o que ele fazia no passado.
Os personagens que compõem a narrativa são únicos e envolventes. Cada um com sua história e com seus problemas, mas todos eles tem aquela lojinha de conveniência como algo em comum. A forma como evoluem e como suas vidas mudam a partir do momento em que conhecem Dok-Go é algo que nos faz acreditar que mesmo as pessoas que menos esperamos podem sim ser boas, independente das circunstâncias.
Com uma linguagem fácil e direta temos uma história que é curta mas cheia de significado. Não se trata de um livro muito descritivo, mas ainda assim é de se admirar a riqueza de detalhes da narrativa. É preciso salientar que para aqueles que não entendem muito sobre o sistema monetário coreano ou sobre conversão alguns dos problemas e questões financeiras citados no livro podem não ter tanto peso ou podem não causar o impacto esperado. Não é algo que vai tornar a história ruim, longe disso, mas é necessário dedicar um pouco de tempo à pesquisa para que o livro seja entendido em sua totalidade.
Fora que para os leitores que amam capítulos curtos, esse livro pode decepcionar, pois temos duzentas e setenta e duas páginas diluídas em apenas oito capítulos. Apesar do susto inicial, os capítulos não são tão longos e nem maçantes, e como cada um vai passar pelos dramas de personagens diferentes, a sensação que alguns podem ter é de que a leitura se assemelha a de um livro de contos.
“A Inconveniente Loja de Conveniência” é realista e desperta no leitor sentimentos como curiosidade, surpresa e comoção. Mesmo narrando a história de diversos personagens, o foco se mantém em Dok-Go e na Loja de Conveniência. O final pode não agradar a todos, mas encerra bem a obra sem que haja necessidade de uma continuação, o que pode acontecer após o final? Fica a cargo do leitor imaginar as possibilidades.
Em resumo, trata-se de uma obra capaz de despertar fortes emoções e sentimentos, além de trazer ensinamentos valiosos para aquele que lê e está atento para entender o que o autor quer falar através de cada interação e de cada situação. Uma história que explora a fundo as dificuldades enfrentadas nas diferentes fases da vida e mostra como a felicidade não pode só ser procurada, deve ser construída. Surpreendente, engraçado, emocionante e ouso dizer, um pouco inconveniente até...
Resenha por: Martha Cristina IG: @eu.e.meus.livros
Duas irmãs, um jogo: Bem-vindos ao Caraval...
Título: Caraval Autora: Stephanie Garber Classificação: +14 Avaliação: ★★★★☆
Stephanie Garber nos conduz a um mundo repleto de magia e segredos. Com um enredo cativante e uma história diferente de tudo que você já possa ter lido, Caraval é um convite para conhecer um universo onde a realidade e a ilusão se entrelaçam, nos fazendo questionar se o que se passa é, de fato, apenas um jogo. Garber é uma autora norte-americana, responsável por nos proporcionar as trilogias de sucesso ‘Caraval’ e ‘Era uma vez um coração partido’ que a levaram ao status de Autora Nº 1 do New York Times e ao status de Best-Seller Internacional. Suas obras já foram traduzidas para mais de 30 idiomas e seu sucesso no meio literário é inegável.
A autora cogitou desistir da carreira de escritora enquanto escrevia Caraval e fico feliz em ver que isso não se concretizou, pois teríamos perdido histórias incríveis caso isso tivesse acontecido. Originalmente publicado em 2017, Caraval chegou ao Brasil pelo grupo Novo Conceito e logo sua sequência intitulada Lendário também veio, porém a editora não chegou a lançar o terceiro volume que era o tão aguardado final dessa história. Sendo mais tarde relançado através da Editora Gutenberg, a trilogia completa contando com os títulos Caraval, Lendário e Finale chegou ao Brasil no final de 2022 fazendo a alegria dos fãs que aguardavam o fechamento da trilogia e conquistando um novo público que até então ainda não havia tido contato com a obra.
Caraval é uma história que desafia os limites da imaginação, criando uma atmosfera repleta de tensão e mistério que cativa o leitor e atiça sua curiosidade logo nas primeiras páginas. Não é atoa que seus direitos de adaptação já foram adquiridos pela 20th Century Fox. Caraval é uma experiência que não pode ser simplesmente descrita, precisa ser vivida através da imaginação do leitor.
