COMO CHEGAR ATÉ…. A BUNDA.
BRAINROT: Só estava pensando se eles aceitariam pegging, e meus devaneios me levaram a esses cenários. Quis apenas compartilhar PERSONAGENS: Daemon e Aemond AVISOS: Leve degradação e luta por poder no do Daemon, Mommy kink no Aemond.
| DAEMON
Dizia-se por aí que as paredes tinham ouvidos, e os sussurros que corriam por elas eram mais afiados do que o aço valiriano.
Esse ditado se mostrou real quando o Rei Viserys ajeitou o casamento entre você e Daemon Targaryen, que não ficou nada feliz com a união. Embora ele tenha te observado ao finalmente conhecê-la, e te mostrado prazeres indizíveis com a língua em sua noite de núpcias – sem necessidade, por puro desejo próprio, visto que foi preparada para apenas tentar dar-lhe um filho – diante de metade da corte, com aquele sorriso cínico e o olhar gélido, ele se referiu a você como nada mais do que uma "cadela que o rei o obrigara a encoleirar". O insulto correu os salões, provocando risinhos abafados e olhares de pena direcionados a você.
Não demorou para que entendesse sobre o que se tratava ao ouvir os sussurros reverberando pelos pedregulhos das paredes.
Mas eles ainda não conheciam você, se achavam que lhe deviam pena. E claramente Daemon também não, então certamente ficou surpreso e furioso ao ouvir conselheiros rindo em suas costas sobre ser nada além de um dragão de estimação no quarto, pois ficava tão dócil quanto aqueles que eram devidamente reivindicados.
Tamanho insulto só poderia ter saído dos lábios de sua esposa particularmente irritadiça. E não é como se o rumor o insultasse, mas sim as óbvias intenções por trás dele.
Naquela mesma noite a porta dos seus aposentos praticamente voou contra a parede, e seu marido que até então não parecia ansioso para dividir a mesma cama entrou como um furacão, os olhos violetas faiscando em uma fúria assassina.
Você, por sua vez, continuou sentada em frente a penteadeira com uma expressão impassível, preparando-se para dormir.
"Você tem muita audácia para alguém que está respirando apenas porque meu irmão permite.” A voz profunda veio como um rosnado baixo antes mesmo que reconhecesse a figura, andando a passos largos e pesados até parar logo atrás de você, prendendo seu reflexo no espelho com o olhar. "Que palhaçada é essa que espalhou pela corte? Um dragão de estimação? Não havia nada mais criativo?"
Com um riso baixo, você se virou, deixando o pente sobre a penteadeira antes de se virar lentamente com o olhar exalando presunção.
"Ah, vejo que já chegou aos seus ouvidos.” Desdenhou, cruzando as pernas. "Achei que fosse demorar mais, visto que estava ocupado demais me chamando de cadela para os lordes, marido."
Daemon soltou uma risada ríspida, inclinando-se para frente e apoiando as duas mãos nos braços da sua cadeira, encurralando você contra a madeira. Seu olhar não vacilou, e para isso ele devia-lhe respeito. O calor do corpo tonificado era opressor para a maioria, principalmente sob o cheiro de couro e fumaça exalando do exímio montador de dragão.
"Você é uma mentirosa audaciosa.” Daemon sibilou com o rosto a centímetros do seu. “Sabe muito bem que este casamento é uma farsa e que é incapaz de domar o sangue do dragão. Eu, ao menos, não menti…” Provocou.
“Não?” Desafiou, inclinando o rosto de modo que seu hálito batesse contra o rosto de Daemon.
O contraste era de alguma forma inebriante. Enquanto ele cheirava a couro e fumaça, você cheirava a algo limpo e grama molhada. Era como voar perto das planícies após a chuva, inalando ao mesmo tempo o frescor de um belo dia e o fogo do Dragão.
O coração dele errou uma batida, mas o olhar não vacilou.
“Se bem me lembro, minha querida esposa estava gemendo como uma cadela no cio, implorando por mais.” O platinado então lambeu os lábios com a sobrancelha arqueada, fazendo-a bufar enquanto ele se endireitou a fim de evitar sentir mais do seu cheiro dolorosamente agradável.
