Sei que você acredita que o amor é algo meio banal, mas no fundo, vamos confessar, você sabe que o que temos não é nada banal. Talvez porque não seja amor. Se for, não é o tal "amor" que as pessoas estão acostumadas a pregar, e que sabemos o quão falso é. Sabemos que nossa questão vai além de textos, por isso raramente te escrevo. Porque falo olhando em seus olhos e demonstro só pra você o que sinto, e você faz o mesmo. Sempre fez. Eu sei que tem diversos sonhos, que pretende ir embora do país no ano que vem, e que tem uma visão meio diferente de mim das coisas, e que exagera em diversos aspectos. Precisamos admitir. Mas adoro tudo isso. E adoro os nossos encontros, ora demorados demais, ora breves "oi, tudo bem? Como vai sua mãe? Seu cachorro melhorou? Até mais..." até teu até logo me faz feliz. Porque sei que é um até logo. Porque você é diferente dos caras normais, não que você seja anormal, mas leva ao pé da letra cada palavrinha que diz. E admiro isso em você, e tento absorver todas as coisas boas que diz e faz. Quando diz "nos veremos às 12:34", você está lá às 12:34, exatamente assim. E, caso o trânsito ou o clima ousem te atrasar, você avisa, manda sinal de fumaça se possível, mas não deixa de honrar com o que, raramente, me promete. E mesmo que esse amor seja brega pra você, dane-se, por você eu quero e encaro toda essa breguice. Até encaro a fila de mãos dadas do cinema, aqueles filmes melosos que só casais bobos e apaixonados assistem e faço "awn" e encosto a cabeça em seu ombro no final. Sei que você acredita que amor é algo banal, mas, acredita em mim, o meu, por você, não será nada banal assim.
Débora Costa