Aqui conhecemos as irmãs Scarlett e Donatella que vivem sob a tutela do sádico e perverso pai. As duas cresceram ouvindo histórias sobre o Caraval e sua magia, sonhando em conhecer o Mestre Lenda e viver as aventuras que o Caraval promete Scarlett começa a escrever cartas para Lenda acreditando que seus sonhos podem ser realizados, mas nunca há resposta. Após anos se passarem, Scarlett já é adulta e agora se encontra noiva a mando de seu pai, pensando que não há mais nada que possa ser feito por ela, Scarlett aceita de bom grado sua situação e o casamento com um homem que ela nunca conheceu, tudo está encaminhado, até que finalmente, a resposta às cartas que ela passou anos escrevendo finalmente chega junto com ingressos para participar do Caraval.
Scarlett sequer imagina a possibilidade de comparecer ao evento pois o pai jamais permitiria. Ela está decidida, até que sua irmã, contando com a ajuda de um rapaz que mal conhece, sequestra Scarllet para que ela possa viver o espetáculo antes de se casar. O plano parece perfeito, até que ao chegar no evento, Scarlett se dá conta de que sua irmã desapareceu. Para ter a chance de vê-la novamente Scarlett não só precisará participar do Caraval como precisará vencê-lo. O Caraval é um jogo cuidadosamente arquitetado e há mais pessoas jogando, será que Scarlett tem o que é necessário para ganhar?
Trata-se de uma premissa que de cara já chama a atenção, Caraval consegue nos encantar mais pela atmosfera do que de fato pelos personagens. Scarlett não tem o carisma que se espera da protagonista e a partir de suas atitudes, em diversos momentos sequer conseguimos desejar que ela vença, lhe falta carisma, inteligência, astúcia e etc. características que não são obrigatórias, mas que aqui fazem muita falta. É possível ver que ao longo da obra a personagem evolui e amadurece, mas não conte muito com isso, pelo menos não até aproximadamente a metade do livro.
Ainda bem que não é só em torno dela que a história se desenrola. Os personagens secundários conseguem nos fascinar e mesmo tendo pouco espaço nos intrigam e nos fazem questionar a tudo e a todos. A atmosfera que Stephanie Garber cria consegue nos entreter mesmo quando não há eventos tão relevantes acontecendo na narrativa, só a magia do Caraval e seus mistérios conseguiriam facilmente manter os leitores entretidos por horas.
Garber consegue balancear muito bem a ação e a descrição, conseguimos imaginar todos os cenários com uma riqueza incrível de detalhes ao mesmo tempo que conseguimos pensar nas interações e atitudes dos personagens presentes em cada cena. Não se trata de uma leitura difícil, mas ainda assim alguns poemas, metáforas e charadas requerem uma certa atenção na hora da leitura para que seu sentido não se perca, é uma obra que em alguns momentos exige essa postura mais concentrada do leitor.
Caraval se mostra uma obra única com uma narrativa que encanta e impressiona. Trata-se de uma mistura de fantasia, romance, ação, mistério e suspense. A princípio, ler isso pode assustar, muitas obras tentam fazer um pouco de tudo e acabam não entregando nada com maestria, mas não é esse o caso aqui. Me fogem palavras para descrever essa obra pois nenhuma que vem a mente se equipara a magnitude do que é o Caraval, parece que tanto o evento quanto a obra fazem jus a fama que os precede.
Em síntese, "Caraval" se mostra uma obra que diverte e hipnotiza os leitores, é possível sentir essa tal magia que o livro tanto cita através da leitura, Stephanie Garber mostra a que veio e se consagra no meio literário. Além de trazer todo esse encanto, Garber faz com que seja impossível não querer seguir a leitura da trilogia, após os eventos finais de Caraval eu duvido que Lendário não seja o próximo livro na sua lista.
Resenha por: Martha Cristina IG: @eu.e.meus.livros

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
A autora prova que um livro pode ser bom sem precisar de muitas páginas ou de um enredo extremamente complexo. Muitos querem escrever histórias grandiosas, mas nem todos têm conteúdo para tanto.
Título: A vida do livreiro A. J. Fikry Autora: Gabrielle Zevin Classificação: +14 Avaliação: ★★★★★
Gabrielle Zevin é uma jovem escritora norte-americana conhecida por seus romances e contos que já foram traduzidos para mais de quarenta idiomas, além de também atuar como crítica literária e roteirista. Zevin nos presenteia com seu oitavo livro intitulado 'A vida do livreiro A. J. Fikry', vale ressaltar que a autora também trabalhou no filme de mesmo nome que adaptou esse romance.