"Não seja prepotente, marido. Eu gemi, mesmo.” Repetiu, a voz descendo um tom, tornando-se um sussurro aveludado e cortante ao se colocar de pé. "Mas você esquece, Daemon, que quem estava de joelhos entre as minhas pernas se fartando era você; lambendo minha vagina com a fome de um dragão, de fato, que aceita a–”
Com um movimento repentino e inesperado, Daemon a agarrou pelos ombros e a puxou para si, abaixando-se em sua direção. O impacto de seus lábios foi violento, um choque de dentes e pura agressão que rapidamente se transformou em um beijo feroz, faminto e possessivo com ambas as línguas entrelaçadas buscando obter domínio um sobre o outro.
“Você é muito atrevida. Devia ter te matado na primeira semana deste maldito arranjo.” Ele grunhiu contra seus lábios, irritadiço com a realização do que sentia, a realização de algo que atrapalhava todos os planos que um dia fez para si.
“Está envolvidos demais agora, príncipe rebelde?” Sussurrou em resposta com sarcasmo, sentido o coração bater contra as costelas ao agarrar a cintura do platinado e o puxar contra si.
Ele vibrou tal qual seu dragão, Caraxes, e abriu a boca para revidar, te contradizer; então antes mesmo que ele tivesse a chance, você mordeu o lábios inferior com força e em seguida enfiou a língua na boca dele, virando-o levemente em direção a cama.
Daemon soltou um som gutural de surpresa contra a sua boca e arqueou pela dor agradável, mas o instinto dele não era recuar — era revidar. As mãos do homem te apertaram com força suficiente para deixar marcas, puxando-a para cima enquanto ele aprofundava o beijo e se jogava de costas na cama de boa vontade com você no colo, a língua invadindo sua boca com a fúria de quem queria retomar o controle, as mãos espalhando sua bunda como que sabe exatamente com o que está lidando. Ah, Daemon não tem idéia.
Enquanto o beijo de vocês se tornava uma batalha de salivas e respirações arfantes, suas mãos desceram com agilidade para as fivelas e amarras da túnica dele. Você puxou o couro com força e desfez amarras com agilidade, abrindo caminho para vislumbrar o corpo nu de seu marido ofegante e já tão duro que quase lhe surpreendeu o quanto ele gostava disso.
Quando Daemon estava completamente nu, você tirou seu roupão, ficando com nada além do pano fino que cobria sua boceta.
“Ainda ousa me chamar de cadela, olhando-me assim?” Franziu o cenho, fazendo Daemon subir as mãos e apertar seus seios com força. Apesar da vontade de se esfregar contra o pênis rijo pulsando em sua bunda, se conteve.
“É uma cadela bonita.”
Você se afastou do beijo por apenas um segundo, os lábios vermelhos e inchados, a respiração vindo em baforadas curtos. Daemon olhava para você de baixo, o peito subindo e descendo rapidamente, as pupilas tão dilatadas que quase engoliam o violeta dos olhos.
“E você um dragão indisciplinado.” Grunhiu, fincando as unhas no peitoral pálido do homem que gemeu de maneira gutural em resposta. Faminta, colidiu os lábios nos dele outra vez, que se arqueou contra você e tentou guia-la pela cintura até o membro pulsante. Resistiu, mesmo que os dedos dele doessem contra sua pele.
Certamente ficaria marcada na manhã seguinte.
Aquele sorriso convencido, como quem achava que havia lhe resumido a palavra que a apelidara, era extremamente irritante. Mas você não tinha problemas em esperar para mostrar a ele que seu rumor também poderia ser muito bem um fato.
“Está encontrando problemas para se controlar perto de mim, esposa?”
"Acha que todos se curvarão sob sua presença, não é?" Você sussurrou, inclinando-se para morder de leve o lóbulo da orelha dele, descendo os lábios pelo pescoço tenso, onde uma veia pulsava violentamente. "Não se esqueça que nesse casamento, somos dois iguais.”
“Tudo bem. Olhe-me assim o quanto quiser; mostrarei a você.” Disse, nada abalada pelo sarcasmo espreitando por baixo do tesão que engolia a cor dos olhos do príncipe.
