Partiste para outro lugar.
No cais onde todos iremos acostar, um dia.
Foste-te, assim. Sem despedidas e sem demoras.
Mas ainda outro dia, num outro dia, tropecei numa cacete.
Uma cacete daquelas com fita, que se coloca dentro de um vídeo e dá imagem, na televisão.
Uma cacete velha, quase tão velha como eu!
E lá estavas tu, tão mais nova do que eu me lembro!
E rebobinei a cacete, uma e outra vez, e tu repetiste todos e os mesmos movimentos.
De novo e de novo… como num filme estragado.
Como numa memória bonita.