Publicada em 2014 no Brasil através da editora Companhia das Letras sobre o selo Paralela, a obra surge em um momento em que o meio literário parecia abraçar cada vez mais narrativas humanizadas e histórias emocionantes. A trama apresenta diversas reviravoltas que mudam o rumo da vida de A. J. Fikry e nos mostra o impacto que os livros causam nas pessoas e na sociedade retratando lindamente a forma como a vida pode nos tirar coisas importantes para eventualmente trazer coisas ainda melhores e mais significativas para nós.
A trama acompanha o livreiro A. J. Fikry, um homem rabugento que é dono da única livraria na pequena Alice Island. A vida de A. J. parece ter chegado ao fundo do poço, sua esposa morreu, um exemplar raro e valioso que possuía foi roubado e ainda por cima, sua saúde não anda lá essas coisas. A. J. se sente sozinho e desesperançoso, até que um pacote peculiar é deixado na livraria, essa entrega muda a vida de A. J. do dia para a noite e é a partir dela que a história do livreiro se transforma e recomeça. Aos poucos, a tristeza e a solidão perdem espaço e A. J. volta a experimentar a felicidade e através de sua pequena livraria, consegue espalhá-la por toda Alice Island.
A vida do livreiro nos oferece uma história comovente e única que explora a complexidade das relações familiares e interpessoais. Nos mostra como amor, perda e redenção fazem parte da vida e nos entretém com personagens com os quais conseguimos nos importar e até mesmo nos identificar. Dosando bem drama e comédia, Gabrielle Zevin cria uma atmosfera que cativa e fascina os leitores, até mesmo aqueles que, assim como quem vos fala, não davam nada pelo livro.
Os personagens que compõem a narrativa são sem dúvida instigantes, além do núcleo principal, quando conhecemos os personagens secundários a princípio não lhes damos o devido valor, afinal, não são o foco da história, mas a participação que acabam tendo na trama e sua influência no desenvolvimento dos personagens principais é indiscutível, além de terem seus próprios arcos isolados concluídos com maestria.
A escrita de Zevin é simples e rápida, mas ainda assim coesa e coerente. A autora prova que um livro pode ser bom sem precisar de muitas páginas ou de um enredo extremamente complexo, o que ouso dizer, é um mal da literatura atualmente. Muitos querem escrever histórias grandiosas, mas nem todos têm conteúdo para tanto.
"A vida do livreiro A. J. Fikry" é uma obra que agrada e surpreende. A natureza prática da narrativa aproxima o leitor da história e a linguagem simples agrada a todos os tipos de leitores. A obra foge de clichês do gênero e é uma leitura esplêndida para quem quer se emocionar e fugir do tradicional. Apesar de se tratar de uma história do tipo ‘Ficção Literária’, temos uma trama realista e envolvente que nos encanta e nos prende desde os primeiros capítulos.
Em suma, "A vida do livreiro A. J. Fikry" é uma leitura que explora a existência e gera reflexões profundas acerca da vida e da forma como a levamos. Uma inspiração para aqueles que se sentem perdidos e solitários, um respiro para aqueles que procuram uma história diferente de tudo que já leram e uma leitura essencial para os entusiastas de livros. Aqui a autora nos entrega uma história que toca profundamente os apaixonados por literatura. Resenha por: Martha Cristina IG: @eu.e.meus.livros
Faz muito sentido esse livro ter sido lançado em 2009, tem tudo que estava em alta na época, emos, triângulo amoroso e rivalidade feminina.
Título: Fallen Autora: Lauren Kate Classificação: +12 Avaliação: ★★★★
Lauren Kate é uma autora norte-americana conhecida por suas histórias dentro do gênero ‘Young Adult’ (YA). Autora nº 1 do New York Times e best-seller internacional, Lauren já teve seus livros traduzidos para mais de 30 idiomas e já venderam cerca de 10 milhões de cópias ao redor do mundo. A série Fallen é certamente seu trabalho mais notável e só no Brasil já foram vendidos cerca de 1 milhão de exemplares. Neste romance paranormal, mergulhamos em uma história complexa envolvendo um romance proibido e anjos caídos.
Publicado pela primeira vez em 2009, "Fallen" não é inovador e não gerou um impacto tão significativo quando outras séries de mesmo gênero, mas seu sucesso comercial é inegável e a obra conquistou uma base de fãs considerável, chegando até mesmo a ter uma adaptação para o cinema, adaptação essa que não foi muito bem recebida pelo público e nem pela crítica, mas os fãs ainda não perderam a esperança de ver os livros da série ganhando vida agora que uma nova adaptação foi confirmada e as gravações já estão em andamento.