Daemon soltou um riso baixo e rouco, como se não acreditasse que sua linhagem sequer se igualasse ao sangue de dragão que corria nas veias dele. E mesmo assim, ao olhar o fogo em seus olhos, algo nele suavizou. Com o peito nu arfando, encurralado entre a raiva e uma atração magnética, Daemon se viu caindo num abismo que acreditava até então que jamais cairia.
Ele lambeu os lábios inchados e suavizou o aperto sobre você, acariciando sua pele dolorida com o dedão áspero.
Sem qualquer aviso, suas unhas cravaram-se nos ombros e no peito dele, descendo em trilhas de fogo pela pele já marcada por cicatrizes de batalhas passadas.
“Está empenhada…” Daemon soltou um som gutural, uma mistura de rosnado e suspiro. Ele jamais admitiria, mas a dor aguçava seu prazer, transformando a raiva em um combustível ainda mais potente para o desejo.
Entretanto, a entrega dele era nítida não pelo que fazia e dizia, e sim pelo que deixava de fazer ou dizer. O príncipe Targaryen poderia te virar em um segundo, se forçar sobre você sem sequer suar, te prender ou forçá-la a parar seus avanços confiantes. Ainda assim ali esta ele, imóvel, deixando-a fazer o que deseja enquanto a provocava e se alimenta de migalhas de sua bunda tocando no pênis babão.
"Fique quieto.” Você sussurrou ao sair de cima dele, empurrando-o firmemente, embora com cuidado, pelo ombro musculoso.
“Para que é isso?” Grunhiu raivoso, embora a resistência fosse apenas superficial, um reflexo do orgulho ferido que cedia à luxúria. Suas mãos espalham-se nas costas largas do maior, sentindo os músculos tensos sob a pele. E então, sem aviso, você segura a cintura dele, o sobe e se curva, mordendo com dificuldade a pele esticada do cóccix dele, deixando uma marca de sua posse.
Seu marido astuto soltou um gemido abafado contra o travesseiro, os dedos dele agarrando os lençóis com força quase suficiente para rasgá-los.
“Para seu prazer, ora.” Ronronou, fazendo-o ceder apenas um pouco e empinar o quadril em sua direção, olhando-a de soslaio com a lateral do rosto apoiada nos lençóis. "Carinho faz parte da rotina dos animais de estimação." Provocou, ao qual ele apenas riu baixinho e arqueou as sobrancelhas claras.
Sua mão desceu pelas costas dele, contornando a coluna até chegar entre as pernas. Quando seus dedos envolveram o pênis dele, rígido e pulsante, a luta em seu interior ardente vacilou. O controle que Daemon tentava desesperadamente manter começou a escorregar por entre os dedos, substituído por uma satisfação avassaladora que o fazia se balançar contra seus dedos, lubrificando o vão de sua mão devido a quantidade de pré gozo que escorria da glande inchada.
Tão bonito e certo de que sua linda esposa apenas o queria fazer sujar os lençóis. É aí que você o pegou completamente desprevenido.
Sem aviso, sem hesitação, sua boca desceu de maneira repentina, seu nariz chegando antes da língua na pele pálida e imaculada daquela área. Em apenas um segundo, enfiou a língua molhada e quente no buraco apertado. Seu músculo macio entrou facilmente, fazendo-o pular de surpresa contra os lençóis.
“Que diabos–!” Ele engasgou tentando se sentar, ação que só fez sua língua afundar mais na bunda estreita que contraiu ao seu redor. Incapaz de responder, apenas aumentou a velocidade da mão que o masturbava, e simples assim, Daemon caiu de volta no colchão. “Porra…” Praguejou, para seu deleite.
Acomodou seu corpo acima do dele, movendo a mão no pênis pulsante enquanto girava a língua na bunda agora mais relaxada. Daemon não te parou, nem elogiou depois disso, preso em um misto de prazer e vergonha. Se limitou a apreciar a sensação diferente, mas gostosa, enquanto tentava evitar rebolar contra seu rosto.
Ao perceber os sons baixos de prazer, tirou a língua do cú dele apenas para mordiscar a bunda branquela.
