Existe um carinho da minha parte para vocĂȘ, eu nĂŁo sei bem o que Ă©, mas algo me atrai em vocĂȘ. Eu queria mesmo guardar tudo o que os vivemos em um potinho, mas sĂł as partes boas. Quero fingir que vocĂȘ nĂŁo sumia o tempo todo e nunca me dizia para onde ia, que vocĂȘ nĂŁo era nem um pouco frio e distante.
Sabe eu fico pensando se eu nĂŁo fui um meio para um fim. Um custo de oportunidade, se eu fui par vocĂȘ aquele ditado âQuem nĂŁo tem cĂŁo, caça com gatoâ. Meus pensamentos me torturam, e eu nĂŁo consigo me desviar deles. Eles sĂŁo mais afiados que faca, e me cortam profundo.
Eu tenho que admitir que eu fui profunda demais, e nĂŁo perguntei se vocĂȘ sabia nadar. Eu assumo isso, Ă© que eu nĂŁo sei ser diferente. Eu vejo claramente as suas feridas e pensei que eu poderia ajudar a cura-las.
Talvez tudo isso aqui seja um engano, que nos cruzamos novamente na hora errada. Se for isso vai ser bem triste. Eu abrir a porta pra vocĂȘ sair, e quanto eu via vocĂȘ partindo, decidir trancar bem a porta, para me assegurar que vocĂȘ jamais voltaria. Eu nĂŁo pude fazer o que era melhor para vocĂȘ, pois isso seria o pior para mim.
Espero que vocĂȘ possa entender, e que encontre uma porta, uma janela, ou um balanço em alguma varanda, qualquer coisa que faça vocĂȘ se sentir acolhido. Desejo que vocĂȘ receba o carinho e amor que nĂŁo quis receber de mim.