A história gira em torno de Luce Price, a única testemunha de um incêndio onde só ela sobreviveu. Luce não se lembra do que aconteceu e todos à sua volta se questionam sobre a inocência dela e sobre os mistérios que cercam esse acidente. É difícil provar que Luce é culpada, mas também não é possível alegar que ela seja inocente, então ela é mandada para o reformatório Sword & Cross.
Lá ela conhece Daniel, um jovem belo e misterioso por quem ela sente uma atração diferente de tudo que já sentiu na vida, é quase como se ela já o conhecesse mesmo sem nunca tê-lo visto antes. Daniel não se mostra muito amigável e parece querer evitar Luce a todo custo, ao contrário de Cam que parece fazer de tudo para ter a atenção e o afeto de Luce. Logo, ela se vê cercada por segredos e mistérios envolvendo Daniel, Cam e os demais alunos da Sword & Cross. A vida de Luce está prestes a mudar, ela só não sabe disso ainda.
“Fallen” promete revelações fascinantes e amores proibidos, o que de fato é entregue ao longo da narrativa, Lauren Kate cria uma atmosfera que ao mesmo tempo nos intriga e nos inquieta. Dúvidas e questionamentos acabam surgindo ao longo da leitura, mas nem todos são respondidos, não por incompetência da autora, mas sim porque ainda há muito a ser explorado ao longo dos demais livros da série.
Luce não é tão cativante quanto se espera que a protagonista seja e ao longo da história ela acaba não evoluindo em quase nada, Daniel também não foge muito disso, apesar de ser o par romântico de Luce ele mal tem falas ou ações impactantes ao longo do livro e com o desenvolvimento de Cam e a forma como a relação dele e Luce se desenvolve, se torna difícil torcer para que Daniel e protagonista fiquem juntos.
Os personagens secundários, em sua maioria, não têm muito espaço para se desenvolver apesar de terem personalidades marcantes e potencial para evoluírem ao longo da série. Mesmo com pouco espaço, alguns deles ainda conseguem nos surpreender ao trazer reviravoltas e momentos marcantes para a história, o que apesar de ocorrer com pouca frequência, faz com que o leitor queira ir mais longe para descobrir o que está por trás de toda esses acontecimentos e como os novos eventos vão se desenrolar.
A autora traz personagens curiosos e que nos fazem questionar quem é bom e quem é mal de verdade, e mesmo chegando ao final da história já tendo feito um juízo de valor acerca de tudo e de todos, ainda assim conseguimos ser surpreendidos quando a verdade enfim aparece. Seguindo a ideia de que muito ainda será revelado ao longo dos próximos livros, é possível acreditar que as vivências e as motivações de cada personagem ainda terão espaço para serem apresentadas.
Kate foca muito na descrição e deixa a ação um pouco de lado, os acontecimentos se desenrolam vagarosamente então eventos relevantes demoram para acontecer, o que por vezes acaba fazendo com o impacto deles seja maior, é um estilo de narrativa que acaba sendo muito expositivo e que acaba perdendo a fluidez, fazendo a trama estagnar em alguns momentos.
Apesar de não ser tão original e sua execução não ser das melhores, "Fallen" tem uma premissa interessante e intrigante, explorando temas que hoje não são vistos com frequência no mercado editorial. É uma trama promissora e que tem potencial para escalar ao longo dos demais livros da série, para leitores já familiarizados com o gênero, "Fallen" pode parecer clichê e previsível, mas ainda assim é divertido e excitante para quem não procura uma história muito complexa.
Em resumo, "Fallen" tem seu mérito e explora de forma eficaz temas sobrenaturais e o romance entre uma humana e um anjo caído. A criação de mundo e como os mistérios se desenrolam ao longo da narrativa podem ser considerados os pontos fortes do livro, enquanto por outro lado devemos considerar também os pontos negativos como a falta de complexidade dos personagens e a escrita ocasionalmente arrastada, o que pode distanciar alguns leitores. “Fallen” não deixa de ser uma leitura envolvente e divertida, é importante entender suas limitações para não acabar se decepcionando.
Resenha por: Martha Cristina IG: @eu.e.meus.livros
A leitura é uma maneira maravilhosa de viajar sem sair de casa; A leitura pode ser a porta para um mundo de descobertas e aventuras