“Onde está toda aquela bravata do meu dragãozinho?” Provocou, recebendo um rosnado em resposta.
“Se apresse e me faça gozar.”
“Animal insolente.” Riu, cuspindo no rabo do Targeryan, que nada fez além de sorrir contra os lençóis e abrir as pernas.
O que ele poderia dizer? Sua boca chupando-lhe era uma delícia, e o príncipe rebelde sempre soube aproveitar as coisas boas da vida.
| AEMOND
Ainda menino, Aemond caolho foi levado a casa dos prazeres pelo irmão mais velho. Ali, encontrou uma forma distorcida de validação e então, uma figura que supria em partes aquilo que lhe faltava em casa. Ele não ia a procura de sexo ou luxúria. Ia a procura de um rosto familiar e de mãos que carregassem algo além de manipulação, dever e rigidez.
Ao menos até certa idade. Quando crescido, uma mulher em particular lhe chamou a atenção. Mais jovem do que seu gosto usual, mas com uma voz tão suave e acolhedora ao dirigir elogios e boas vindas aos que chagavam, que tocara algo dentro dele de imediato.
“Ora, não seja um menino desobediente. Que tal me dar um pouco de orgulho e tratar as nossas meninas bem?” Ele a ouviu brincar com um cliente que estava dando trabalho uma vez. Bastou aquilo para algo nele clicar, talvez sua voz, seu tom, mas no fundo...
Aemond queria dar orgulho a alguém.
Na próxima visita, exigiu te ver. Foi estranho a princípio, não estava ciente dos gostos do rapaz. Mas ao vê-lo se encolher contra seu corpo ainda vestido, esfregando o rosto em sua barriga… Você sorriu. Não o sorriso profissional e orgulhoso, como o de quem tem uma posse de valor como de sua antiga senhora, mas o de quem simplesmente acha algo fofo. Foi genuíno.
Ele buscou apenas por você a partir de então. E o que era platônico, em algum momento passou a ter… Significado. Anseio.
O quarto na de sempre dos dois na casa dos prazeres era completamente isolado do barulho das ruas lá fora, iluminado apenas pela luz suave e dourada de poucas velas. Ali dentro, o príncipe temido por metade de Westeros não usava sua armadura, nem sua espada, nem o tapa-olho que escondia sua cicatriz. Aemond estava completamente nu, com a cabeça descansando pesadamente no seu colo e seus longos cabelos platinados espalhados pelas sua saia, fazendo nada além de respirar de olhos fechados enquanto seus dedos suaves trocavam contornos invisíveis na cabeça dele.
“Está cuidando mais do cabelo… Está mais macio.” Sussurrou, sentindo os fios deslizarem por entre seus dedos sem a fricção que normalmente havia.
Aemond queria te responder, mas as palavras ficaram entaladas na garganta. “Estou lavando com frequência para estar limpo para você”, é o que diria. Mas não parecia pessoal demais?
Ele se encolheu ainda mais sobre seu colo, afundando o nariz alongado em sua saia, bem acima se sua virilha.
"Tudo bem, não precisa falar comigo hoje se não quiser.” Murmurou, descendo a mão do cabelo até a têmpora levemente enrugada dele, que relaxou de imediato com seu toque e voz suaves. “Mas saiba que você está ainda mais bonito ultimamente. Notei cada pedacinho…” Você sussurrou, a voz mansa, um bálsamo para a mente turbulenta que vivia em constante estado de guerra e busca por aprovação.
Era bom ter os esforços reconhecidos. Ultimamente vinha tomando cuidados, tudo para impressionar você.
"Devo estar te entediando falando tanto. Mas você é tão fofo que eu queria–” começou, se parando abruptamente e suspirando no meio da frase. Aemond olhou para cima, vendo a hesitação em seu rosto antes que você sorrisse e mudasse de assunto. “Bom, te deixarei em paz.”
“Não, eu quero que continue falando.” Ele murmurou, voltando a se afundar em seu colo e apertando-a mais forte. “O que ia dizer?”
“Só que, às vezes, sua fofura me dá vontade de te beijar. Como agora.” sussurrou, parcialmente pronta para nada, e parcialmente pronta para ser mandada para fora com rudez.
Você hesitou.
"Diga-me." Exigiu o platinado. Ele então esfregou o nariz um você, suspirando baixinho, e seu coração disparou. Se seu príncipe desejava ouvir, que assim fosse.
Mas nada a preparou pro que se seguiu após os segundos de silêncio de Aemond.
Lentamente, com uma timidez que jamais demonstraria em público, o Targeryan moveu a mão grande e calejada pelo treino de espadas até alcançar sua mão que descansava no ombro dele. O platinado segurou os seus dedos com delicadeza e, sem abrir o olho, guiou sua mão pelo abdômen definido, descendo em direção à virilha.
“Aemond…?” Sussurrou, surpresa. Ele então suspirou, entreabrindo o olho que ainda enxergava e segurando sua mão firme próximo a virilha.
“Seu desejo se limita a beijos?” perguntou, empinando o queixo. O olhou surpresa, e então sorriu antes de rir baixinho. "Não queria sair do seu colo. Isso serve?"
“Céus… Eu vou acabar me perdendo em você, Aemond. Você é perigoso, meu príncipe, assim tão doce e receptivo.” Murmurou, descendo a mão por conta própria até o membro que descobriu estar rígido entre as pernas dele. “Oh, eu fiz meu menino esperar sem saber?”
O apelido o fez engolir um gemido e acenar quietamente, sentindo seus dedos roçarem o membro sensível com um tremor na coluna.
“Muito bem, coisinha linda. Mas saiba que meus desejos vão muito além dos beijos.” Sua voz doce o fez pressionar as pernas tentando aliviar a pressão crescente nas bolas. “Coisas boas e bonitas… Mas também imorais e sujas.” Confessou, e pela primeira vez, só de imaginar, Aemond gemeu audivelmente e balançou o quadril contra sua palma.
Uma palavrinha imoral e irreal entalou na garganta dele. Seu menino, seu garotinho, ele só quer ser isso–
“T-tipo o que?” Gaguejou meio ofegante, sentindo dois de seus dedos deslizarem sobre a glande brilhante de lubrificante natural.
Você não disse nada em resposta. Não riu do tom vulnerável, não questionou a mudança de ritmo na dinâmica até então imutável, apenas permitiu que Armond se abrisse e se abriu de volta para ele em retorno. Então naturalmente, subiu a mão com as pontas dos dedos roçando na pele pálida e leitosa, fazendo-o arrepiar até sentir sua exploração indo longe demais. O corpo inteiro do de olhos claros se tencionou ao sentir a ponta de seu dedo pressionar o botão enrugado da bunda pequena, deixando-o fixar rígido como ferro enquanto arregalava os olhos até então cerrados e relaxados.
Ele tentou se erguer um pouco do seu colo, as sobrancelhas franzidas e a voz saindo confusa, mas perigosamente próxima da irritação. “O que... o que está fazendo?"
“Apenas te mostrando a extensão de meus desejos, príncipe.” Sussurrou, mantendo o dedo ali como uma oferta silenciosa enquanto ele não a afastava.
"Isso não é o que... Os homens não..." Aemond gaguejou, embora fracamente. Você sempre cuidou bem dele. Sempre o amou incondicionalmente. Via o melhor e tudo de mais bonito mesmo quando ele errava feio.
Sua expressão era serena ao encará-lo, dando-lhe tempo para assimilar. Você transbordava do mesmo amor protetor e quase maternal de sempre, oferecendo cuidado e conforto.
Estava mostrando a ele sua parte mais obscura. Se ele te aceitasse… Você também o aceitaria por completo?
O platinado então fez o teste, deixando a palavra rasgar a garganta e escorrer pelos lábios com dificuldade.
“Mamãe...”
Você piscou uma, duas vezes, confusa – Ele franziu o cenho e encarou o pano que cobre sua barriga. Seu olho então suavizou, e a mão que estava na bunda seca subiu até o cóccix, acariciando a pele pálida. O olho visível dele arregalou, atento e ansioso, quase lacrimoso.
Seu coração não podia aguentar aquele homem louco e quebrado se reduzindo àquilo que nunca foi permitido ser ou sentir quando deveria.
”Sim, bebê... Está tudo bem, meu menino lindo.” Você sussurrou, a voz cheia de um carinho reconfortante que desarmou as defesas do homem esguio. "Não há nada de errado em querer se entregar por inteiro. Aqui você não precisa ser o príncipe forte o tempo todo, pode relaxar comigo, ok? Deixe-me cuidar de você de todas as formas possíveis. Ninguém vai saber. A mamãe está aqui com você." Garantiu num sussurro suave, quase como quem declara seu amor sutilmente na penumbra, acalmando as inseguranças infiltradas no coração amargurado do caolho que estremeceu com suas palavras.
O ombro dele caiu, o lábio inferior tremeu de leve antes que ele fechasse o olho visível novamente, afundando o rosto de volta no seu colo e escondendo a pedra brilhante que ocupa o lugar do outro olho. Um suspiro longo e rendido escapou de seus lábios enquanto o quadril dele, finalmente relaxado, cedia ao toque suave e paciente dos seus dedos e, de forma bastante satisfeita e confiante, acenou uma única vez com a cabeça.
Uma permissão clara, que a fez sorrir ainda mais devido a confiança que lhe fora depositada.
"Isso, meu bom garoto..." Sussurrou, sentindo a musculatura dele ceder ao seu comando ao voltar o dedo para baixo e explorar a bunda apertada. "Veja como você é perfeito quando relaxa para mim."
Com uma paciência invejável e uma doçura impossível de se encontrar naquele continente, seus dedos continuaram a massagear a região, desenhando círculos lentos e firmes que faziam o príncipe soltar suspiros longos e quase infantis em sua busca por alívio na pressão crescente entre as pernas. A rigidez que ele carregava pelo corpo inteiro parecia derreter sob o calor do seu toque, mas o ânus estava apertado e seco. Então como alternativa, levou os dedos até o rosto de seu adorável menino.
“Ajude a mamãe, hm? Você pode?”
Aemond abriu o olho lentamente, a safira brilhando na penumbra, focando nos seus dedos. Sem hesitar, ele abriu a boca e envolveu seus dedos com a língua, chupando-os com uma devoção silenciosa, usando sua própria saliva para lubrificá-los enquanto mantinha o olhar fixo no seu, implorando silenciosamente por mais daquela validação que o preenchia por dentro.
Você sorriu, acariciando os cabelos platinados dele com a outra mão.
"Muito bem. Tão obediente, me enchendo de orgulho. Vou te fazer sentir bem, eu prometo." Ele gemeu contra seus dígitos, fazendo-os vibrar.
Ao retirar os dedos da boca dele, agora devidamente lubrificados, você os moveu com cuidado. Com toda a suavidade do mundo, pressionou a ponta do primeiro dedo contra a entrada dele. Aemond agarrou o tecido da sua saia com força, os nós dos dedos ficando brancos, mas não recuou. Pelo contrário, sob as suas palavras de incentivo, ele empurrou o quadril de leve para trás, engolindo o toque com ainda mais facilidade, a confiança facilitou a entrada pelo ânus relaxado.
O segundo dedo seguiu o primeiro, e o príncipe soltou um gemido agudo, a cabeça caindo para trás enquanto o prazer e a sensação avassaladora de preenchimento o dominavam. Não havia dor, apenas uma entrega absoluta e visceral. Você os curvou lá dentro, anfiando o tirando lentamente, deixando-o processar a sensação.
Aemond suspirou, relaxando em seu colo a ponto de se virar lentamente de barriga para baixo. Você tirou os dedos de dentro dele, que reclamou enquanto se ajeitava, antes de ouvi-la cuspir nele e voltar para espalhar na entrada estreita. Seus dígitos entraram com facilidade, fazendo-a empurrar o mais profundamente possível dentro dele; não era muito, mas bastou para o cavaleiro de dragão gemer baixinho e apertar o cú ao redor de seus dedos, como se tentasse mantê-los lá.
Ele estava completamente sob o seu controle, despido de títulos e de glórias, encontrando naquela vulnerabilidade o amor e a segurança que sempre procurou no mundo.














